{"id":21877,"date":"2020-04-27T15:05:58","date_gmt":"2020-04-27T18:05:58","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdomassinha.com.br\/v1\/?p=21877"},"modified":"2020-04-27T15:05:58","modified_gmt":"2020-04-27T18:05:58","slug":"olhando-com-otimismo-para-2021","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdomassinha.com.br\/v1\/2020\/04\/27\/olhando-com-otimismo-para-2021\/","title":{"rendered":"Olhando com otimismo para 2021!"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.blogdomassinha.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/15-05-18-luiz-carlos-mendonca-de-barros.jpg\" class=\"gallery_colorbox\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-21878\" src=\"http:\/\/www.blogdomassinha.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/15-05-18-luiz-carlos-mendonca-de-barros.jpg\"  alt=\"15-05-18-luiz-carlos-mendonca-de-barros\" width=\"80\" height=\"80\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O t\u00edtulo da capa \u00e9 referente a mat\u00e9ria de autoria de Luiz Carlos Mendon\u00e7a de Barros, e est\u00e1 sendo postada a pedido do engenheiro Leandro Fonseca, leitor do nosso blog, a quem agradecemos por nos prestigiar.<br \/>\nSegue o artigo:<!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;- Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As tr\u00eas maiores economias entrar\u00e3o em ciclo de crescimento, e garantindo a emergentes a sa\u00edda da recess\u00e3o<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nEstamos entrando em uma segunda fase da crise mundial provocada pela covid-19, com os efeitos da quarentena social chegando de forma agressiva \u00e0s economias nacionais. O primeiro impacto, provocado pelo p\u00e2nico que atingiu investidores e institui\u00e7\u00f5es financeiras no mundo todo, est\u00e1 controlado pela a\u00e7\u00e3o conjunta dos bancos centrais.<br \/>\nA li\u00e7\u00e3o de 2008 foi aprendida e desta vez o protocolo definido ap\u00f3s 2008 n\u00e3o foi s\u00f3 rapidamente aplicado, como expandido por outras medidas ainda mais heterodoxas.<br \/>\nPara o enfrentamento desta segunda fase as li\u00e7\u00f5es do passado n\u00e3o foram suficientes pela natureza diferente do choque negativo que atingiu simultaneamente a opera\u00e7\u00e3o de empresas e a renda dos sal\u00e1rios de trabalhadores e arrecada\u00e7\u00e3o de impostos dos governos.<br \/>\nFelizmente a leitura deste choque feito por economistas e governos nacionais foi r\u00e1pida e correta ao identificar o verdadeiro apag\u00e3o de renda que iria ocorrer nas economias de mercado pelo tempo em que o afastamento social durasse. Em pouco tempo constru\u00eda-se um protocolo de natureza keynesiana para enfrentar a recess\u00e3o que se seguiria.<br \/>\nAs aprova\u00e7\u00f5es das medidas deste protocolo est\u00e3o ainda em andamento na maioria das democracias, mas ser\u00e1 uma quest\u00e3o de tempo para que seja mitigado o impacto deflacion\u00e1rio que vamos sofrer nos pr\u00f3ximos meses evitando uma verdadeira depress\u00e3o econ\u00f4mica. Os primeiros dados j\u00e1 conhecidos na Europa e Estados Unidos n\u00e3o deixam d\u00favidas sobre a intensidade da queda da atividade que vamos viver pelo menos at\u00e9 o terceiro trimestre deste ano. Queda de mais de 6% do PIB, em muitas das maiores democracias, n\u00e3o parece ser previs\u00e3o muito pessimista.<br \/>\nMesmo com uma vis\u00e3o otimista quanto ao controle da covid-19 &#8211; o que ocorreu na China e j\u00e1 est\u00e1 sendo visto nas maiores economias nos permite assim proceder &#8211; apenas na virada do ano \u00e9 que teremos sinais mais claros de uma retomada da atividade econ\u00f4mica de car\u00e1ter mundial. Mas ela vai ocorrer em cen\u00e1rio com um grande hiato do produto e com um quadro deflacion\u00e1rio preocupante. A China ser\u00e1 uma exce\u00e7\u00e3o pelo sucesso obtido no controle da doen\u00e7a, e pela rapidez com que a atividade econ\u00f4mica est\u00e1 se normalizando. O FMI prev\u00ea um crescimento de 1,5% em 2020 seguido de uma expans\u00e3o de 9% em 2021 em fun\u00e7\u00e3o de um programa de est\u00edmulos fiscais e monet\u00e1rios &#8212; que certamente vir\u00e1 &#8211; como ocorreu em 2010.<br \/>\nNos Estados Unidos, outro pilar da economia mundial, tamb\u00e9m chegaremos ao quarto trimestre deste ano com uma economia em recess\u00e3o, mas com um hiato elevado do produto e um mercado de trabalho com bastante folga tamb\u00e9m. Mesmo com as incertezas de um novo presidente, podemos afirmar que haver\u00e1 no Congresso um segundo grande esfor\u00e7o de est\u00edmulos fiscais para colocar a economia em uma rota mais clara de recupera\u00e7\u00e3o e uma redu\u00e7\u00e3o do desemprego. Se estiver certo, teremos na virada do ano e durante 2021 as duas maiores economias do mundo lado a lado com uma volta do crescimento econ\u00f4mico.<br \/>\nMesmo a Europa &#8211; sempre atrasada pela heterogeneidade pol\u00edtica de seus membros &#8211; est\u00e1 para finalizar a implanta\u00e7\u00e3o de uma ajuda fiscal via o chamado \u201cmultiannual financial framework (MFF)\u201d com mais de US$ 1 trilh\u00e3o de recursos como afirmou recentemente \u00darsula von der Leyen, presidente atual da Comiss\u00e3o Europeia. Estes recursos v\u00e3o certamente acelerar a recupera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica dos pa\u00edses em maior dificuldade como Espanha, It\u00e1lia, Gr\u00e9cia e do Leste europeu. Desta forma as tr\u00eas maiores economias do mundo devem &#8211; ao longo do quarto trimestre &#8211; entrar em um ciclo de crescimento positivo garantindo para o mundo emergente uma condi\u00e7\u00e3o de &#8211; embora mais lentamente &#8211; sair da armadilha da recess\u00e3o ao qual est\u00e3o hoje destinados.<br \/>\nNeste cen\u00e1rio de crescimento com pol\u00edticas monet\u00e1rias extremamente expansionistas &#8211; e, portanto, com juros reais muito baixos &#8211; lentamente parte dos capitais internacionais que fugiram para os EUA ao longo dos \u00faltimos meses voltar\u00e3o a se posicionar, como sempre aconteceu no passado, no mundo emergente. Neste cen\u00e1rio o Brasil deve receber um empuxo externo via as exporta\u00e7\u00f5es de commodities e a volta do investimento estrangeiro principalmente no setor de infraestrutura, viabilizando novamente o ambicioso processo de privatiza\u00e7\u00f5es atualmente em stand by no governo Bolsonaro. Os dados da conta corrente e da entrada de investimento estrangeiro de mar\u00e7o \u00faltimo j\u00e1 mostram o in\u00edcio deste processo.<br \/>\nSei que serei chamado de otimista com este meu modelo para a evolu\u00e7\u00e3o da economia mundial e brasileira em 2021, mas apenas repliquei nesta coluna o que acompanhei no passado quando acontece um alinhamento de dimens\u00e3o mundial do in\u00edcio de um ciclo econ\u00f4mico de crescimento. Mercado de trabalho sem tens\u00f5es, pre\u00e7os das principais commodities tamb\u00e9m em seu ciclo de baixa &#8211; o que garante um mundo sem infla\u00e7\u00e3o &#8211; combinados com uma imensa liquidez ao n\u00edvel mundial ser\u00e3o incentivos suficientes para que os traumas e efeitos colaterais sofridos por empresas e consumidores sejam substitu\u00eddos por expectativas mais favor\u00e1veis.<br \/>\nFicar\u00e1 apenas &#8211; para ser tratado mais a frente com a volta do crescimento econ\u00f4mico &#8211; um aumento generalizado do endividamento dos governos centrais, a come\u00e7ar pelos Estados Unidos. Neste sentido ser\u00e3o os pa\u00edses emergentes como o Brasil que v\u00e3o precisar de um programa do estilo defendido por Keynes em 1940 em seu extraordin\u00e1rio texto chamado \u201c How to pay for the War\u201d.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<em>** Luiz Carlos Mendon\u00e7a de Barros, engenheiro e economista, \u00e9 presidente do Conselho da Foton Brasil. Foi presidente do BNDES e ministro das Comunica\u00e7\u00f5es.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O t\u00edtulo da capa \u00e9 referente a mat\u00e9ria de autoria de Luiz Carlos Mendon\u00e7a de Barros, e est\u00e1 sendo postada a pedido do engenheiro Leandro Fonseca, leitor do nosso blog, a quem agradecemos por nos prestigiar. 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