{"id":56777,"date":"2026-05-24T17:57:05","date_gmt":"2026-05-24T20:57:05","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogdomassinha.com.br\/v1\/?p=56777"},"modified":"2026-05-24T17:57:47","modified_gmt":"2026-05-24T20:57:47","slug":"ricardo-teles-corujao-um-irmao-nos-enviou-esta-bela-reflexao-de-marcel-mariano-vale-a-leitura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdomassinha.com.br\/v1\/2026\/05\/24\/ricardo-teles-corujao-um-irmao-nos-enviou-esta-bela-reflexao-de-marcel-mariano-vale-a-leitura\/","title":{"rendered":"Ricardo Teles (Coruj\u00e3o), um irm\u00e3o, nos enviou esta bela reflex\u00e3o de Marcel Mariano. Vale a leitura."},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-56778 alignleft\" src=\"https:\/\/www.blogdomassinha.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/IMG_7583-300x300.jpeg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.blogdomassinha.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/IMG_7583-300x300.jpeg 300w, https:\/\/www.blogdomassinha.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/IMG_7583-150x150.jpeg 150w, https:\/\/www.blogdomassinha.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/IMG_7583.jpeg 500w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>\u201cAtribui-se \u00e0 Her\u00f3doto de Alicarnasso a condi\u00e7\u00e3o de pai da hist\u00f3ria, por ter sido ex\u00edmio narrador das civiliza\u00e7\u00f5es antigas, destacando suas mis\u00e9rias e seus esplendores. Em visitando o Egito antigo, teve ocasi\u00e3o para afirmar que aquela na\u00e7\u00e3o era um presente do Nilo, seu principal rio at\u00e9 os dias de hoje.<\/p>\n<p>E nas p\u00e1ginas amareladas da hist\u00f3ria, todos eles, os grandes imp\u00e9rios do passado, passaram&#8230;<br \/>\nSuas capitais suntuosas, seus imperadores ou reis arbitr\u00e1rios, suas culturas fascinantes e sua filosofia exuberante. Em museus e arquivos ainda se preservam registros dessas sagas apaixonadas e febris de tempos passados.<br \/>\nIgualmente, cada um de n\u00f3s possui um hist\u00f3rico de vida, a se perder num pret\u00e9rito insond\u00e1vel.<br \/>\nN\u00e3o nos referimos aqui t\u00e3o somente ao equipamento f\u00edsico, recebido pelo esp\u00edrito como empr\u00e9stimo prec\u00e1rio na fecunda\u00e7\u00e3o e devolvido por ocasi\u00e3o da an\u00f3xia cerebral. Nossa metragem se estende al\u00e9m do zigoto e vai depois da campa mortu\u00e1ria.<\/p>\n<p>Em quantas culturas j\u00e1 estivemos mergulhados corporalmente, experimentando essa ou aquela experi\u00eancia evolutiva?<\/p>\n<p>Ora em destaque econ\u00f4mico e pol\u00edtico e outras vezes em condi\u00e7\u00e3o de p\u00e1ria social. Vestindo trajes finos ou sob trapos imundos. Manejando o saber da l\u00edngua, da cultura e do conhecimento cient\u00edfico, ent\u00e3o dispon\u00edvel, e em outras circunst\u00e2ncias, sob a zombaria do populacho irrespons\u00e1vel, vergado ao peso da ignor\u00e2ncia e do analfabetismo.<\/p>\n<p>Membro de fam\u00edlia opulenta, assinalada por vastos recursos financeiros, ditando a conduta que outros deveriam seguir, e algumas vezes em mergulho na constela\u00e7\u00e3o familiar pobre, criando ovelhas e cabras em terras secas e hostis.<br \/>\nMorando em promont\u00f3rios de beleza indescrit\u00edvel, de frente para os oceanos conhecidos, mas em alguns per\u00edodos situados pela vida em pleno deserto, experimentando a escassez de \u00e1gua e a aridez das paisagens.<\/p>\n<p>Sim, ningu\u00e9m pode negar que somos viajores de muitos corpos, buscando a verdade existencial.<br \/>\nSantu\u00e1rios famosos foram por n\u00f3s visitados, \u00e0 cata de informa\u00e7\u00f5es sobre o destino e as amarguras da vida.<!--more--><\/p>\n<p>Buscamos gurus e avatares em florestas bravias e grutas escuras, tentando decifrar as inc\u00f3gnitas do destino.<\/p>\n<p>Erguemos deuses de pedra e pir\u00e2mides de sacrif\u00edcios.<\/p>\n<p>O deserto secou nossas l\u00e1grimas e a tempestade varreu nossos sonhos.<\/p>\n<p>Em quantos cemit\u00e9rios jazem corpos que usamos e deixamos pela metade do tempo previsto, sedentos de sensa\u00e7\u00f5es e loucos pelo poder ef\u00eamero do mundo?<\/p>\n<p>At\u00e9 que Ele surgiu.<\/p>\n<p>Rasgou nossa seda de ilus\u00f5es. Iluminou nossa madrugada de fantasias com sua claridade interior.<\/p>\n<p>Contou hist\u00f3rias e narrou par\u00e1bolas quando tudo era sil\u00eancio. N\u00e3o viu nossos erros, nem julgou nossas criminosas inten\u00e7\u00f5es. Nos juntou os peda\u00e7os na estrada e nos deu um sentido existencial. Confiou-nos sementes preciosas, confiando em nossa capacidade de semear a esperan\u00e7a em outros cora\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Chorou nossas quedas.<br \/>\nSorriu com nossas alegrias infantis.<\/p>\n<p>E quando fomos visitados pelos espinhos do mundo, pelo fel da ingratid\u00e3o, pelo abandono dos afetos e sofremos a punhalada dos parentes, Ele surgiu em nosso nevoeiro de sombras e acendeu a lamparina do otimismo, descortinando aos nossos olhos exaustos de chorar uma primavera jamais imaginada.<br \/>\nDeu-nos a m\u00e3o e nos soergueu da queda.<br \/>\nApontou rumos novos e nos deixou escolher:<br \/>\nEle ou C\u00e9sar?<\/p>\n<p>Perdoe se finalizo a p\u00e1gina sem uma resposta.<br \/>\nEssa parte \u00e9 privativa de cada um.<\/p>\n<p>Marta<\/p>\n<p>Salvador, 24.05.2026<br \/>\n(Psicografia Marcel Mariano)\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cAtribui-se \u00e0 Her\u00f3doto de Alicarnasso a condi\u00e7\u00e3o de pai da hist\u00f3ria, por ter sido ex\u00edmio narrador das civiliza\u00e7\u00f5es antigas, destacando suas mis\u00e9rias e seus esplendores. 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