Altamirando da Costa Lima Filho, o Nandão, partiu
Ele estava internado na UTI há 19 dias, com pouquíssimas chances de sobrevivência, o tumor no cérebro se desenvolveu rapidamente.
O meu querido amigo Nando veio a óbito na manhã de hoje, 28/05, às 05 da manhã. Conforme disse o seu sobrinho Igor: “ele descansou, Massa, morreu assistido, não ficou esperando num corredor de um hospital”, afirmou o neto de Dr. Altamirando da Costa Lima e Dona Maria Mendonça da Costa Lima, um casal inesquecível que Deus já levou pra junto de Si.
Igor continuou se expressando sobre o tio: “Esse é um tio querido, uma poesia em pessoa, poeta cronista, artista plástico e muito humano. Hoje o céu está em festa para receber de braços abertos esse filho do nosso Senhor.”
Sempre tive muito carinho por Nandão, ou melhor, por toda a família, e a recíproca sempre verdadeira. Naquela belíssima casa ao lado da Sacramentinas, onde hoje é uma enorme farmácia, eu era frequentador assíduo, vivemos ótimos anos da nossa juventude, era quase um time de futebol: Graça, Chiquinho, Fátima, Zezé, Ana, Paulinho e Nandão, os três últimos e hoje Nando partiram, foram pra junto do Pai, agora estão juntos, outra vez, ao lado de “Dr. Miranda e Dona Maria, volto a dizer, um casal espetacular.
A vida segue, ela tem um curso natural, às vezes podemos interferir, depende muito de nós. Aproveite, portanto, nunca arrependa do que fazes, nem sinta inveja do que os outros fizeram e fazem. Sempre que puder admire, releve os dias sombrios que possam amanhecer à sua frente, busque a luz do sol, faça como Gabriel, filho de Chiquinho e sobrinho de Nando que viu a beleza na partida do tio: “Obrigado a todos companheiros. O poeta morreu num dia bonito ensolarado de outono, mesclando tristeza e poesia… embora ele dissesse que nunca se entitulava poeta, pois todos os que assim faziam, segundo ele, eram “prosa ruim”. Meu tio além de poeta, cronista, vendedor de Jurubeba, também tinha a veia natural da comédia… rsrs”.
Vá com Deus, Nandão, você fará falta a todos nós, os seus amigos da Rua da Granja e do Bar de Abnal mandam-lhe um grande e fraterno abraço!















Ontem e hoje foram dias que pensei muito sobre a nossa condição de seres vivos aqui no planeta Terra, e agora ao saber da partida do Nando Costa Lima fico a refletir ainda mais como é efémera e até irracionável a vida neste plano transitório. Massinha, aos poucos, como eu conversava ao telefone ontem à noite com o camarada Bira Mota, estamos vendo e vivenciando a partida de nossos queridos amigos e companheiros, quando não pela covid, por doenças outras. Realmente o dia estava ensolarado e bonito,,típico dos belos dias de verão que um dia já tivemos. àqueles dias de carnavais, micaretas, dias de ir às boates, de namorar, bater papo etc. E o Nando dava seus últimos suspiros e se despedia do mundo. O Nando da Costa Lima, foi ao meu ver uma pessoa que brilhava intensamente, simples por natureza, culto de berço e por escolaridade, e eu adorava ler as crônicas, que se para alguns pareciam inusitadas, para outros como no meu caso, podia indentificar este ou àquele personagem com um popular ou mesmo um amigo da nossa geração, e da nossa cidade. Dizem que somente se reconhce e fala bem de alguém após o seu desenlace, mas este não é o caso. O Nando que conhecemos era uma pessoa de comportamento sereno e pacato, jamais ouvir dele qualquer queixa sobre qualquer assunto, talvez fruto da educação refinada que recebera dos seus genitores , o Dr. Altamirando da Costa Lima, e de sua genitora Dona Maria Mendonça da Costa Lima, e veja só até nos nomes existe a nobreza. Nobreza sim de caráter, de cultura, de bons pensamentos. Hoje posso confessar que eu só lia o blog no qual ele deixou um verdadeiro legado de causo e crônicas divertidas, por causa dele, e a cada um que eu lia, eu logo imaginava alguém, e dentre os muitos alguns citados nesta reportagem, seja por causar uma situação inusitada, seja por causar uma situação real. Antes e depois de fechar o Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima, nas muitas vezes que por lá eu passava, o encontrava, havia os cumprimentos e depois falamos sobre alguns acontecimentos, e eu pedia licença e saía, depois de reaberto após as reformas voltei a reencontrá~lo lá por diversas vezes, e notei que ele estava mais feliz, mais solto e falante comigo que o habitual. Adveio a pandemia, e a partir daí somente o encontrei na Praça do Gil, uma duas ou tres vezes. Hoje mais do ontem ou ante ontem sinto que aos poucos nossa geração está se despedindo, e que geração deslumbrante, culta, civilizada, politizada, composta de amantes da liberdade, da fraternidade entre os povos. Hoje irei olhar à noite mais uma vez para os céus da noite do Brasil, e certamente verei mais uma estrela brilhando intensamente, e esta estrela é o NANDO.