{"id":57804,"date":"2026-07-14T00:48:59","date_gmt":"2026-07-14T03:48:59","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogdomassinha.com.br\/v1\/?p=57804"},"modified":"2026-07-14T00:48:59","modified_gmt":"2026-07-14T03:48:59","slug":"tia-nem-de-itabuna-quanta-leveza-nos-textos-da-minha-querida-amiga-leiam","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdomassinha.com.br\/v1\/2026\/07\/14\/tia-nem-de-itabuna-quanta-leveza-nos-textos-da-minha-querida-amiga-leiam\/","title":{"rendered":"Tia Nem, de Itabuna: quanta leveza nos textos da minha querida amiga. Leiam!"},"content":{"rendered":"<p class=\"p1\"><span class=\"s1\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignright size-medium wp-image-57568\" src=\"https:\/\/www.blogdomassinha.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/04275622-3818-4e4b-a9f8-7b5ca76462d7-300x201.jpeg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"201\" srcset=\"https:\/\/www.blogdomassinha.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/04275622-3818-4e4b-a9f8-7b5ca76462d7-300x201.jpeg 300w, https:\/\/www.blogdomassinha.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/04275622-3818-4e4b-a9f8-7b5ca76462d7.jpeg 600w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><br \/>\nComo \u00e9 gratificante ler os textos maravilhosos da minha querida amiga Tia Nem, da nossa fant\u00e1stica Itabuna. \u00c9 um privil\u00e9gio, minha amiga, receber essas cr\u00f4nicas e poder compartilh\u00e1-las com os nossos leitores, n\u00e3o apenas de Vit\u00f3ria da Conquista e da regi\u00e3o Sudoeste, mas tamb\u00e9m de toda a regi\u00e3o Sul da Bahia.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Tenho criado o h\u00e1bito de levar as mat\u00e9rias do nosso blog tamb\u00e9m para o programa de r\u00e1dio. Nem sempre \u00e9 poss\u00edvel ler tudo, mas uma coisa eu posso afirmar: a cada texto seu, eu aprendo um pouco mais. Por isso, convido os nossos queridos leitores a apreciarem mais uma p\u00e9rola escrita pela minha querida amiga.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Tenho um desejo muito especial: traz\u00ea-la um dia a Vit\u00f3ria da Conquista para que, no entardecer, in\u00edcio da noite, voc\u00ea e os poetas da nossa cidade se re\u00fanam na Catedral das Flores, um espa\u00e7o t\u00e3o bonito e acolhedor, para um recital de poesia. Seria um momento inesquec\u00edvel, em que pessoas com a sua sensibilidade dividiriam o palco e as emo\u00e7\u00f5es com o p\u00fablico conquistense.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">\u00c9 um cen\u00e1rio encantador. Temos a Catedral das Flores e tamb\u00e9m um bel\u00edssimo orquid\u00e1rio, espa\u00e7os constru\u00eddos na atual gest\u00e3o da prefeita Sheila Lemos e que se tornaram verdadeiros convites \u00e0 contempla\u00e7\u00e3o, \u00e0 cultura e ao encontro entre pessoas que fazem da arte um instrumento de beleza e inspira\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Leia na \u00edntegra:<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">\u201c<strong>As cicatrizes que a vida nos deu.<\/strong><\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Por Maria Reis Gon\u00e7alves (Tia Nem)<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">H\u00e1 pessoas que carregam cicatrizes vis\u00edveis. Outras escondem marcas que nenhum espelho \u00e9 capaz de refletir. S\u00e3o feridas deixadas por palavras que nunca deveriam ter sido ditas, por sil\u00eancios que machucaram mais do que qualquer grito, por despedidas inesperadas, perdas irrepar\u00e1veis, rejei\u00e7\u00f5es, trai\u00e7\u00f5es e sonhos que morreram antes de florescer.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">A vida tem o estranho h\u00e1bito de nos ensinar atrav\u00e9s da dor. E, por mais que desejemos um caminho sem sofrimento, \u00e9 justamente nas curvas mais dif\u00edceis que descobrimos aspectos de n\u00f3s mesmos que jamais conhecer\u00edamos em tempos de calmaria.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">As cicatrizes n\u00e3o s\u00e3o apenas lembran\u00e7as do que aconteceu. Elas revelam que houve uma batalha. Contam, silenciosamente, que algu\u00e9m caiu, chorou, pensou em desistir, mas, de alguma forma, encontrou for\u00e7as para continuar. S\u00e3o p\u00e1ginas escritas na pele da alma.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Vivemos, por\u00e9m, em uma sociedade que valoriza a apar\u00eancia da perfei\u00e7\u00e3o. As pessoas escondem suas dores para parecerem fortes. Sorrimos para as fotografias enquanto, por dentro, tentamos juntar os peda\u00e7os de um cora\u00e7\u00e3o cansado. Criamos personagens para sermos aceitos, esquecendo que \u00e9 justamente a nossa humanidade que nos torna dignos de amor.<\/span><!--more--><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Existe uma diferen\u00e7a entre uma ferida e uma cicatriz. A ferida ainda sangra. A cicatriz j\u00e1 n\u00e3o sangra da mesma forma, mas continua contando uma hist\u00f3ria. Ela n\u00e3o apaga o passado, apenas mostra que a dor encontrou um caminho para n\u00e3o destruir completamente quem a carregava.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Algumas cicatrizes nos tornam mais sens\u00edveis ao sofrimento do outro. Quem j\u00e1 caminhou na escurid\u00e3o reconhece, com mais facilidade, a sombra no olhar de algu\u00e9m. E, talvez por isso, seja capaz de oferecer um abra\u00e7o onde antes ofereceria um julgamento.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">As marcas que carregamos tamb\u00e9m nos convidam \u00e0 humildade. Elas nos lembram que ningu\u00e9m atravessa esta exist\u00eancia sem conhecer o peso das perdas. Todos, sem exce\u00e7\u00e3o, lutam batalhas invis\u00edveis. Saber disso deveria nos tornar mais gentis, mais pacientes e menos apressados em condenar aqueles que apenas est\u00e3o tentando sobreviver.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Curiosamente, n\u00e3o s\u00e3o as cicatrizes que nos enfraquecem. \u00c9 a tentativa de fingir que elas n\u00e3o existem. Aquilo que negamos continua nos governando em sil\u00eancio. Mas aquilo que acolhemos deixa de ser pris\u00e3o e passa a fazer parte da nossa hist\u00f3ria sem definir quem somos.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">A verdadeira cura n\u00e3o acontece quando esquecemos o que nos feriu. Ela acontece quando a lembran\u00e7a deixa de controlar nossas escolhas. Quando conseguimos olhar para tr\u00e1s sem voltar a sentir que ainda estamos presos naquele lugar.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">As cicatrizes da vida n\u00e3o diminuem o nosso valor. Pelo contr\u00e1rio. Elas revelam a coragem de quem permaneceu de p\u00e9 quando tudo parecia perdido. S\u00e3o testemunhas silenciosas da capacidade humana de recome\u00e7ar, de reconstruir afetos e de encontrar sentido mesmo depois do caos.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Talvez a beleza mais profunda de um ser humano n\u00e3o esteja na aus\u00eancia de marcas, mas na delicadeza com que aprendeu a conviver com elas. Porque algumas pessoas n\u00e3o venceram a vida por nunca terem sofrido. Venceram porque, apesar de tudo, continuaram escolhendo amar, confiar, sonhar e acreditar que amanh\u00e3 ainda pode florescer.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">E, no fim, talvez seja isso que as cicatrizes realmente nos ensinem: elas n\u00e3o s\u00e3o o fim da nossa hist\u00f3ria. S\u00e3o apenas a prova de que a vida nos feriu&#8230; mas n\u00e3o conseguiu impedir que continu\u00e1ssemos vivendo.\u201d<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como \u00e9 gratificante ler os textos maravilhosos da minha querida amiga Tia Nem, da nossa fant\u00e1stica Itabuna. \u00c9 um privil\u00e9gio, minha amiga, receber essas cr\u00f4nicas e poder compartilh\u00e1-las com os nossos leitores, n\u00e3o apenas de Vit\u00f3ria da Conquista e da regi\u00e3o Sudoeste, mas tamb\u00e9m de toda a regi\u00e3o Sul da Bahia. 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