{"id":58202,"date":"2026-08-04T09:59:24","date_gmt":"2026-08-04T12:59:24","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogdomassinha.com.br\/v1\/?p=58202"},"modified":"2026-08-04T09:59:51","modified_gmt":"2026-08-04T12:59:51","slug":"leiam-o-texto-escrito-e-assinado-pelo-arquiteto-e-ambientalista-oscar-integrante-do-grupo-pensando-bem-e-residente-em-salvador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdomassinha.com.br\/v1\/2026\/08\/04\/leiam-o-texto-escrito-e-assinado-pelo-arquiteto-e-ambientalista-oscar-integrante-do-grupo-pensando-bem-e-residente-em-salvador\/","title":{"rendered":"Leiam o texto escrito e assinado pelo arquiteto e ambientalista Oscar, integrante do Grupo Pensando Bem e residente em Salvador."},"content":{"rendered":"<p class=\"p1\"><span class=\"s1\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-58203 alignleft\" src=\"https:\/\/www.blogdomassinha.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ddd5000f-c30d-41ca-9a9b-71407c63587c-182x300.jpeg\" alt=\"\" width=\"182\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.blogdomassinha.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ddd5000f-c30d-41ca-9a9b-71407c63587c-182x300.jpeg 182w, https:\/\/www.blogdomassinha.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ddd5000f-c30d-41ca-9a9b-71407c63587c.jpeg 304w\" sizes=\"(max-width: 182px) 100vw, 182px\" \/><br \/>\n\u00c9 um privil\u00e9gio fazer parte do Grupo Pensando Bem, o PB, formado por homens e mulheres de reconhecida capacidade intelectual. Ali convivem profissionais do Direito, arquitetos, professores, escritores, advogados, agentes p\u00fablicos, pesquisadores e pessoas que fazem da reflex\u00e3o um exerc\u00edcio permanente de cidadania. \u00c9, sem d\u00favida, uma verdadeira academia de ideias.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Sinto-me plenamente acolhido nesse universo, onde o conhecimento \u00e9 compartilhado diariamente e o respeito \u00e0s diferentes opini\u00f5es fortalece o debate. Participar desse grupo \u00e9 construir uma trajet\u00f3ria de aprendizado cont\u00ednuo, ampliando horizontes e compreendendo melhor os desafios da sociedade.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">O Pensando Bem j\u00e1 existe h\u00e1 muitos anos. N\u00e3o arrisco precisar a data, mas certamente j\u00e1 se aproxima de uma d\u00e9cada, talvez at\u00e9 mais. O grupo nasceu em Vit\u00f3ria da Conquista, mas ultrapassou as fronteiras da nossa cidade. Hoje re\u00fane participantes de diversas regi\u00f5es da Bahia, de Sergipe e at\u00e9 do exterior. Temos, por exemplo, a querida Jane, que reside na Fran\u00e7a, al\u00e9m de integrantes em Salvador, Aracaju e tantos outros lugares, formando uma verdadeira rede de troca de conhecimentos.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Entre esses participantes est\u00e1 o arquiteto e ambientalista Oscar, radicado em Salvador. Trata-se de uma pessoa inquieta, profundamente comprometida com as quest\u00f5es ambientais e que, de forma firme, respeitosa e fundamentada, manifesta suas preocupa\u00e7\u00f5es diante dos desafios enfrentados pelo meio ambiente.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">O texto que ele assina \u00e9 mais uma demonstra\u00e7\u00e3o desse compromisso. N\u00e3o se trata apenas de uma opini\u00e3o, mas de uma reflex\u00e3o constru\u00edda a partir do olhar de quem acompanha atentamente as transforma\u00e7\u00f5es ambientais e acredita que o desenvolvimento precisa caminhar ao lado da preserva\u00e7\u00e3o da natureza.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Convido todos os nossos leitores a fazerem essa leitura com aten\u00e7\u00e3o. Tenho certeza de que encontrar\u00e3o argumentos, informa\u00e7\u00f5es e reflex\u00f5es importantes para compreender melhor as inquieta\u00e7\u00f5es do autor e, acima de tudo, pensar sobre a responsabilidade que cada um de n\u00f3s tem na constru\u00e7\u00e3o de um futuro ambientalmente mais equilibrado.<\/span><!--more--><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Leiam na \u00edntegra:<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><em><strong><span class=\"s1\">A Linha do Tempo do Ecoc\u00eddio: Como os Presidentes da Redemocratiza\u00e7\u00e3o do Brasil Continuaram fiel a Pol\u00edtica Quinhentista de Destrui\u00e7\u00e3o do Meio Ambiente<\/span><\/strong><\/em><\/p>\n<p class=\"p1\"><em><span class=\"s1\">A engrenagem do ecoc\u00eddio em terras brasileiras \u00e9 uma ferida aberta que sangra ininterruptamente desde 1500. A pilhagem sistem\u00e1tica inaugurada pela coroa de Portugal com o genoc\u00eddio dos povos origin\u00e1rios e a explora\u00e7\u00e3o predat\u00f3ria do pau-brasil estabeleceu o DNA Espoliat\u00f3rio do territ\u00f3rio, um apetite destrutivo que se alimentou do fato de o Brasil ter sido o pa\u00eds das Am\u00e9ricas com o mais longo regime de escravid\u00e3o, estruturada como um aut\u00eantico modelo industrial voltado estritamente para o interesse de espolia\u00e7\u00e3o de recursos. Esse impacto n\u00e3o arrefeceu nem mesmo durante as breves e agressivas passagens do dom\u00ednio da Espanha e das invas\u00f5es da Holanda. S\u00e9culos depois, a marcha violenta dos bandeirantes rasgou o interior do continente, tratando biomas inteiros como zonas de ca\u00e7a e subjuga\u00e7\u00e3o, uma mentalidade predadora que atingiu o paroxismo com a minera\u00e7\u00e3o em Minas Gerais, que desfigurou montanhas, assoreou rios e intoxicou solos para saciar a gan\u00e2ncia europeia. Essa l\u00f3gica de rapina atravessou o Imp\u00e9rio, a Rep\u00fablica Velha e ganhou contornos catastr\u00f3ficos com a pol\u00edtica de Marechal Rondon; sob a falsa \u00e9gide da integra\u00e7\u00e3o e da pacifica\u00e7\u00e3o nacional, suas expedi\u00e7\u00f5es abriram as portas para a invas\u00e3o e o fim da preserva\u00e7\u00e3o dos territ\u00f3rios ind\u00edgenas, deixando-os vulner\u00e1veis \u00e0 cobi\u00e7a externa. O \u00e1pice desse desenvolvimentismo autorit\u00e1rio que antecedeu o golpe de 1964 manifestou-se no absurdo da constru\u00e7\u00e3o de Bras\u00edlia, uma megal\u00f3pole erguida no cora\u00e7\u00e3o do pa\u00eds que causou um impacto irrevers\u00edvel, fragmentando o Cerrado e inaugurando a era das grandes rodovias que sangraram as defesas naturais do interior brasileiro.<\/span><\/em><\/p>\n<p class=\"p1\"><em><span class=\"s1\">A hist\u00f3ria recente do Brasil revela uma assustadora linha do tempo de neglig\u00eancia e devasta\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica. Desde a redemocratiza\u00e7\u00e3o, nenhum governante foi capaz de priorizar a preserva\u00e7\u00e3o ambiental. Pelo contr\u00e1rio: todos os ocupantes do Pal\u00e1cio do Planalto, de Jos\u00e9 Sarney ao atual mandato de Luiz In\u00e1cio Lula da Silva, acumulam em suas biografias a responsabilidade direta ou indireta por graves crimes socioambientais, trag\u00e9dias industriais, omiss\u00f5es perante o crime organizado e concess\u00f5es \u00e0 bancada da destrui\u00e7\u00e3o.<\/span><\/em><\/p>\n<p class=\"p1\"><em><span class=\"s1\">O ciclo de abandono come\u00e7ou com Jos\u00e9 Sarney (1985\u20131990), cujo governo autorizou e financiou verdadeira bofetada na ecologia amaz\u00f4nica com a constru\u00e7\u00e3o das usinas hidrel\u00e9tricas de Balbina (AM) e Tucuru\u00ed (PA). Balbina tornou-se um dos maiores erros de engenharia e crimes ecol\u00f3gicos do planeta, inundando uma \u00e1rea gigantesca de floresta nativa para gerar quase nenhuma energia, resultando na decomposi\u00e7\u00e3o de mat\u00e9ria org\u00e2nica submersa e na emana\u00e7\u00e3o em massa de g\u00e1s metano. Foi tamb\u00e9m sob o olhar omisso de Sarney que ocorreu a primeira grande invas\u00e3o predat\u00f3ria de garimpeiros na Terra Ind\u00edgena Yanomami, desencadeando o envenenamento por merc\u00fario dos rios locais e o genoc\u00eddio sanit\u00e1rio daquela popula\u00e7\u00e3o.<\/span><\/em><\/p>\n<p class=\"p1\"><em><span class=\"s1\">Com a chegada de Fernando Collor de Mello (1990\u20131992), a ret\u00f3rica ambientalista serviu apenas como fachada para o exterior. Internamente, a m\u00e1quina p\u00fablica operava na base do suborno. O pr\u00f3prio Secret\u00e1rio Nacional do Meio Ambiente demitido denunciou que o Ibama funcionava como uma &#8220;filial de corrup\u00e7\u00e3o&#8221;, emitindo licen\u00e7as fraudulentas que acobertavam as m\u00e1fias do ouro verde na extra\u00e7\u00e3o ilegal e no contrabando de madeiras nobres, como o mogno. As \u00e1guas da Amaz\u00f4nia continuaram sendo tratadas como dep\u00f3sitos de lixo t\u00f3xico pelo garimpo descontrolado.<\/span><\/em><\/p>\n<p class=\"p1\"><em><span class=\"s1\">A gest\u00e3o de Itamar Franco (1992\u20131995) lavou as m\u00e3os diante do avan\u00e7o da criminalidade no campo. Seu mandato foi marcado pelo tr\u00e1gico Massacre de Haximu, onde o descaso do Estado permitiu que garimpeiros invadissem terras protegidas, tratorassem leitos de rios e chacinassem popula\u00e7\u00f5es tradicionais. Sem fiscaliza\u00e7\u00e3o real em campo, pecuaristas e grileiros aceleraram as motosserras, pavimentando o terreno para as piores taxas de destrui\u00e7\u00e3o florestal que viriam a seguir.<\/span><\/em><\/p>\n<p class=\"p1\"><em><span class=\"s1\">Nos dois mandatos de Fernando Henrique Cardoso (1995\u20132002), o pa\u00eds atingiu o \u00e1pice estat\u00edstico da destrui\u00e7\u00e3o da cobertura vegetal, registrando o recorde hist\u00f3rico absoluto de desmatamento na Amaz\u00f4nia in 1995, com impressionantes 29.059 km\u00b2 extintos em apenas um ano. Al\u00e9m do colapso da floresta, o segundo mandato de FHC mergulhou o litoral e as \u00e1guas doces brasileiras em petr\u00f3leo bruto. A neglig\u00eancia operacional da Petrobras resultou no vazamento de 1,3 milh\u00e3o de litros de \u00f3leo na Ba\u00eda de Guanabara (RJ), destruindo manguezais, seguido pelo derramamento de 4 milh\u00f5es de litros de \u00f3leo nos rios Barigui e Igua\u00e7u (PR), e pelo catastr\u00f3fico afundamento da Plataforma P-36, que despejou toneladas de combust\u00edvel em alto-mar.<\/span><\/em><\/p>\n<p class=\"p1\"><em><span class=\"s1\">Luiz In\u00e1cio Lula da Silva em seus dois primeiros mandatos (2003\u20132010) manteve a engrenagem da destrui\u00e7\u00e3o ativa. Em 2004, a sanha do agroneg\u00f3cio da soja e da carne empurrou o desmatamento para o segundo pior n\u00edvel da hist\u00f3ria (27.772 km\u00b2). A corrup\u00e7\u00e3o institucionalizada dentro do Ibama foi escancarada na Opera\u00e7\u00e3o Curupira, revelando que os pr\u00f3prios chefes do \u00f3rg\u00e3o vendiam licen\u00e7as que roubaram quase 2 milh\u00f5es de metros c\u00fabicos de madeira. No setor industrial, o governo foi conivente com o rompimento da barragem de Cataguases (MG), que sufocou rios com 2 bilh\u00f5es de litros de licor negro t\u00f3xico. Para fechar o ciclo, o governo Lula atropelou os pareceres dos analistas ambientais e for\u00e7ou o in\u00edcio do licenciamento de megaprojetos de hidrel\u00e9tricas destrutivas na Amaz\u00f4nia, como Belo Monte e as usinas do Rio Madeira.<\/span><\/em><\/p>\n<p class=\"p1\"><em><span class=\"s1\">A presidente Dilma Rousseff (2011\u20132016) consolidou esses abusos contra os rios do Norte, erguendo Belo Monte \u00e0s custas do desvio criminoso do leito do Rio Xingu, gerando a seca induzida da Volta Grande e matando toneladas de peixes end\u00eamicos. Politicamente, Dilma desferiu um golpe mortal contra a preserva\u00e7\u00e3o ao sancionar o Novo C\u00f3digo Florestal em 2012, que anistiou crimes de desmatadores e perdoou multas de quem havia destru\u00eddo \u00c1reas de Preserva\u00e7\u00e3o Permanente. Foi tamb\u00e9m em sua gest\u00e3o que a leni\u00eancia com as mineradoras provocou o maior desastre ecol\u00f3gico do pa\u00eds at\u00e9 ent\u00e3o: o rompimento da barragem da Samarco em Mariana (MG), que assassinou o Rio Doce com uma avalanche de 40 milh\u00f5es de metros c\u00fabicos de lama de rejeitos.<\/span><\/em><\/p>\n<p class=\"p1\"><em><span class=\"s1\">O governo de Michel Temer (2016\u20132018) aprofundou o desmonte pol\u00edtico e institucional da ecologia para garantir sua sobreviv\u00eancia no cargo, entregando a gest\u00e3o ambiental aos interesses mais predat\u00f3rios da bancada ruralista. O retrocesso mais escandaloso ocorreu em 2017, quando editou o Decreto n\u00ba 9.142, que extinguia a Reserva Nacional do Cobre e Associados (Renca) \u2014 uma \u00e1rea protegida do tamanho da Dinamarca na Amaz\u00f4nia \u2014 para escancar\u00e1-la \u00e0 minera\u00e7\u00e3o industrial privada. Embora a revolta internacional o tenha obrigado a recuar, Temer assinou a pol\u00eamica Medida Provis\u00f3ria da Grilagem (MP 759, convertida na Lei n\u00ba 13.465), que anistiou e legalizou retroativamente vastas \u00e1reas de terras p\u00fablicas que haviam sido roubadas e desmatadas ilegalmente por criminosos. Sob seu mandato, o or\u00e7amento da fiscaliza\u00e7\u00e3o ambiental sofreu cortes profundos, e o desmatamento na Amaz\u00f4nia voltou a romper a barreira dos 7.000 km\u00b2 anuais, consolidando uma nova tend\u00eancia de alta.<\/span><\/em><\/p>\n<p class=\"p1\"><em><span class=\"s1\">O governo de Jair Bolsonaro (2019\u20132022) levou o conceito de crime ambiental a um n\u00edvel de desmonte deliberado. Sob a pol\u00edtica confessa de &#8220;passar a boiada&#8221;, o governo asfixiou financeiramente o Ibama, paralisou a aplica\u00e7\u00e3o de penalidades e incentivou publicamente a invas\u00e3o de territ\u00f3rios protegidos. O resultado foi a explos\u00e3o criminosa do &#8220;Dia do Fogo&#8221;, as queimadas que incineraram quase um ter\u00e7o de todo o bioma do Pantanal e o avan\u00e7o avassalador do garimpo ilegal. Na Terra Yanomami, a contamina\u00e7\u00e3o desenfreada por merc\u00fario e a destrui\u00e7\u00e3o da floresta provocaram uma crisis de desnutri\u00e7\u00e3o e mal\u00e1ria que dizimou centenas de crian\u00e7as. Diante do maior vazamento de \u00f3leo da costa brasileira em 2019, o governo cruzou os bra\u00e7os, deixando a limpeza do veneno nas m\u00e3os de volunt\u00e1rios.<\/span><\/em><\/p>\n<p class=\"p1\"><em><span class=\"s1\">Por fim, o atual terceiro mandato de Lula (2023\u20132026) prova que a falta de compromisso real com a ecologia permanece intacta. O ano de 2024 ficou marcado pelo colapso clim\u00e1tico de mais de 200 mil focos de inc\u00eandios criminosos coordenados que cobriram o pa\u00eds de fuma\u00e7a, evidenciando a total falta de preparo e a resposta tardia do governo federal. Ao mesmo tempo, o funcionalismo dos \u00f3rg\u00e3os de fiscaliza\u00e7\u00e3o (Ibama e ICMBio) entrou em greve por meses devido ao abandono da carreira pelo Executivo, provocando um apag\u00e3o nas vistorias de campo. Ignorando os severos alertas de bi\u00f3logos e t\u00e9cnicos, o atual governo insiste e pressiona fortemente para abrir a Margem Equatorial na Foz do Amazonas para a explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo, al\u00e9m de colocar como prioridade pol\u00edtica o asfaltamento da BR-319, obra apontada como o maior vetor iminente de grilagem e desmatamento da hist\u00f3ria da floresta tropical.<\/span><\/em><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\"><em>Sem eximir em nada a responsabilidade dos governos centrais, essa engrenagem ecocida \u00e9 blindada por uma rede de cumplicidade que envolve os demais poderes e o poder econ\u00f4mico. Todos os Congressos Nacionais da redemocratiza\u00e7\u00e3o atuaram como balc\u00f5es de neg\u00f3cios da bancada ruralista e do lobby minerador, legalizando o roubo de terras e mutilando leis de prote\u00e7\u00e3o em troca de apoio pol\u00edtico. No mesmo compasso, o Poder Judici\u00e1rio e o Supremo Tribunal Federal asseguram a impunidade desse cen\u00e1rio, consolidando uma leni\u00eancia hist\u00f3rica que se materializou na controversa aprova\u00e7\u00e3o un\u00e2nime do avan\u00e7o de megaprojetos log\u00edsticos como a Ferrogr\u00e3o, ignorando os severos impactos sobre florestas e povos tradicionais. Toda essa estrutura atende diretamente aos interesses de empres\u00e1rios brasileiros do agroneg\u00f3cio predat\u00f3rio e da minera\u00e7\u00e3o ilegal, associados a pot\u00eancias estrangeiras e corpora\u00e7\u00f5es internacionais que devoram e exploram as riquezas naturais do pa\u00eds, exportando lucros enquanto empurram o meio ambiente brasileiro para o colapso definitivo<\/em>.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 um privil\u00e9gio fazer parte do Grupo Pensando Bem, o PB, formado por homens e mulheres de reconhecida capacidade intelectual. 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