{"id":1929,"date":"2016-03-04T09:26:05","date_gmt":"2016-03-04T12:26:05","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdomassinha.com.br\/v1\/?p=1929"},"modified":"2016-03-04T09:26:05","modified_gmt":"2016-03-04T12:26:05","slug":"dos-tipos-de-maternidade-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdomassinha.com.br\/v1\/2016\/03\/04\/dos-tipos-de-maternidade-2\/","title":{"rendered":"Dos tipos de maternidade&#8230;"},"content":{"rendered":"<p><em><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-1930\" src=\"http:\/\/www.blogdomassinha.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/monalisa01.jpg\" alt=\"monalisa01\" width=\"543\" height=\"305\" srcset=\"https:\/\/www.blogdomassinha.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/monalisa01.jpg 543w, https:\/\/www.blogdomassinha.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/monalisa01-300x169.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 543px) 100vw, 543px\" \/><br \/>\nEu, Pedro e os netos holandeses Feije e Josse.<\/em><\/p>\n<p><strong>Por Monalisa Barros*<\/strong><\/p>\n<p>H\u00e1 vinte anos atr\u00e1s, eu trabalhava no instituto S\u00e3o Tarc\u00edsio como psic\u00f3loga. Um dia na sala dos professores, Bebel, professora de portugu\u00eas, chega contando um caso de uma menina da Holanda que estava numa casa e que n\u00e3o estava se adaptando por que a m\u00e3e queria que ela de fato ficasse no lugar da filha que estava nos Estados unidos, isso significava que a m\u00e3e queria que ela dormisse na cama dela quando o pai fosse para a fazenda que aceitasse assistir televis\u00e3o com ela fazendo cafun\u00e9, que n\u00e3o usasse roupas sem suti\u00e3 e que frequentasse a mesma igreja da fam\u00edlia. Al\u00e9m disso, a menina tinha epilepsia e j\u00e1tinha sido rejeitad por isso em outros pa\u00edses e fampilias.<\/p>\n<p><!--more-->Cheguei em casa, contei o fato na hora do almo\u00e7o. Meu filho, Leonardo, na \u00e9poca com 11 anos, logo me disse: M\u00e3e, e por que voc\u00ea n\u00e3o disse que ela pode ficar em nossa casa? Entreolhamos todos e come\u00e7amos a pensar nesta possibilidade. T\u00ednhamos uma casa em que havia espa\u00e7o para ela. A epilepsia nunca nos pareceu um problema. Saber\u00edamso respeitar as diferen\u00e7as culturais e aprender muito com elas. Da\u00ed conversamos sobre o assunto e resolvemos que sim, poder\u00edamos nos candidatar a recebe-la em nossa casa.<\/p>\n<p>No dia seguinte, cheguei animada na escola e ao encontrar com Bebel lhe contei a novidade: n\u00f3s topar\u00edamos receber a garota. Era uma situa\u00e7\u00e3o at\u00edpica pois ela teria 17 anos e nossos filho a \u00e9poca teriam 11 e 2 anos. Ou seja, n\u00e3o ter\u00edamos companheiros de escola e de sa\u00eddas. As coisas se resolveram bem. Roos se integrou \u00e1 casa. Rapidamente era j\u00e1 tinha dois irm\u00e3os!<\/p>\n<p>Bem, logo ap\u00f3s Roos ter retornado a Holanda n\u00f3s nos mudamos com as crian\u00e7as, para a Inglaterra, onde fiz o mestrado. Tivemos muitas oportunidades de nos encontrarmos. Primeiro ela esteve conosco quando as crian\u00e7as chegaram dois meses depois de mim. Nos ajudou na adapta\u00e7\u00e3o. Depois foi a vez de irmos \u00e1 sua casa. Nos surpreendemos com a receptividade ecalor humano que os holandeses tem. Diferente dos ingleses, eles tocam uns aos outros, beijam, se aproximam, cuidam alegremente e afetuosamente das crian\u00e7as.<\/p>\n<p>Nos tornamos uma fam\u00edlia. Roos se casou, teve dois filhos, j\u00e1 voltou algumas vezes ao Brasil, inclusive para nos apresentar ao noivo. Quando h\u00e1 doze anos atr\u00e1s tivemos o Pedro ela contava a todos que a sua m\u00e3e estava gr\u00e1vida e quando se assutavam dizia a minha outra m\u00e3e, a brasileira.<\/p>\n<p>Quando ela retornou \u00e1 Holanda, a AFS, empresa pela qual ela fez o interc\u00e2mbio, lan\u00e7ou um concurso de fotos entre os intercambistas. Eles tinham que enviar uma foto com uma frase do que representou a sua vida no outro pa\u00eds; Roos ganhou o concurso e a camiseta do encontro foi feita com a foto e frase dela. A foto era da nossa despedida no aeroporto de Conquista e a frase era: A minha segunda fam\u00edlia mora no Brasil!<\/p>\n<p>Me emociono de contar! Pois de fato ganhei uma filha! E netos! Tem muitas formas de exercer a maternidade e Roos me ensinou mais uma! Mas em todas precisamos nos emprestar ao outro!<\/p>\n<p><em><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-1932\" src=\"http:\/\/www.blogdomassinha.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/monalisa02.jpg\" alt=\"monalisa02\" width=\"543\" height=\"305\" srcset=\"https:\/\/www.blogdomassinha.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/monalisa02.jpg 543w, https:\/\/www.blogdomassinha.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/monalisa02-300x169.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 543px) 100vw, 543px\" \/><br \/>\nEu. Ina e Gustaaf, pais de Roos<\/em><\/p>\n<p><em><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-1931\" src=\"http:\/\/www.blogdomassinha.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/monalisa03.jpg\" alt=\"monalisa03\" width=\"543\" height=\"305\" srcset=\"https:\/\/www.blogdomassinha.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/monalisa03.jpg 543w, https:\/\/www.blogdomassinha.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/monalisa03-300x169.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 543px) 100vw, 543px\" \/><br \/>\nEu e Roos, janeiro de 2016, Armstoorf, Holanda.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Eu, Pedro e os netos holandeses Feije e Josse. Por Monalisa Barros* H\u00e1 vinte anos atr\u00e1s, eu trabalhava no instituto S\u00e3o Tarc\u00edsio como psic\u00f3loga. 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