Governador Jerônimo Rodrigues recorre a empréstimo, mas a Bancada de Oposição tenta barrar

Ao contrário do que ocorreu em Vitória da Conquista, onde a prefeita Sheila Lemos recorreu a um empréstimo junto à Caixa Econômica Federal e teve o projeto aprovado com dezoito votos favoráveis, apenas dois contrários e três ausências, em Salvador o cenário é bem diferente. Na Assembleia Legislativa da Bahia, o governador Jerônimo Rodrigues encaminhou também um pedido de empréstimo, mas a bancada de oposição, de forma unânime, tenta barrar a votação e impedir que o governo estadual tenha acesso aos recursos solicitados.
É, portanto, uma movimentação política legítima da oposição ao governador, que busca inviabilizar o que Jerônimo classifica como necessário para o andamento de obras e investimentos no estado. Mas a política tem dessas coisas: aqui, em Conquista, a Câmara aprova; na capital, a oposição reage.
A política é dinâmica, plural, cheia de nuances. Nem sempre os cenários se repetem, e isso faz parte do jogo democrático. Fica aí a reflexão para você que acompanha o nosso programa e nosso blog. A matéria completa, que nos foi enviada, segue para ampliar esse debate tão importante:
“Bancada de Oposição obstrui sessão por mais de 12 horas contra novos empréstimos de Jerônimo
A bancada de oposição na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) obstruiu por mais de 12 horas a sessão iniciada na tarde desta quarta-feira (10) e encerrada na madrugada desta quinta (11) que apreciou dois novos pedidos de empréstimo formulados pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT) de aproximadamente R$ 1 bilhão. Esta foi a mais longa obstrução da atual legislatura. A Oposição usou o regimento de maneira cirúrgica, prolongando a sessão até depois das 3 horas da manhã.
Com votos contrários da oposição, foram aprovadas autorizações para o Estado contratar R$ 300 milhões junto à Caixa Econômica Federal e R$ 650 milhões no Banco do Brasil. Com a inclusão desses projetos, o governo Jerônimo já contabiliza 22 propostas de operações de crédito, que totalizam R$ 26 bilhões em quase três anos de gestão — uma média equivalente a R$ 25 milhões solicitados por dia e R$ 1 milhão por hora.
Ao longo da sessão, o líder da oposição, deputado Tiago Correia (PSDB), e os demais integrantes do bloco fizeram diversos apontamentos que despertam preocupação quanto à falta de transparência na destinação dos recursos, à ausência de informações detalhadas sobre quais obras, programas e regiões serão atendidos e a contradição entre o volume bilionário de crédito autorizado e a quantidade de obras paralisadas no Estado, apesar da antecipação de receitas por meio de empréstimos.
Além dos empréstimos, também foi aprovado, com votos contrários da oposição, o texto que autoriza a Bahia a aderir ao PROPAG, programa do governo federal de refinanciamento de dívidas, o que na prática configura uma nova forma de operação de crédito.
“Ao mesmo tempo em que apresenta propostas de empréstimo, o governo também pede autorização para refinanciar dívidas, mostrando o quanto está endividado e com dificuldade de honrar seus compromissos”, salientou Tiago Correia.”















