{"id":12620,"date":"2018-05-13T14:30:33","date_gmt":"2018-05-13T17:30:33","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdomassinha.com.br\/v1\/?p=12620"},"modified":"2018-05-13T14:30:33","modified_gmt":"2018-05-13T17:30:33","slug":"dia-das-maes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdomassinha.com.br\/v1\/2018\/05\/13\/dia-das-maes\/","title":{"rendered":"Dia das M\u00e3es"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.blogdomassinha.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/delegado-valdir-barbosa.jpg\" class=\"gallery_colorbox\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-2121\" src=\"http:\/\/www.blogdomassinha.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/delegado-valdir-barbosa.jpg\"  alt=\"delegado valdir barbosa\" width=\"500\" height=\"332\" srcset=\"https:\/\/www.blogdomassinha.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/delegado-valdir-barbosa.jpg 600w, https:\/\/www.blogdomassinha.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/delegado-valdir-barbosa-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Por Valdir Barbosa<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hoje, segundo domingo de maio caindo no dia 13, \u00e9poca em que se convencionou dedicar \u00e0s m\u00e3es, duas datas magnas tamb\u00e9m s\u00e3o comemoradas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na Cova da Iria, em 13 de maio de 1917, a M\u00e3e das M\u00e2es aparecia pela vez primeira aos pastores meninos, fen\u00f4meno que se repetiu por seis meses seguidos, lhes revelando tr\u00eas segredos. Ali foi constru\u00eddo Templo, em louvor ao milagre, agora, palco de romarias incessantes, destarte, at\u00e9 l\u00e1, milhares pessoas vindas de todas as partes do mundo rezam sem parar, diante do cen\u00e1rio aben\u00e7oado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Da varanda do meu canto, prolongar do ambiente onde escrevo estas linhas, me permito ver a capela de N. S. de F\u00e1tima, cont\u00edgua ao col\u00e9gio no qual obtive as bases do conhecimento e aparas de meu car\u00e1ter, palco no qual transitei dos cinco aos dezessete anos, o secular Antonio Vieira, Santu\u00e1rio igualmente constru\u00eddo em Sua Gl\u00f3ria.<!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesta mesma data, no Rio de Janeiro, naquele idos de 1888, a m\u00e3e dos cativos, com sua pena \u00e1urea, decreta o fim da escravid\u00e3o. Nos horrores dos navios negreiros, nas lidas sob o chicote dos feitores &#8211; malfeitores -, milhares de seres humanos arrancados de suas p\u00e1trias sofreram por s\u00e9culos, as agruras impiedosas da sujei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos versos de Castro Alves, nas vozes de Jos\u00e9 do Patroc\u00ednio, Joaquim Nabuco, Andr\u00e9 Rebou\u00e7as, Luis Gama e outros abolicionistas, a energia contagiante de seus ideais atravessou os muros da intransig\u00eancia, at\u00e9 que a Princesa Isabel rasgou corajosamente os tempos de iniquidade, rompendo grilh\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim s\u00e3o todas as m\u00e3es a quem nesse dia rendemos homenagens. Seus segredos revelados, ou n\u00e3o, em cada ber\u00e7o de qualquer nascituro, por mais humilde seja a realidade do rec\u00e9m-chegado t\u00eam a dimens\u00e3o de um milagre, apenas fact\u00edvel de ser concretizado, na sublima\u00e7\u00e3o da condi\u00e7\u00e3o materna.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E suas mensagens, a par do manto protetor que jamais deixa de abrigar o filho, n\u00e3o se repetem m\u00eas a m\u00eas. Elas s\u00e3o perenes c\u00e2nticos de est\u00edmulo, estradas de aten\u00e7\u00e3o, fortes de abrigo, mares de ternura, noites de vig\u00edlias, madrugadas de espera, ondas de esperan\u00e7as, exemplos de supera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Escravas por op\u00e7\u00e3o, no ato de se dar sem reservas, declinam da alforria quando entregues aos senhores vindos de suas entranhas, portanto, ligados a si mesmas por la\u00e7os imposs\u00edveis de partir. A servid\u00e3o pela maternidade n\u00e3o lhes faz sentir reprimidas, por maiores sejam os sacrif\u00edcios decorrentes dela &#8211; abrigar no ventre, por no mundo, amamentar, curtir noites insones. Os jugos desde a tenra idade indo adiante sem linha de chegada, n\u00e3o lhes causa revolta, jamais pretender\u00e3o estar libertas deste encargo, mesmo porque dar\u00e3o tudo, se preciso for, na \u00e2nsia de continuar outorgando-lhes amor, como disse Gibran.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Louvando N. S. de F\u00e1tima, laureando Princesa Isabel, lembrando minha doce m\u00e3e, minhas irm\u00e3s, m\u00e3es como ela, as m\u00e3es de meus filhos, enteados e minha esposa, cativa de Jo\u00e3o, seu grande amor &#8211; sou mero e orgulhoso ap\u00eandice no cen\u00e1rio &#8211; brado em alto e bom som, com a alma repleta de emo\u00e7\u00e3o e jubilo, por t\u00ea-las reencontrado neste plano passageiro:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">FELIZ DIAS DAS M\u00c3ES A TODAS AS M\u00c3ES DO UNIVERSO.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Valdir Barbosa Hoje, segundo domingo de maio caindo no dia 13, \u00e9poca em que se convencionou dedicar \u00e0s m\u00e3es, duas datas magnas tamb\u00e9m s\u00e3o comemoradas. 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