{"id":7714,"date":"2017-04-22T11:23:12","date_gmt":"2017-04-22T14:23:12","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdomassinha.com.br\/v1\/?p=7714"},"modified":"2017-04-22T11:23:12","modified_gmt":"2017-04-22T14:23:12","slug":"jota-malhado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdomassinha.com.br\/v1\/2017\/04\/22\/jota-malhado\/","title":{"rendered":"Jota Malhado"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.blogdomassinha.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/delegado-valdir-barbosa.jpg\" class=\"gallery_colorbox\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-2121\" src=\"http:\/\/www.blogdomassinha.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/delegado-valdir-barbosa.jpg\"  alt=\"delegado valdir barbosa\" width=\"400\" height=\"265\" srcset=\"https:\/\/www.blogdomassinha.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/delegado-valdir-barbosa.jpg 600w, https:\/\/www.blogdomassinha.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/delegado-valdir-barbosa-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Por Valdir Barbosa<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nAmigos impares, amores inebriantes, lugares e pessoas impressionantes, determinados fatos e circunst\u00e2ncias, bons ou maus, capazes de marcar de maneira mais indel\u00e9vel do que ferro em brasa inspiram autores de operas, sonetos, telas, romances, novelas, enfim, tonificam qualquer manifesta\u00e7\u00e3o art\u00edstica e cultural respons\u00e1vel por colorir e animar esta singular d\u00e1diva, vinda de Energia Pura, a vida.<br \/>\nSobretudo, ela &#8211; a vida &#8211; se manifesta especial, quanto mais nos permitimos crescer, na certeza de que n\u00e3o s\u00e3o as benesses, ou prova\u00e7\u00f5es do cotidiano, impostas \u00e0 veste fr\u00e1gil concedida aos viventes deste plano passageiro, o quanto importa. Vale mesmo, a certeza de que vimos, cada um dos viandantes desta terra onde aportamos no agora, na miss\u00e3o de evoluir, atrav\u00e9s condutas que adotarmos al\u00e7ando voos, rasos ou elevados, nas asas do livre arb\u00edtrio. Afinal, apenas despidos deste inv\u00f3lucro carnal para invadir o campo da imortalidade poderemos entender, na plenitude, cada qual envolto no manto alvo, ou gris dos seus merecimentos, o verdadeiro sentido da exist\u00eancia.<br \/>\nViajo nestas considera\u00e7\u00f5es, na manh\u00e3 deste feriado de abril dedicado a um dos her\u00f3is nacionais, imolado no final do s\u00e9culo dezoito, por pugnar, em prol da liberdade dessa na\u00e7\u00e3o que amamos, cujos filhos ainda continuam agrilhoados, a cada esquina, mortos e esquartejados por aqueles que confiscam direitos de tantos filhos do Brasil, nas garras impiedosas da fal\u00e1cia, da hipocrisia, da absurda e assustadora corrup\u00e7\u00e3o aparentemente infind\u00e1vel.<br \/>\nMas, os par\u00e1grafos que abrem meus escritos derramados hoje, no teclado deste contumaz companheiro das manh\u00e3s dos derradeiros tempos, longe do aconchego de casa, enfiado no quarto de hotel onde me pus na semana findando obrigado a atender compromissos profissionais, em terras quase lambendo o vizinho Estado do Esp\u00edrito Santo, se justificam pela necessidade de revelar ao mundo, as marcas de uma saudade que carrego comigo por exatamente um ano.<!--more--><br \/>\nCaminhava no Corredor da Vit\u00f3ria, ao lado de minha dulc\u00edssima Roberta, justo no feriado do per\u00edodo passado, quando fui avisado da partida definitiva de um dos amigos mais considerados com quem convivi curtindo momentos de prazer inolvid\u00e1veis: Jo\u00e3o Machado Cafezeiro.<br \/>\nFalei disto e de epis\u00f3dio hil\u00e1rio ocorrido conosco tempos atr\u00e1s, em relato escrito e publicado no dia de seu sepultamento. Vale frisar, n\u00e3o cabe aos que ficam, apesar da nostalgia pela perda mergulhar no desespero, energia que somente atrasa a caminhada inexor\u00e1vel reservada a todos os viventes.<br \/>\nImposs\u00edvel n\u00e3o amargar os n\u00f3s da saudade, porem, eles devem ser desatados na certeza da imortalidade e nas mem\u00f3rias dos instantes felizes vividos ao lado daqueles que amamos e haveremos de amar eternamente, sempre que poss\u00edvel, os homenageando, principalmente ao imitar seus exemplos positivos.<br \/>\nBusquei faz\u00ea-lo quando Caf\u00e9 &#8211; assim o chamava &#8211; ainda estava aqui, mesmo porque foi ele uma das fontes inspiradoras do romance que publiquei ano passado &#8211; Surfando em Pipelines. Tratou-se de determinado personagem da obra, na qual caricaturo figuras criadas em minha mente, para ilustrar o tema.<br \/>\nFinalizo ent\u00e3o o texto, com trecho da obra onde meu dileto irm\u00e3o se encontra posando de Jota Malhado, ali\u00e1s, ambos, apenas um est\u00e3o indelevelmente marcados na minha mente, meu cora\u00e7\u00e3o e alma:<br \/>\n\u201c&#8230;Jota Malhado foi um dos homens mais inteligentes que Melo Rego conheceu em toda sua vida. Pontuou seus caminhos no ontem, viveu com intensidade o hoje, sem medo do amanh\u00e3, assim como cravam marcas singulares todos aqueles que transcendem. Dono de peculiaridades pr\u00f3prias de quem conheceu muito, antes de nascer no agora, capaz de oferecer respostas precisas para quaisquer perguntas, Jota se tornou referencia de muitos, n\u00e3o sendo exce\u00e7\u00e3o para o jovem Melo Rego. Indubitavelmente, Malhado se constituiu numa fonte inesgot\u00e1vel, onde ele matou v\u00e1rias vezes sua sede de saber, nesta vida inteira e certamente, assim como noutras. Sim, porque Rego nunca duvidou, por mais que relapso fosse aos estudos kardecistas, da viagem recrudescente para resgatar&#8230;\u201d.<br \/>\nQuantas saudades amigo. Que sua viagem no infinito esteja sendo plena e intensa, sob o manto sagrado do Pai.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Teixeira de Freitas,<br \/>\n21 de abril de 2017.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Valdir Barbosa Amigos impares, amores inebriantes, lugares e pessoas impressionantes, determinados fatos e circunst\u00e2ncias, bons ou maus, capazes de marcar de maneira mais indel\u00e9vel do que ferro em brasa inspiram autores de operas, sonetos, telas, romances, novelas, enfim, tonificam qualquer manifesta\u00e7\u00e3o art\u00edstica e cultural respons\u00e1vel por colorir e animar esta singular d\u00e1diva, vinda de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":2121,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[821,819,7,1267],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogdomassinha.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7714"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogdomassinha.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogdomassinha.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdomassinha.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdomassinha.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7714"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.blogdomassinha.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7714\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7715,"href":"https:\/\/www.blogdomassinha.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7714\/revisions\/7715"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdomassinha.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2121"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogdomassinha.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7714"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdomassinha.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7714"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdomassinha.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7714"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}