{"id":7953,"date":"2017-05-12T14:23:55","date_gmt":"2017-05-12T17:23:55","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdomassinha.com.br\/v1\/?p=7953"},"modified":"2017-05-12T14:23:55","modified_gmt":"2017-05-12T17:23:55","slug":"arbitro-marielson-e-sua-historia-de-vida-do-sonho-de-crianca-ao-melhor-arbit","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdomassinha.com.br\/v1\/2017\/05\/12\/arbitro-marielson-e-sua-historia-de-vida-do-sonho-de-crianca-ao-melhor-arbit\/","title":{"rendered":"\u00c1rbitro Marielson e sua hist\u00f3ria de vida. Do sonho de crian\u00e7a ao Melhor \u00c1rbitro Baiano em 2017"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.blogdomassinha.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/IMG_3242.jpg\" class=\"gallery_colorbox\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-7955\" src=\"http:\/\/www.blogdomassinha.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/IMG_3242.jpg\"  alt=\"IMG_3242\" width=\"286\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/www.blogdomassinha.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/IMG_3242.jpg 627w, https:\/\/www.blogdomassinha.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/IMG_3242-215x300.jpg 215w\" sizes=\"(max-width: 286px) 100vw, 286px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Por Luciana Flores<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O \u00e1rbitro conquistense Marielson Alves Silva, 34 anos, acaba de receber um pr\u00eamio de melhor \u00e1rbitro do Baian\u00e3o de 2017. A tarde de hoje foi cheia de compromissos com a imprensa. Eu o acompanhei e tamb\u00e9m conversei com ele para saber um pouco mais sobre sua carreira e vida pessoal. Confira:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>LF: Marielson, como come\u00e7ou a sua carreira no futebol? Voc\u00ea era jogador e se tornou \u00e1rbitro ou j\u00e1 come\u00e7ou na arbitragem?<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Marielson: Eu comecei com 13 anos de idade. Meu sonho era ser jogador de futebol, ent\u00e3o eu treinava na escolinha do meu pai. Nessa escolinha meu pai criou diversas categorias e meus irm\u00e3os mais novos jogavam, assim logo come\u00e7aram a aparecer muitos garotos para jogar tamb\u00e9m. Com isso, meu pai n\u00e3o tinha condi\u00e7\u00f5es de treinar e apitar e um dia ele me passou o apito e disse para eu apitar enquanto ele organizava o lado de fora. Depois disso eu comecei a apitar outros treinos, sempre chegava mais cedo para ajuda-lo. Um dia tinha poucos garotos e ele pegou o apito para apitar o jogo, foi quando um dos jogadores, um dos mais problem\u00e1ticos, disse a ele que me deixasse apitar ao inv\u00e9s dele. Meu pai se espantou, n\u00e3o disse nada, me entregou o apito, mas ficou refletindo sobre o porqu\u00ea daquele pedido. Eu apitei ainda sem no\u00e7\u00e3o de regras ou do gestual, mas tinha facilidade de estar pr\u00f3ximo aos lances. Isso chamou aten\u00e7\u00e3o do meu pai e conversando comigo me disse sobre a arbitragem ser uma profiss\u00e3o e me perguntou se eu realmente gostava. Como respondi de forma positiva, quando ele marcava amistosos da escolinha eu levava dois uniformes, o de jogador e tamb\u00e9m o de \u00e1rbitro. O primeiro jogo era dos que cham\u00e1vamos de Fraldinhas que era o que sempre eu apitava. Chegando l\u00e1 tinham sempre os \u00e1rbitros de beira de campo que apitavam e \u00e0s vezes por algum problema acontecia alguma confus\u00e3o ou o \u00e1rbitro n\u00e3o estava dando certo e meu pai, procurava o organizador do evento e dizia que ele tinha um \u00e1rbitro que podia ajudar, mas que era seu filho. Mesmo com as brincadeiras geradas, as pessoas me davam a chance, at\u00e9 mesmo porque meu pai dizia que se n\u00e3o desse certo ele seria o primeiro a me tirar do campo. Aconteceu que o pessoal gostou e queria que eu apitasse a outra categoria. N\u00e3o aceitei porque era uma categoria de jogadores mais velhos e eu n\u00e3o estava preparado. E assim comecei. Tinham os amistosos e campeonatos de escolas com os Fraldinhas e o organizador que tinha me visto apitando, sempre me chamava. Em 98 eu fiz o curso pela Liga aqui em Conquista e em 2002 a Federa\u00e7\u00e3o j\u00e1 estava acompanhando meu trabalho e me convidou para fazer o curso em Salvador. Eu fiquei l\u00e1 por 1 ano e retornei em seguida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>LF: Onde era a escolinha do seu pai?<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Marielson: Era aqui em Conquista mesmo. Chamava Escolinha Nova Gera\u00e7\u00e3o, depois passou a ser Vila da Conquista e integrou ao time do Vila passando a ser a divis\u00e3o de base do time do Vila da Conquista. Ent\u00e3o minha carreira iniciou assim, no campo da Ester, campo do Bairro Brasil, Urbis VI e outros.<!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>LF: Depois desse curso em Salvador como ficou a sua carreira?<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Marielson: Ap\u00f3s o curso da Liga aqui em Vit\u00f3ria da Conquista, que era reconhecido pela FBF, eu j\u00e1 comecei a bandeirar o Intermunicipal, os juniores e depois o Baiano. At\u00e9 ent\u00e3o o intuito da Federa\u00e7\u00e3o era que eu fosse assistente. Em 2003, ap\u00f3s o curso em Salvador, eu recebi um convite para fazer o teste para o quadro nacional. Eu sabia que entraria no quadro nacional esse ano, mas como assistente n\u00e3o como \u00e1rbitro central. Eu tinha o objetivo de ser \u00e1rbitro central. Com isso eu me afastei da arbitragem de 2003 at\u00e9 o primeiro semestre de 2005. Retornei do segundo semestre de 2005 e a\u00ed sim, a Federa\u00e7\u00e3o estava fazendo um trabalho de renova\u00e7\u00e3o do quadro da arbitragem, estava querendo resgatar \u00e1rbitros, renovar o quadro. Foi quando me fizeram o convite e me perguntaram se eu queria fazer o teste como \u00e1rbitro. Claro que aceitei e a\u00ed comecei a apitar pela Liga aqui de Conquista, o Intermunicipal, coisa que eu nunca tinha feito como \u00e1rbitro central e no final de 2005 o presidente da federa\u00e7\u00e3o me convidou para apitar uma final do Campeonato Baiano Infantil que foi at\u00e9 com o Bahia x Vit\u00f3ria no Barrad\u00e3o. Eu fui para apitar e ele foi para assistir e aprovou a minha atua\u00e7\u00e3o. De l\u00e1 para c\u00e1 n\u00e3o sa\u00ed mais. Em 2006 entrei para o quadro nacional e gra\u00e7as a Deus tenho dado continuidade at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>LF: Voc\u00ea hoje \u00e9 aspirante \u00e0 Fifa. O que vem a ser essa posi\u00e7\u00e3o? O que falta para voc\u00ea chegar a ser um \u00e1rbitro Fifa?<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Marielson: Aspirante \u00e9 quadro da CBF. A CBF trabalha com toda a linha dos \u00e1rbitros e a\u00ed tem os Aspirantes, os \u00c1rbitros Especiais e os Fifas. Os Especiais s\u00e3o aqueles que j\u00e1 se aposentaram, eu j\u00e1 foram Fifa e perderam o escudo por algum motivo. J\u00e1 os Aspirantes, s\u00e3o aqueles que est\u00e3o sendo preparados pela CBF para ser um futuro \u00c1rbitro Fifa. Ent\u00e3o hoje eu me encontro em um patamar que caso surja uma vaga para \u00e1rbitro Fifa, eu posso ser indicado. Quem indica \u00e9 a CBF e o que faz ser indicado seriam as atua\u00e7\u00f5es nos jogos da s\u00e9rie A, ser bem nas atividades f\u00edsicas e te\u00f3ricas. Ent\u00e3o \u00e9 isso. O quadro Aspirante Fifa me habilita a ser um \u00e1rbitro Fifa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>LF: Para ser um \u00e1rbitro Fifa voc\u00ea precisa falar um segundo idioma como o ingl\u00eas. Voc\u00ea est\u00e1 estudando?<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Marielson: Eu j\u00e1 falo fluentemente o Espanhol e estou na parte intermedi\u00e1ria do ingl\u00eas o que j\u00e1 seria, dentro dos pr\u00e9-requisitos que a CBF exige, suficiente para ser um \u00e1rbitro Fifa. Mas vou continuar estudando, n\u00e3o posso parar. Meu objetivo \u00e9 chegar a um grau avan\u00e7ado, ser fluente no ingl\u00eas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>LF: Ser um \u00e1rbitro de futebol modificou a sua vida que forma? Tem alguma interfer\u00eancia na sua maneira de ser ou agir?<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Marielson: O \u00e1rbitro \u00e9 uma pessoa p\u00fablica assim como o jogador, o treinador, ent\u00e3o acaba que muitas coisas ficam limitadas at\u00e9 mesmo porque a pessoa p\u00fablica \u00e9 vista tanto pela sociedade esportiva como a sociedade como um todo, com um r\u00f3tulo referente \u00e0 posi\u00e7\u00e3o que voc\u00ea ocupa. Tipo: Marielson, o \u00e1rbitro. Ent\u00e3o evito situa\u00e7\u00f5es, mas n\u00e3o deixo de ser o Marielson que antes de ser \u00e1rbitro de futebol, \u00e9 um ser humano, tenho minha dignidade passadas pelos meus pais, respeito ao pr\u00f3ximo, a humildade, isso tudo vem de ber\u00e7o. Independente de onde a gente chega \u00e0 profiss\u00e3o s\u00e3o valores que n\u00e3o podemos perder nunca. Muitas vezes amigos perguntam por que n\u00e3o me veem em barzinhos. Eu sempre respondo que vou sim, gosto de encontrar amigos, mas confesso que evito a frequ\u00eancia. Assim, a profiss\u00e3o de \u00e1rbitro ainda sofre um pouco de discrimina\u00e7\u00e3o. Por exemplo, nesse fim de semana estarei trabalhando em um jogo do campeonato Brasileiro. Digamos que eu sente em um barzinho e tome um refrigerante, algu\u00e9m fotografa ou apenas diz que eu estava bebendo cerveja nas v\u00e9speras de um jogo importante como esse. Ent\u00e3o por essas e outras coisas eu tento me resguardar e evito provocar situa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>LF: Quais foram suas maiores dificuldades durante esse tempo que se dedica \u00e0 arbitragem?<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Marielson: Dois momentos foram dif\u00edceis, o primeiro quando tive que passar, em 2002, um ano em Salvador fazendo o curso da FBF e depois o retorno para conciliar o trabalho de \u00e1rbitro que necessita muitas vezes viajar, com trabalho fixo. Dif\u00edcil uma empresa que aceite.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>LF: \u00c1rbitro de futebol sofre muitas ofensas no campo e fora dele, tanto das torcidas como dos pr\u00f3prios jogadores. Isso tudo exige um preparo psicol\u00f3gico especial. Existe um trabalho feito com voc\u00eas por conta de situa\u00e7\u00f5es assim?<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Marielson: Exige sim um preparo psicol\u00f3gico e isso \u00e9 um dos pr\u00e9-requisitos da CBF. Exige o que eles habilitam a. Que \u00e9 a parte f\u00edsica, te\u00f3rica, social e a parte psicol\u00f3gica. Ent\u00e3o, n\u00f3s temos acompanhamento hoje com a Dr\u00aa Marta que faz um trabalho na CBF e o Leonardo Beijo que \u00e9 da FBF. Ambos fazem um trabalho em parceria para atender os \u00e1rbitros da Bahia. Em nosso trabalho precisamos estar a flor da pele, eu digo sempre que se um jogo est\u00e1 com uma temperatura alta, temos que estar tamb\u00e9m s\u00f3 que mantendo a serenidade e o controle. \u00c9 diferente do jogador que muitas vezes perde a cabe\u00e7a e o sentido, n\u00f3s \u00e1rbitros, temos que ter calma para lidar com determinadas situa\u00e7\u00f5es. Ent\u00e3o esse trabalho psicol\u00f3gico \u00e9 feito e \u00e9 importante, mas tamb\u00e9m a natureza do \u00e1rbitro influencia na forma de lidar em campo. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e1 torcida xingando, fazendo barulho, j\u00e1 \u00e9 um est\u00edmulo. Por exemplo, ano passado eu tive a oportunidade de apitar dois jogos, Um com maior p\u00fablico e outro com menor p\u00fablico. O menor foi com port\u00f5es fechados, portanto n\u00e3o tinha ningu\u00e9m e o maior p\u00fablico foi no Man\u00e9 Garrincha, cerca de 80 mil pessoas. Ent\u00e3o sinto que o maior p\u00fablico \u00e9 a melhor coisa que tem, porque quanto mais gente, quanto mais press\u00e3o melhor, \u00e9 assim que a gente funciona, a gente v\u00ea o tamanho da responsabilidade que temos. Ent\u00e3o nos d\u00e1 mais for\u00e7a, eu particularmente fico mais forte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>LF: Voc\u00ea j\u00e1 se encontrou em alguma situa\u00e7\u00e3o delicada que tenha se sentido amea\u00e7ado ou precisou tomar alguma provid\u00eancia fora do campo?<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Marielson: Gra\u00e7as a Deus n\u00e3o. Conhe\u00e7o exemplos de alguns colegas que j\u00e1 sofreram amea\u00e7as de agress\u00e3o em aeroportos, outros que foram hostilizados dentro da pr\u00f3pria cidade e ainda bem que comigo nunca aconteceu. Nunca tive essa experi\u00eancia ruim e espero em Deus que isso n\u00e3o venha a acontecer. Hoje a sociedade esportiva deve ter em mente que somos profissionais. Eu sempre digo que o \u00e1rbitro \u00e9 um personagem. No campo eu sou o \u00e1rbitro Marielson, fora eu sou apenas Marielson. Dentro do campo a torcida reclama, questiona, assim como jogadores e comiss\u00e3o t\u00e9cnica. Deixei as quatro linhas, eu volto a ser o Marielson que sou aqui fora. \u00c9 a\u00ed que a sociedade precisa diferenciar e respeitar o \u00e1rbitro de futebol. Muitas vezes um colega conversa comigo e come\u00e7a a questionar algum lance de um jogo que arbitrei, eu pe\u00e7o logo para mudarmos de assunto porque naquele momento n\u00e3o sou o Marielson \u00e1rbitro. Ent\u00e3o lamento muito o que aconteceu com os colegas, mas por outro lado foram fatos isolados que n\u00e3o tem se repetido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>LF: Quais seriam para voc\u00ea os jogos mais emocionantes que j\u00e1 participou?<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Marielson: Com certeza a minha estreia em 2014 na s\u00e9rie A que foi um jogo de S\u00e3o Paulo x Botafogo, tamb\u00e9m naquele mesmo ano eu fiz um cl\u00e1ssico nordestino pela s\u00e9rie B que foi N\u00e1utico x Santa Cruz, um jogo muito dif\u00edcil. Eu n\u00e3o tinha ainda muitas refer\u00eancias como \u00e1rbitro e os jogadores poderiam pressionar mais, fiquei tenso. Mas deu tudo certo. Dentro de campo controlei a partida e os jogadores se preocuparam apenas em jogar. E por \u00faltimo n\u00e3o tem como eu n\u00e3o citar o grande cl\u00e1ssico que arbitrei no domingo passado, que foi a final com o Ba x Vi. Eu nunca tinha apitado uma final de campeonato baiano muito menos sendo Ba x Vi. Realmente, muito emocionante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>LF: Como voc\u00ea recebeu a indica\u00e7\u00e3o e premia\u00e7\u00e3o do melhor \u00e1rbitro do Campeonato Baiano? Voc\u00ea foi pego de surpresa? O que representa esse pr\u00eamio para voc\u00ea?<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Marielson: Sim, foi uma surpresa. Representa uma conquista a mais na minha carreira. Em 2007 fui indicado pela primeira vez e agora novamente. N\u00f3s \u00e1rbitros quando entramos em campo e fazemos um bom trabalho, n\u00e3o passa de obriga\u00e7\u00e3o, essa \u00e9 a realidade. Mas \u00e9 muito gratificante quando esse trabalho \u00e9 reconhecido. Eu tenho um ditado que sempre digo que o \u00e1rbitro precisa entrar em campo como se fosse uma agulha e sair como uma linha, sem ser visto. Esse \u00e9 o trabalho correto de um \u00e1rbitro. O atleta n\u00e3o, quanto mais ele \u00e9 visto, melhor, porque ele foi visto no jogo. O \u00e1rbitro, quanto mais ele \u00e9 visto no jogo \u00e9 porque alguma coisa errada aconteceu. Esse \u00e9 o perfil correto de um \u00e1rbitro. Ent\u00e3o eu quero nunca ser visto em campo, apenas no sentido positivo que \u00e9 fazer meu trabalho e sair ileso. Ent\u00e3o esse pr\u00eamio foi um reconhecimento do meu trabalho, foi uma surpresa e fiquei muito feliz. Vou continuar batalhando para que outros pr\u00eamios venham. Depois de dois pr\u00eamios no campeonato baiano, quem sabe um no brasileiro e buscar a conquista de objetivos mais altos que um \u00e9 chegar \u00e0 Fifa e o outro \u00e9 apitar em uma Copa do Mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>LF: Como \u00e9 o Marielson fora do campo, no seu dia dia?<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Marielson: Um Marielson muito tranquilo, o oposto do que sou em campo. Muitas vezes as pessoas comentam que n\u00e3o acreditam que sou eu no campo, com cara de mal, dando broncas.(risos). Ent\u00e3o procuro ser um Marielson amigo, pai, irm\u00e3o, filho. Sou muito grato aos meus pais Jeov\u00e1 e Maura pelo amor a mim dedicado, se n\u00e3o fossem eles eu n\u00e3o estaria hoje na arbitragem. Trabalho sou funcion\u00e1rio p\u00fablico municipal, treino todos os dias, tanto a parte espec\u00edfica da arbitragem como a artes marciais que \u00e9 o Jiu Jitsu. Um Marielson que respeita as pessoas e procura ser respeitado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Luciana Flores O \u00e1rbitro conquistense Marielson Alves Silva, 34 anos, acaba de receber um pr\u00eamio de melhor \u00e1rbitro do Baian\u00e3o de 2017. A tarde de hoje foi cheia de compromissos com a imprensa. Eu o acompanhei e tamb\u00e9m conversei com ele para saber um pouco mais sobre sua carreira e vida pessoal. 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