{"id":4750,"date":"2016-09-08T00:09:43","date_gmt":"2016-09-08T03:09:43","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdomassinha.com.br\/v1\/?p=4750"},"modified":"2016-09-08T00:14:00","modified_gmt":"2016-09-08T03:14:00","slug":"declaracao-universal-dos-direitos-meus-e-seus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdomassinha.com.br\/v1\/2016\/09\/08\/declaracao-universal-dos-direitos-meus-e-seus\/","title":{"rendered":"Declara\u00e7\u00e3o Universal dos Direitos Meus e Seus"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/www.blogdomassinha.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/13062209_1007027169383063_2824510749278618205_n.jpg\" class=\"gallery_colorbox\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter  wp-image-4751\" src=\"http:\/\/www.blogdomassinha.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/13062209_1007027169383063_2824510749278618205_n.jpg\"  alt=\"13062209_1007027169383063_2824510749278618205_n\" width=\"498\" height=\"373\" srcset=\"https:\/\/www.blogdomassinha.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/13062209_1007027169383063_2824510749278618205_n.jpg 960w, https:\/\/www.blogdomassinha.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/13062209_1007027169383063_2824510749278618205_n-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 498px) 100vw, 498px\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>Por\u00a0<a class=\"profileLink\" href=\"https:\/\/www.facebook.com\/marcoantonio.jardimmelo\" data-hovercard=\"\/ajax\/hovercard\/user.php?id=100002273674536\">Marco Antonio Jardim Melo<\/a><\/strong><\/p>\n<p>Declaro terminantemente &#8211; e num claro instante que n\u00e3o h\u00e1 de passar enquanto algu\u00e9m pousar os olhos d&#8217;\u00e1gua sobre tais afirma\u00e7\u00f5es &#8211; que seus direitos t\u00eam o mesmo valor, forma e dimens\u00e3o que os meus.<\/p>\n<p>Inalien\u00e1veis, portanto, ainda que n\u00e3o t\u00e3o ardentes.<br \/>\nOs meus dias ainda acordam ouvindo velhas can\u00e7\u00f5es de Caetano.<br \/>\nN\u00e3o s\u00e3o mais como os sambas, s\u00e3o fins de semana abaixo da superf\u00edcie do mar, relativamente afogados, contidos, mas n\u00e3o se fazem de desentendidos.<\/p>\n<p>S\u00e3o dias de sol com poucas nuvens, proclamados por algumas esvaziadas aspira\u00e7\u00f5es, mas ainda inspirados por presentes hist\u00f3rias, quase felizes.<\/p>\n<p>Manifesto, portanto, que \u00e9 chegada a hora de me compelir contra qualquer tirania e opress\u00e3o.<br \/>\nVou-me reunir na singular casa de Tam, come\u00e7ando por ela mesma abrindo portas e janelas, com seu gestual largo, suas rea\u00e7\u00f5es em mais elevado grau, as defesas expansivas, por vezes arregalando os olhos escuros, de modo t\u00e3o af\u00e1vel que d\u00e1 vontade de amanhecer.<\/p>\n<p>L\u00e1, agrupado entre os meus, protegido pelas obras de arte, vou defender que merecemos uma casa no campo, uma can\u00e7\u00e3o no vento, um sol brando na cabe\u00e7a, festa, trabalho e p\u00e3o.<br \/>\nSinto, tanto quanto vejo, que precisamos sair em paz, comprar flores de m\u00e3os dadas com minha m\u00e3e, trocando mi\u00fadezas sobre o livro de Carollini, repousando o veleiro de nossas esperan\u00e7as no pr\u00f3ximo ver\u00e3o.<br \/>\nConfesso, com firmeza, que desejamos respeito, liberdade, igualdade e uma conversa inteira, com todas as suas partes, toques, bra\u00e7os e ombros de cada um de n\u00f3s mesmos.<\/p>\n<p>N\u00e3o sou mais t\u00e3o forte, mas minha voz e a palma de minhas m\u00e3os e os dedos em riste com os seus ainda pertencem, todos eles, ao anseio de alma de que um novo arranjo encantador relativize um pouco mais essa nossa vida.<br \/>\nQueremos pertencer, agitarmos o rumo do cora\u00e7\u00e3o com a for\u00e7a devida.<br \/>\nQueremos cenas de cinema, sairmos sem pedir licen\u00e7a, queremos o meio do tudo ou simplesmente tomarmos um banho sem nada.<\/p>\n<p>Um banho de mar.<br \/>\nDe mar ou o direito de amar.<br \/>\nAnuncio, ent\u00e3o, ao raiar do dia, que voc\u00ea, eu e todos os outros irm\u00e3os devemos agir em esp\u00edrito de fraternidade, c\u00f4nscios, dignos e festivos.<\/p>\n<p>\u00c9 a maneira exposta de ver os dois lados, as verdades ditas ou as reeditadas.<br \/>\nOu ainda as meias verdades, j\u00e1 que nada al\u00e9m da Lagoa \u00e9 t\u00e3o Olimpo assim.<br \/>\nPodemos ser desordem, confus\u00e3o, vozeria ou estupor.<br \/>\nMas o melhor mesmo \u00e9 que fa\u00e7amos amor, n\u00e3o rumores de guerrilha.<\/p>\n<p>Podemos ler Kant ou Plat\u00e3o, podemos deitar, podemos chorar, sentirmos dor e, ent\u00e3o, curar-se-\u00e1. Com tempo.<br \/>\nAfirmo, pois, sem ra\u00e7a, sem sexo, sem cor, sem religi\u00e3o, sem pol\u00edtica e com opini\u00e3o, que qualquer outra situa\u00e7\u00e3o ocasional \u00e9 psicologia de sal\u00e3o, imagina\u00e7\u00e3o sem fundamento, ideia v\u00e3.<br \/>\nE, mesmo assim, \u00e9 luz do sol \u00e0s seis da manh\u00e3, \u00e9 sonho, \u00e9 o Shangri-la de James Hilton, a calma do mar com seu horizonte perdido at\u00e9 as montanhas do Himalaia, no centro do universo da del\u00edcia de viver.<\/p>\n<p>Temos um sonho, portanto.<br \/>\nUm lugar com um panorama feliz, com gentes de variadas proced\u00eancias, com conviv\u00eancia harmoniosa, onde existe tempo pra ver o dia nascer, morrer e ainda renascer.<\/p>\n<p>Uma cordilheira, uma pequena abelha fazendo mel ou t\u00e3o somente ali, um s\u00edtio, por detr\u00e1s da Serra do Mar\u00e7al.<br \/>\nUma caminhada ao lado de algu\u00e9m, um riachinho da Lapinha, depois da trilha campal, arrodeado de areia branca.<br \/>\nUma bonan\u00e7a, uma can\u00e7\u00e3o, em lugar da solid\u00e3o.<\/p>\n<p>Nomeio, no dia de hoje, com o cora\u00e7\u00e3o derretido, nem bem nem mal, nem superior ou inferior, apenas agridoce, que temos a liberdade de dar opini\u00e3o, de expressar, de receber e doar, de seguir com os dias ensolarados, \u00e0 beira-mar, com picol\u00e9 de t\u00e2mara tangerina e um testemunho final.<\/p>\n<p>Dias de dura\u00e7\u00e3o indefinida, de transforma\u00e7\u00e3o, sem desmedida como\u00e7\u00e3o.<br \/>\nDias de simples imensid\u00e3o.<\/p>\n<p>Essa \u00e9 a declara\u00e7\u00e3o dos direitos meus e seus, escritos e pronunciados na brisa da varanda de Tam.<br \/>\nTam \u00e9 um repouso de nossas partes.<br \/>\nTam bem pode ser um entusiasmo, um sopro de alegria, uma alma impelida a um fim, um mito, algo assim.<br \/>\n\u00c9 como se se perguntasse: e se n\u00e3o tivesse o amor al\u00e9m de mim?<\/p>\n<p><a class=\"profileLink\" href=\"https:\/\/www.facebook.com\/marcoantonio.jardimmelo\" data-hovercard=\"\/ajax\/hovercard\/user.php?id=100002273674536\">Marco Antonio Jardim Melo<\/a><br \/>\n(poema inspirado na Declara\u00e7\u00e3o Universal dos Direitos Humanos)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por\u00a0Marco Antonio Jardim Melo Declaro terminantemente &#8211; e num claro instante que n\u00e3o h\u00e1 de passar enquanto algu\u00e9m pousar os olhos d&#8217;\u00e1gua sobre tais afirma\u00e7\u00f5es &#8211; que seus direitos t\u00eam o mesmo valor, forma e dimens\u00e3o que os meus. 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