{"id":23490,"date":"2020-09-02T14:01:57","date_gmt":"2020-09-02T17:01:57","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdomassinha.com.br\/v1\/?p=23490"},"modified":"2020-09-02T14:01:57","modified_gmt":"2020-09-02T17:01:57","slug":"o-goleiro-negro-qualquer-erro-e-maior-qualquer-acerto-e-menor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdomassinha.com.br\/v1\/2020\/09\/02\/o-goleiro-negro-qualquer-erro-e-maior-qualquer-acerto-e-menor\/","title":{"rendered":"O goleiro negro: qualquer erro \u00e9 maior; qualquer acerto \u00e9 menor"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.blogdomassinha.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/14-02-42-Screenshot_20200901-074523_compress94.jpg\" class=\"gallery_colorbox\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-23491\" src=\"http:\/\/www.blogdomassinha.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/14-02-42-Screenshot_20200901-074523_compress94-300x234.jpg\"  alt=\"14-02-42-Screenshot_20200901-074523_compress94\" width=\"300\" height=\"234\" srcset=\"https:\/\/www.blogdomassinha.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/14-02-42-Screenshot_20200901-074523_compress94-300x234.jpg 300w, https:\/\/www.blogdomassinha.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/14-02-42-Screenshot_20200901-074523_compress94.jpg 684w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Por Lucas Gabriel Ladeia Cirne e Ademar Oliveira Cirne Filho<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A discuss\u00e3o sobre racismo no futebol \u00e9 hist\u00f3rica e segue atual. Muito j\u00e1 fora escrito e as ra\u00edzes podem ser encontradas na pr\u00f3pria origem do esporte: elitista e branca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A partir desse fato, muitas hist\u00f3rias se multiplicam aos longos dos anos. Repetidas vezes se fala do Vasco da Gama e do Bangu como precursores na escala\u00e7\u00e3o de negros, ou das ofensas sofridas por jogadores negros brasileiros, usualmente comparados a macacos por estrangeiros e at\u00e9\u00a0mesmo por seus irm\u00e3os de p\u00e1tria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O mais emblem\u00e1tico epis\u00f3dio que liga o futebol ao racismo, entretanto, data de 1950 \u2013 h\u00e1 setenta anos, portanto \u2013 e ainda repercute no imagin\u00e1rio e na pr\u00e1tica social de torcedores e dirigentes.<!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Barbosa. Goleiro. Negro. Mistura improv\u00e1vel e perigosa. Barbosa, visto por muitos como um dos grandes goleiros da hist\u00f3ria do pa\u00eds, falhou. Falhou em uma final de Copa do Mundo. Brasil ufanista derrotado em pleno Maracan\u00e3. Fim do mundo? Por um breve tempo, sim. Depois, apenas uma lembran\u00e7a amarga (assim como foi o vexat\u00f3rio 7\u00d71, de 2014). Para Barbosa, n\u00e3o. Para ele, o mundo acabou. Daqui h\u00e1 pouco tempo um s\u00e9culo de anos vai cobrir a hist\u00f3ria daquele cl\u00e1ssico sul-americano que decidiu o mundial de 1950. Ali\u00e1s, o tempo j\u00e1 se encarregou disso: pouca gente sabe da escala\u00e7\u00e3o do Brasil naquele dia. Menos ainda sabem quem treinou o time ou qual o regulamento do torneio. Sabe-se apenas de Barbosa, o goleiro que entregou o t\u00edtulo\u2026como se o \u00fanico respons\u00e1vel fosse ele\u2026como se os zagueiros do Brasil n\u00e3o tivessem falhado durante a partida ou como se os atacantes n\u00e3o tivessem perdido aqueles gols feitos. No futebol n\u00e3o se ganha e n\u00e3o se perde sozinho. Pobre Barbosa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Logo ap\u00f3s a derrota do Brasil por 7X1 na Copa do Mundo de 2014, Tereza Borba, \u00fanica filha do goleiro Barbosa disse em entrevista que jamais desejaria assistir aquela derrota, mas que sabia que seu pai, naquele momento estava aliviado e feliz. Ressaltou, ainda, conforme se extrai da leitura de Djamila Ribeiro, que J\u00falio Cesar, goleiro brasileiro na goleada que, inclusive, j\u00e1 havia falhado quatro anos ante, na Copa do Mundo de 2010, em partida que culminou na elimina\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, n\u00e3o sofreu repres\u00e1lias, mesmo sendo \u201creincidente\u201d e mesmo tendo sofrido in\u00e9ditos sete gols.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00falio C\u00e9sar, goleiro da sele\u00e7\u00e3o na \u00faltima Copa, que tamb\u00e9m aconteceu no Brasil, obviamente n\u00e3o foi culpado pela derrota da sele\u00e7\u00e3o brasileira para a alem\u00e3 por 7 a 1, a culpa n\u00e3o foi dele, \u00e9 todo um time que joga, mas n\u00e3o se ouviu ningu\u00e9m dizer que homens brancos s\u00e3o \u201cfrangueiros\u201d, por exemplo. Nenhum mito criou-se em cima do goleiro branco. Pessoas brancas pertencem ao grupo que est\u00e1 no poder, logo suas falhas ser\u00e3o atribu\u00eddas aos seus indiv\u00edduos, de forma pessoal, mantendo sua hegemonia e poder. Ap\u00f3s a derrota vexat\u00f3ria, Tereza Borba, filha de Barbosa e \u00fanica familiar viva dele, disse em entrevista que acompanhou o drama e a dor de seu pai p\u00f4r o terem tornado um vil\u00e3o nacional e finalizou: \u201cele deve estar feliz\u201d. N\u00e3o que houve torcida para que isso acontecesse, nem nos nossos piores pesadelos imaginar\u00edamos uma derrota t\u00e3o contundente, mas agora a mem\u00f3ria de Barbosa pode descansar em paz. Que ele possa ser lembrado com respeito pelos seus t\u00edtulos como a Copa Am\u00e9rica, Copa Roca e o hexacampeonato carioca pelo Vasco. Enfim, que se fa\u00e7a justi\u00e7a, n\u00e3o somente a ele, mas a todos e todas que tiveram seus sonhos tirados pelo racismo. (RIBEIRO, 2015)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O goleiro Barbosa n\u00e3o foge \u00e0 regra da maioria das pessoas negras que, no Brasil, ousam ocupar espa\u00e7os, que na vis\u00e3o de grande parte da sociedade, n\u00e3o s\u00e3o destinados a eles. \u00c9 a partir dessa premissa que se estrutura (e \u00e9 estruturado) o racismo no pa\u00eds. Aos olhos alheios, o negro traz em si previamente um componente de defeito que a qualquer momento pode se manifestar. Com efeito, quando um negro erra, n\u00e3o \u00e9 ele apenas que erra: todo grupo leva a culpa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse contexto, o futebol \u00e9 apenas mais um espa\u00e7o no qual se desenvolve essa cultura nefasta. Por isso qualquer erro \u00e9 grave, mas o erro do negro \u00e9 pior, seja o goleiro, o \u00e1rbitro, o atacante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Barbosa se multiplicou. Barbosa virou Jefferson, Aranha, Alexander, Anderson. O erro do negro \u00e9 sempre pior. O acerto do negro \u00e9 sempre menor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2020, Barbosa j\u00e1 n\u00e3o est\u00e1 mais entre n\u00f3s. Morreu pobre e castigado pela opini\u00e3o p\u00fablica. Em 2020, Anderson, goleiro do Esporte Clube Bahia, time da capital mais negra do pa\u00eds, que se destaca por adotar uma postura progressista, sofre o que Barbosa sofreu. N\u00e3o de forma direta ou consciente como fora na d\u00e9cada de cinquenta. Mas sofre.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Anderson, homem negro, nascido na periferia do Recife, tra\u00e7ou seu caminho no futebol defendendo times de segundo e terceiro escal\u00e3o. Em 2016, todavia, a sorte lhe sorriu, e o Bahia, clube tradicional, bicampe\u00e3o brasileiro abriu-lhe as portas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 s\u00e3o quatro anos. Quatro anos de desconfian\u00e7a. Anderson segue, quase sempre como reserva de diferentes goleiros que j\u00e1 passaram pelo Bahia. Nas vezes que foi exigido, falhou \u2013 como todos os goleiros \u2013 mas tamb\u00e9m acertou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda assim, segue sendo execrado por boa parte da torcida do EC Bahia. Sim, Anderson nunca esteve no mesmo n\u00edvel t\u00e9cnico dos goleiros titulares que consigo disputaram vaga. \u00c9 importante dizer isso. Mas nunca lhe faltou humildade, lideran\u00e7a e\u00a0honestidade. Em quatro anos de clube, apenas uma vez assumiu condi\u00e7\u00e3o de titular pelo quesito t\u00e9cnico, em 2020, quando um t\u00e9cnico (negro) entendeu que o goleiro titular n\u00e3o vivia um bom momento e preferiu preserv\u00e1-lo. Quando tudo parecia sorrir\u2026desgra\u00e7a para Anderson.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma falha. Uma falha dividida com outro jogador. Em uma final de campeonato. Foi suficiente para que a torcida voltasse a destilar seu \u00f3dio contra o jogador e a pessoa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O interessante nisso tudo s\u00e3o as provas que o mundo n\u00f3s d\u00e1 acerca do racismo. O jogador em quest\u00e3o, que, assim como Anderson falho no lance, n\u00e3o sofreu com o \u00f3dio destilado contra o goleiro. Falha essa, ali\u00e1s, que n\u00e3o se compara com o erro protagonizado por outro goleiro do Bahia, tamb\u00e9m em uma final, tamb\u00e9m do Campeonato do Nordeste, contra o mesmo advers\u00e1rio, no ano de 2015. Foi uma falha muito maior do que a de Anderson. As consequ\u00eancias n\u00e3o foram \u00e0s mesmas. O goleiro em quest\u00e3o, branco, foi perdoado, e, no ano seguinte tornou-se titular durante toda a temporada, sem receber a quantidade de cr\u00edticas que Anderson recebe.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEle \u00e9 melhor. Quem \u00e9 melhor deve ser menos criticado\u201d: berram os que preferem n\u00e3o enxergar o que est\u00e1 institu\u00eddo dentro da sociedade. N\u00e3o, amigos. Falha \u00e9 falha. J\u00falio Cesar, goleiro branco, falhou em um jogo eliminat\u00f3rio em uma Copa do Mundo que levou o Brasil a uma desclassifica\u00e7\u00e3o. Ao fim e ao cabo, caso id\u00eantico ao de Barbosa: falha em um jogo decisivo; derrota em Copa do Mundo. N\u00e3o h\u00e1 sequer par\u00e2metros para se comparar a qualidade t\u00e9cnica de um e de outro, at\u00e9 porque as imagens do futebol da d\u00e9cada de cinquenta praticamente inexistem. Por\u00e9m, Barbosa segue criticado e J\u00falio Cesar absolvido. A qualidade t\u00e9cnica, portanto, n\u00e3o \u00e9 e nunca foi argumento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tal fato tamb\u00e9m pode ser constatado se analisarmos a hist\u00f3ria do Bahia. Isso porque, outros goleiros brancos, inferiores tecnicamente a Anderson, j\u00e1 vestiram a camisa tricolor. A lista n\u00e3o \u00e9 pequena. Assim como n\u00e3o \u00e9 pequena a diferen\u00e7a de tratamento que esses receberam em suas respectivas \u00e9pocas e a que o atual goleiro recebe.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Definitivamente, n\u00e3o se trata apenas de uma quest\u00e3o t\u00e9cnica. Parece indiscut\u00edvel que Anderson n\u00e3o tem o n\u00edvel do goleiro titular, um dos melhores do pa\u00eds h\u00e1 algumas temporadas. Mas o titular (loiro e sulista) tamb\u00e9m falha. Ali\u00e1s, por ser titular e jogar mais que Anderson est\u00e1 sujeito a mais falhas. Por\u00e9m, quando ele falha, as cr\u00edticas quase inexistem. Quando o erro \u00e9 cometido por Anderson, \u00e9 terra arrasada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Anderson, assim como o goleiro titular, tamb\u00e9m salva. Mas somente os milagres do titular s\u00e3o lembrados. Atualmente, o Bahia \u00e9 tri campe\u00e3o baiano. Venceu nos anos de 2018, 2019 e 2020. Nos dois \u00faltimos anos, os goleiros tiveram participa\u00e7\u00e3o fundamental. Em 2019, durante a partida, um p\u00eanalti para o advers\u00e1rio. Caso a bola entrasse e o placar se mantivesse at\u00e9 o final (o jogo j\u00e1 estava na segunda etapa) o Bahia seria derrotado pelo saldo de gols da decis\u00e3o. Anderson, sob desconfian\u00e7a, defendeu o p\u00eanalti e o rebote. Bahia campe\u00e3o ao fim do jogo. Em 2020, o torneio foi decidido nos p\u00eanaltis. Tamb\u00e9m contra um time do interior. O goleiro titular defende a \u00faltima cobran\u00e7a do advers\u00e1rio e o Bahia sagra-se novamente campe\u00e3o. A repercuss\u00e3o foi distinta. A lembran\u00e7a do torcedor \u00e9 distinta. Como m\u00e1gica, poucos se recordam do ano de 2019, mas muitos vangloriam o ano se 2020. Qual a diferen\u00e7a entre os dois epis\u00f3dios? N\u00e3o h\u00e1 porque falar em quest\u00e3o t\u00e9cnica, afinal de contas, ambos os goleiros foram igualmente importantes para os respectivos t\u00edtulos. O trabalho de um tem mais valor do que o de outro, ainda que tenha sido o mesmo. O acerto do negro \u00e9 sempre menor. Pobre Anderson.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.blogdomassinha.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/14-02-50-Screenshot_20200901-092908_compress40.jpg\" class=\"gallery_colorbox\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-23493\" src=\"http:\/\/www.blogdomassinha.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/14-02-50-Screenshot_20200901-092908_compress40-113x300.jpg\"  alt=\"14-02-50-Screenshot_20200901-092908_compress40\" width=\"113\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.blogdomassinha.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/14-02-50-Screenshot_20200901-092908_compress40-113x300.jpg 113w, https:\/\/www.blogdomassinha.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/14-02-50-Screenshot_20200901-092908_compress40-385x1024.jpg 385w, https:\/\/www.blogdomassinha.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/14-02-50-Screenshot_20200901-092908_compress40.jpg 548w\" sizes=\"(max-width: 113px) 100vw, 113px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cComo voc\u00ea pode acusar uma torcida eminentemente negra de ser racista?: bradam os que s\u00e3o incapazes de perceber que qualquer um de n\u00f3s, independente de cor, pode ser racistas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o. A maior parte da torcida do Bahia que repudia Anderson n\u00e3o age assim de forma consciente. Mas, sim, h\u00e1 um componente racista impregnado nas mentes que n\u00e3o pode deixar de ser falado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todos t\u00eam o direito de criticar e elogiar qualquer jogador por quest\u00f5es t\u00e9cnicas. Ocorre que as cr\u00edticas e os elogios precisam se restringir apenas a esse aspecto. Ainda que inconscientemente, tratar algu\u00e9m como \u201camador\u201d quando claramente n\u00e3o \u00e9 o caso, mostra como quest\u00f5es raciais e sociais ainda moldam os discursos na sociedade brasileira em pleno s\u00e9culo vinte e um.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que se pretende \u00e9 nada al\u00e9m de uma reflex\u00e3o. Apenas a narrativa de fatos com o intuito de fazer o caro leitor refletir at\u00e9 que ponto o negro, por ser negro, deve ser tratado com tamanha inferioridade no exerc\u00edcio de suas fun\u00e7\u00f5es. E porque esse sentimento se renova a cada dia dentro do futebol em um pa\u00eds onde a grande maioria dos adeptos \u00e9 negro. Talvez devesse ser proibido ao negro ser goleiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ser goleiro j\u00e1 \u00e9 bastante ingrato. Vive-se no\u00a0limite, na defesa da \u00faltima linha da derrota. Qualquer deslize \u00e9 fatal. Mas, ser goleiro e ser negro \u00e9 muito pior. Porque qualquer erro ser\u00e1 sempre muito maior\u2026 e qualquer acerto ser\u00e1 muito menor.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Lucas Gabriel Ladeia Cirne e Ademar Oliveira Cirne Filho A discuss\u00e3o sobre racismo no futebol \u00e9 hist\u00f3rica e segue atual. Muito j\u00e1 fora escrito e as ra\u00edzes podem ser encontradas na pr\u00f3pria origem do esporte: elitista e branca. A partir desse fato, muitas hist\u00f3rias se multiplicam aos longos dos anos. 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