O Brasil já passou por situações bastante complicadas no que se refere à sua história política. Juscelino Kubitschek, João Goulart, Jânio Quadros, a própria ditadura militar, nós tivemos o problema com Collor. Vimos Dilma ser julgada e condenada. Nós assistimos o ex-presidente Lula, naquela oportunidade, ser julgado e condenado, inclusive preso. Vimos a situação mais recente, que foi o presidente Bolsonaro e alguns assessores do seu governo terem os seus nomes levados para o julgamento do Supremo Tribunal Federal.

E o país assiste atônito a mais uma situação grave. E os brasileiros, nós todos, precisamos olhar e acompanhar sem paixão o que está acontecendo. É evidente que vivemos em um país polarizado, onde muitos, ou a grande maioria, não se importam com o que pode acontecer. E talvez uma boa parte não entenda, não acompanhe com mais precisão o que é um julgamento como esse que acontece com Bolsonaro.

Nosso país, o Brasil, como qualquer nação, vive sob a égide das leis, e não cabe a nós ignorá-las ou desconhecê-las. No máximo, podemos desconhecê-las, mas ignorar, não. Daí é que é preciso a paixão ficar fora de cena. Isso eu falo em relação aos pró-Lula e aos pró-Bolsonaro. É preciso que nós acompanhemos sem paixão. Existem regras, e que elas sejam cumpridas, não importa quem será o que carregará sob suas costas três ou quatro sacos de cimento.

É duro, é difícil, é penoso, mas a lei foi feita pra cumprir. Ficam, portanto, os brasileiros na expectativa: o lado A, pró-Bolsonaro, quer que ele seja inocentado, ele e seus companheiros. O lado B, o pessoal de Lula, quer que Bolsonaro e seus companheiros sejam condenados. Vamos aguardar e ver o que acontecerá.