{"id":21808,"date":"2020-04-21T17:37:14","date_gmt":"2020-04-21T20:37:14","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdomassinha.com.br\/v1\/?p=21808"},"modified":"2020-04-21T17:37:14","modified_gmt":"2020-04-21T20:37:14","slug":"acumulando","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdomassinha.com.br\/v1\/2020\/04\/21\/acumulando\/","title":{"rendered":"Acumulando"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.blogdomassinha.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/SAVE_20200421_173826.jpg\" class=\"gallery_colorbox\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-21809\" src=\"http:\/\/www.blogdomassinha.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/SAVE_20200421_173826-300x300.jpg\"  alt=\"SAVE_20200421_173826\" width=\"300\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.blogdomassinha.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/SAVE_20200421_173826-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.blogdomassinha.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/SAVE_20200421_173826-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.blogdomassinha.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/SAVE_20200421_173826.jpg 640w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Por Edvaldo Paulo de Ara\u00fajo<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A hist\u00f3ria humana remonta a milhares e milhares de anos. Desde todos os tempos, o homem vem aprendendo, desaprendendo, apanhando, ao longo do tempo, por sua falta de consci\u00eancia e seu esp\u00edrito destrutivo e ainda muito brutal.<br \/>\nDesde os tempos e tempos, que o homem adquiriu uma forma de autoprote\u00e7\u00e3o, a acumular alimentos, reservas, prevendo a escassez, dias dif\u00edcieis, secas, doen\u00e7as, imprevisibilidade dos tempos. Esse h\u00e1bito foi-se tornando maior, foi ficando cada vez mais amplo e \u00e0s vezes incontrol\u00e1vel.<br \/>\nO que mais me chama por demais a aten\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 apenas o ac\u00famulo de riquezas, bens materiais, mas um ac\u00famulo \u00edntimo de diferen\u00e7as destrut\u00edveis. Vejo fam\u00edlias sendo destru\u00eddas por diferen\u00e7as guardadas, raivas, ci\u00fames, malqueren\u00e7as, tudo no ac\u00famulo \u00edntimo de cada pessoa.<br \/>\nNuma rela\u00e7\u00e3o de amor, vejo casais, que v\u00e3o acumulando diferen\u00e7as, pequenos desgostos, palavras ditas em momentos dif\u00edcieis, gestos mal interpretados, mas o pior \u00e9 o seu ac\u00famulo, \u00e9 guardar esses sentimentos negativos como se fossem um bem precioso, que faz infelicidades, destr\u00f3i rela\u00e7\u00e3o, simplesmente porque guardou, ressentiu, n\u00e3o perdoou, n\u00e3o esclareceu e, quando o casal acorda , o que existe s\u00e3o duas pessoas; que com a derrota de um, o outro se sentiu vitorioso, como se disse \u201ctoma, coisa boa!\u201d, num jarg\u00e3o popular.<!--more--> Isso \u00e9 amor? O que fizeram do amor que existia? Deixou o ac\u00famulo de diferen\u00e7as se transformar em embate que fugiu de todo companheirismo que o amor faz existir.<br \/>\nComo sou estudioso da ci\u00eancia da logoterapia (sentido da vida) cujo pai e criador \u00e9 Mestre e Dr.Viktor Frankl, sempre me deparo, nas minhas amizades, com casos interessante, que para as pessoas intimamente s\u00e3o instranspon\u00edveis, imensos, quando, na realidade, com um olhar de consci\u00eancia e conhecimento ampliado, v\u00ea-se como uma coisa simples. Lp\u00b4\u00b4\u00b4Desde que retire do estoque mental de ac\u00famulo e resolva de uma vez por todas.<br \/>\nUma mo\u00e7a amiga minha, em diversos di\u00e1logos comigo, senti o quando sua autoestima era t\u00e3o baixa que a fazia infeliz, por n\u00e3o se sentir amada por ningu\u00e9m, originado de um fato do seu passado. Em idade infantil, ainda pequena, sua m\u00e3e mandou-a morar com av\u00f3, que vivia na zona rural, velhinha e sozinha. Durante a sua inf\u00e2ncia em companhia da av\u00f3, passou por um epis\u00f3dio terr\u00edvel, j\u00e1 com sete anos, de um estupro por um adulto. Isso foi terr\u00edvel na sua vida, tendo desdobramentos de toda ordem. Anos depois, sua av\u00f3 veio a falecer e a sua fam\u00edlia a levou de volta pra casa. Em vez de ir para a casa dos pais, inicialmente, foi morar com uma irm\u00e3, depois de algum tempo foi morar com os pa\u00eds. Ao longo de muitos anos, permanece, dentro dela, a rejei\u00e7\u00e3o, a quest\u00e3o de por que sua fam\u00edlia colocou para ela morar com a av\u00f3, por qu\u00ea? por qu\u00ea?.<br \/>\nDentro do seu cora\u00e7\u00e3o e do seu \u00edntimo, nunca superou esse fato e \u00e9 uma pessoa triste.<br \/>\nSolicitei dela que come\u00e7aria a resolu\u00e7\u00e3o no dia em que enfrentasse a situa\u00e7\u00e3o com sua m\u00e3e e seu pai, questionando isso, e colocando seu sentimento aos olhos deles, abrir seu cora\u00e7\u00e3o, contar tudo o que passou, estar apta a ouvir os argumentos deles, depois tem que haver o perd\u00e3o, por mais dif\u00edcil que seja para seguir livre, deixando pra tr\u00e1s esse passado de traumas. O sofrimento \u00e9 inevit\u00e1vel, quase sempre. Se for evit\u00e1vel, que faz sentido \u00e9 remover sua causa, porque sofrimento desnecess\u00e1rio \u00e9 masoquismo e n\u00e3o ato heroico. Por outro lado, mesmo se a pessoa n\u00e3o puder mudar a situa\u00e7\u00e3o que causa sofrimento, pode escolher sua atitude. \u00c9 inteligente n\u00e3o deixarmos quebrar a n\u00f3s mesmo por causa de acontecimentos passados. Diz Espinoza em sua \u00e9tica: \u201cAffectus, qui passio est, desinit esse passio, simulatque eius claram et distinctam formamus ideam\u201d (\u201cA emo\u00e7\u00e3o que \u00e9 sofrimento deixa de ser sofrimento no momento em que dela formamos uma ideia clara e n\u00edtida\u201d- \u00c9tica, quinta parte:\u201d Do poder do esp\u00edrito ou a liberdade humana\u201d, senten\u00e7a III).<br \/>\nComo diz o evangelho de Jesus, na carta de S\u00e3o Paulo aos cor\u00edntios, o amor \u00e9 tudo, o amor \u00e9 o que h\u00e1 de mais sublime, entre n\u00f3s seres humanos. Amor \u00e9 a \u00fanica maneira de capacitar outro ser humano no \u00edntimo da sua personalidade. Ningu\u00e9m consegue ter consci\u00eancia plena de ess\u00eancia \u00faltima de outro ser humano sem am\u00e1-lo. Por seu amor a pessoa se torna capaz de ver os tra\u00e7os caracter\u00edsticos e as fei\u00e7\u00f5es essenciais do seu amado; mais ainda: ela v\u00ea o que est\u00e1 potencialmente contido nele, aquilo que ainda n\u00e3o est\u00e1, mas deveria ser realizado. Al\u00e9m disso, atrav\u00e9s do seu amor, a pessoa que ama capacita a pessoa amada a realizar essas pontencialidades, conscientizando-a do que ela pode ser e do que deveria vir a ser. Aquele que ama faz com que essas potencialidades venham a se realizar. Quando amamos, n\u00e3o podemos , nem devemos, n\u00e3o \u00e9 inteligente o ac\u00famulo de diferen\u00e7as, de di\u00e1logos sem t\u00e9rmino, sem pedir perd\u00e3o, sem perdoar e, mais que tudo, ser livre no seu mais absoluto estado \u00edntimo.<br \/>\nTodos os seres humanos dependem de um sentido da vida, para viver e buscar al\u00e9m do bem-estar \u00edntimo, a sua t\u00e3o sonhada felicidade. N\u00e3o acumular diferen\u00e7as negativas com ningu\u00e9m, jamais! Para sermos felizes h\u00e1 uma s\u00e9rie de condi\u00e7\u00f5es, imensas para alguns e simples para outros.<br \/>\nSe quisermos manter a nossa liberdade, felicidade e alegria, temos que ter algumas condi\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas \u00edntimas. Ser livre em tudo, sentir-se livre em tudo, ter o \u00edntimo totalmente livre de doen\u00e7as degenerativas geradas pelo ac\u00famulo de diferen\u00e7as, gerando \u00f3dios e malqueren\u00e7as com nossos irm\u00e3os.<br \/>\nNuma sess\u00e3o de grupo de casais, questionaram uma senhora se seu marido a fazia feliz. Prontamente ela responde: \u201cn\u00e3o, n\u00e3o faz. Eu sou feliz\u201d. Ao tomar conhecimento destas coloca\u00e7\u00f5es, fiquei a pensar e meditar sobre essa quest\u00e3o. Eu sou feliz, por qu\u00ea?<br \/>\nPorque me amo, me respeito, tenho a mais absoluta liberdade \u00edntima, n\u00e3o guardo nenhuma diferen\u00e7a com ningu\u00e9m, digo sempre com voz calma e pausada o que penso, n\u00e3o quero mudar ningu\u00e9m, eu sou o que sou sem querer que as pessoas pensem como eu. E sigo buscando sempre o lado bom das coisas. Encaro o sofrimento, todas as vezes como algo que me faz fortalecer, n\u00e3o o busco e o evito, mas fatalidades busco em mim, atrav\u00e9s do agradecimento di\u00e1rio, for\u00e7a e supera\u00e7\u00e3o, seguindo sempre em busca do melhor, da luz, do amor e da divindade do maior mestre, o Mestre Jesus.<br \/>\nN\u00e3o cumule, n\u00e3o guarde diferen\u00e7as, \u00f3dios , raivas, sentimentos negativos. Deixe o seu cora\u00e7\u00e3o para amar, para ser feliz, para emo\u00e7\u00f5es verdadeiramente humanas e grandiosas. Acumule momentos de felicidades, a beleza dos encontros, as lembran\u00e7as de lugares inesquec\u00edveis, as viagens maravilhosas, pessoas lindas, felicidades emocionantes. \u00c9 para isso que voc\u00ea tem sua mente e seu cora\u00e7\u00e3o.<br \/>\nPrecisamos urgente saber o que estamos fazendo, como estamos vivendo!<br \/>\nPara isso, podemos nos inspirar em seres humanos maravilhosos, dentre tantos, que merecem ser lembrados. Ouso citar: Francisco de Assis, Nelson Mandela, Madre Teresa de Calcut\u00e1, Albert Schwitzer, o Dalai Lama, Papa Jo\u00e3o Paulo II, nossa amada Dulce dos Pobres, Divaldo Franco e tantos esp\u00edritos maravilhosos, nomes em que milhares de p\u00e1ginas n\u00e3o caberiam.<br \/>\nN\u00e3o acumule dentro de ti, impregnado no teu esp\u00edrito coisas negativas!<br \/>\nGuarde o teu cora\u00e7\u00e3o, tua mente, teu corpo mental, tuas a\u00e7\u00f5es para o amor, de que tanto o Mestre dos Mestres, Jesus, falou.<br \/>\nN\u00e3o se poupe nunca e jamais, para o amor e para amar! O mundo precisa disso e eu, como seu irm\u00e3o, agrade\u00e7o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Edvaldo Paulo de Ara\u00fajo A hist\u00f3ria humana remonta a milhares e milhares de anos. Desde todos os tempos, o homem vem aprendendo, desaprendendo, apanhando, ao longo do tempo, por sua falta de consci\u00eancia e seu esp\u00edrito destrutivo e ainda muito brutal. 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