O Flamengo perde uma grande referência nos seus quadros: João Cairo, conquistense ilustre, partiu
“Seu João, assina aqui o “livro de ouro”, domingo tem jogo contra o Magnatas”, assim eu recorria a esse grande cidadão conquistense quando o Massicas enfrentaria o time de Bira Bigode no campinho da Granja, onde hoje estão fincados os bares Encontro e Candieiro. Ele nunca deixou de nos atender e com a sua ajuda financeira comprávamos chicletes para distribuir pra torcida e também contratávamos a charanga para a comemoração no Candelabro, em frente a um posto gasolina onde hoje funciona a Banca Central, na Praça Barão do Rio Branco.
Não era privilégio meu, Seu João atendia outros “esforçados” desportistas que insistiam em ser dirigentes de times de futebol, como os fantásticos de então, Petronio Sales, Mário Seixas, Sargento Sales, Nicolau Santos, Sebastião Coelho, Flávio Andrade, Paraíba, e alí já despontavam os nomes de José Maria Areas, Mestre Sana, Ramaldes Rocha, Wilson Portela e os craques Piolho, Naldo, Fernandinho, Charuto, Édson Maciel, Nego, Jaymilton e tantos outros que escreveram uma belíssima página na história do nosso futebol.
João Cairo é uma referência de um HOMEM DE BEM, na acepção da palavra, muito querido e respeitado. É como disse o seu sobrinho Antônio Roberto de Barros Cairo por ocasião das comemorações dos 103 anos que o empresário e flamenguista completara recentemente: “Meu tio João Cairo, irmão do meu falecido pai Lourival Cairo, é uma figura ímpar! Longevo, flamenguista, afável, gentil, probo e muito gente fina. Um abraço bem forte Tio João, feliz aniversário”.
Pois bem, Conquista e a “nação rubro-negra” perdem uma grande referência, os familiares e amigos sentirão a sua falta, mas sabem que o legado a ser seguido enche de orgulho a todos que ficaram aqui para construir um mundo melhor.
E agora, José, o que será do Flamengo sem Seu João?
















