{"id":10545,"date":"2017-11-26T10:03:48","date_gmt":"2017-11-26T13:03:48","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdomassinha.com.br\/v1\/?p=10545"},"modified":"2017-11-26T10:03:48","modified_gmt":"2017-11-26T13:03:48","slug":"abelhas-procuram-flores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdomassinha.com.br\/v1\/2017\/11\/26\/abelhas-procuram-flores\/","title":{"rendered":"Abelhas procuram flores"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.blogdomassinha.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/A1B408B3-238E-4891-94F5-151E762943C7.jpeg\" class=\"gallery_colorbox\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-10546\" src=\"http:\/\/www.blogdomassinha.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/A1B408B3-238E-4891-94F5-151E762943C7-576x1024.jpeg\"  alt=\"A1B408B3-238E-4891-94F5-151E762943C7\" width=\"225\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/www.blogdomassinha.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/A1B408B3-238E-4891-94F5-151E762943C7-576x1024.jpeg 576w, https:\/\/www.blogdomassinha.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/A1B408B3-238E-4891-94F5-151E762943C7-169x300.jpeg 169w, https:\/\/www.blogdomassinha.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/A1B408B3-238E-4891-94F5-151E762943C7.jpeg 720w\" sizes=\"(max-width: 225px) 100vw, 225px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>* Por Valdir Barbosa<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando, nos idos setenta e cinco fui indicado para assumir minha primeira delegacia, fato que ocorreu em Itapetinga no alvorecer do ano seguinte, jamais poderia supor seriam os caminhos dif\u00edceis da carreira que abracei com sofreguid\u00e3o, desde o in\u00edcio, pontes capazes de me fazer realizado e, sobretudo, percorrer trilhas deveras cintilantes.<br \/>\nSim, porque como digo ultimamente pude plantar desde ent\u00e3o, principalmente na serrana Vit\u00f3ria da Conquista, aonde cheguei naquele tempo, antes mesmo de aportar na terra que foi a rainha da pecu\u00e1ria baiana, amores e amigos. Os especial\u00edssimos frutos desta semeadura, filhos e c\u00famplices, posto verdadeiros amigos, nada mais representam sen\u00e3o parceiros do bem, me t\u00eam ofertado momentos de emo\u00e7\u00e3o indescrit\u00edveis.<br \/>\nConfesso, quando engatinhava no mister que me tornou um ca\u00e7ador de infratores, atividade pela qual conheci os quatro cantos deste imenso pa\u00eds, bem como outras plagas fora de nossas fronteiras, buscando conhecimento, ou laborando na atividade fim, seria imponder\u00e1vel crer que se transformariam os epis\u00f3dios vividos, em obra que escrevi.<br \/>\nInimagin\u00e1vel crer que Saques e Tiros na Noite &#8211; Sonhos, Est\u00f3rias e Hist\u00f3rias de um Homem de Pol\u00edcia &#8211; teria o cond\u00e3o de reconduzir este calejado investigador, tal qual raposa velha que perde o pelo, perde os dentes, mas n\u00e3o perde o faro, aos palcos em que os dramas ocorreram, sem riscos nem dor, mas, t\u00e3o somente, no dorso do corcel alado chamado emo\u00e7\u00e3o.<br \/>\nDepois, mudando a biruta, ao inv\u00e9s de redigir novo elenco de mem\u00f3rias consegui grafar um romance &#8211; Surfando em Pipelines &#8211; e assisti serem publicadas, tamb\u00e9m, diversas cr\u00f4nicas que ir\u00e3o compor Divagares Ligeiros, justo a compila\u00e7\u00e3o destas divaga\u00e7\u00f5es. Enfim, passei a rabiscar versos que t\u00eam sido iluminados, n\u00e3o pela inspira\u00e7\u00e3o deste poeta, mas pelas obras do fenomenal Ed Ribeiro, consagrado artista pl\u00e1stico baiano cujos quadros empresta, para ilustrar os sonetos do que vir\u00e1 a ser, Poemas Iluminados.<!--more--><br \/>\nTodas estas nuances vindas num crescendo fazem com que este Homem de Pol\u00edcia creia no car\u00e1ter transcendente da exist\u00eancia, assim como na bel\u00edssima din\u00e2mica da vida que a faz ser t\u00e3o fascinante. E \u00e9 justo sobre mais um feixe de emo\u00e7\u00f5es que estas linhas pretendem considerar.<br \/>\nA convite do jovem e talentoso Beto Magno aporto ontem na esta\u00e7\u00e3o que renovada trar\u00e1 o nome de um dos seus maiores inspiradores, Glauber Rocha. Cineasta, publicit\u00e1rio, conhecedor e amante das artes em geral, Beto re\u00fane uma pl\u00eaiade de not\u00e1veis, para lan\u00e7ar seu novo empreendimento e estou entre os convidados. Induvidosamente, a VM produ\u00e7\u00f5es elevar\u00e1 sobremaneira o nome desta terra de tantos luminares, na musica, no cinema, na literatura, na escultura, na arte em geral, nos esportes, na pol\u00edtica, destarte, sou privilegiado por participar do evento.<br \/>\nDe sa\u00edda, o ambiente escolhido para a solenidade abriga energia de elevada magnitude. A fazenda Vidigal, de nossa cidad\u00e3 conquistense e baiana, Val\u00e9ria, cujas pinturas encantam, e do esposo Giano Brito, palco onde a pedra fundamental da VM produ\u00e7\u00f5es foi fincada dispensa coment\u00e1rios. Por seu turno, quaisquer adjetivos ser\u00e3o incapazes de descrever as virtudes incomensur\u00e1veis do casal anfitri\u00e3o.<br \/>\nApesar de amalgamados, na liga de um amor que brilha ao entorno de ambos revelando o geminar das suas almas, cada um deles tem, todavia, papel definido no exerc\u00edcio das responsabilidades profissionais, pessoais e sociais que desempenham, dentro da fam\u00edlia e da comunidade onde pontuam. Mas, e acima de tudo, na medida em que entendo serem duas as raz\u00f5es que diferenciam os mortais de seus pares &#8211; intelig\u00eancia e sensibilidade -, por certo, Giano e Val\u00e9ria est\u00e3o bem acima da m\u00e9dia, nestes quesitos fundamentais.<br \/>\nA diferen\u00e7a no particular \u00e9 que nele, reservado por natureza, reside a fonte onde ela, personalidade intensa busca o combust\u00edvel que queima na sua permanente arte de entrega. Como exemplo h\u00e1 de referir, suas f\u00e9rias ser\u00e3o oportunidade de trabalho para levar a jovens desta terra, o milagre da transforma\u00e7\u00e3o que apenas pode ser alcan\u00e7ado, nas profundas \u00e1guas da cultura.<br \/>\nNaquele s\u00edtio encantado, depois de abra\u00e7ar os donos da casa pude rever velhos conhecidos e reencontrar, decerto, figuras de um passado imemorial a quem deveria rever neste plano do agora. Enquanto cumprimentava Armenio, Cassiano, Garcez, o grande escultor Allan de Kard, retratista local, J.D. de Ameida, levado a todos eles pelos sentidos el\u00e9tricos de Beto, ladeado por Jo\u00e3o Luis e Vit\u00f3ria Magno, seus lindos filhos &#8211; mote da VM &#8211; revi algu\u00e9m a quem n\u00e3o encontrava h\u00e1 anos, Luciano, amigo de meu querido irm\u00e3o Valnei que voltou ao et\u00e9reo e matamos saudades. Justo sua esposa, D. F\u00e1tima cuidava de ofertar aos chegados, cadinhos magn\u00edficos, petiscos oriundos da Del\u00edcia da Nina e cacha\u00e7a artesanal alambicada em Igua\u00ed.<br \/>\nEnquanto o profissional local e diretores de fotografia para o cinema, Xeno Veloso e In\u00e1cio Teixeira interagiam comigo atrav\u00e9s suas conversas retinas e lentes, fui ao encontro do consagrado L\u00e1zaro Faria, publicit\u00e1rio e cineasta. Finalmente encarei a fera, Zelito Viana e sua esposa Vera de Paula, ele aplaudido produtor e roteirista brasileiro, pai do ator Marcos Palmeira, tamb\u00e9m produtor de alimentos org\u00e2nicos em Itoror\u00f3, na fazenda Cabana da Ponte fundada por Sinval Palmeira, exponencial personalidade que pude conhecer, exatamente quando fiz meu \u201cavant premiere\u201d como Delegado naquelas paragens, com eles, o dramaturgo Sergio Ramos, nascido na cidade da carne do sol mais famosa do Brasil.<br \/>\nAp\u00f3s a abertura, todos os presentes foram brindados com o curta Hellow Boy, lan\u00e7ado por Beto e pela maravilhosa pel\u00edcula dirigida por mestre Zelito Miranda e Gabriela Gastal, sob os ausp\u00edcios da Mapa Filmes. Neste momento invadiram a sala de proje\u00e7\u00e3o sem pedir licen\u00e7a &#8211; e n\u00e3o deveriam -, al\u00e9m do motivo inspirador da obra, Ferreira Goullart, Marcos Nanini, Adriana Calcanhoto, Laila Garin e Paulinho da Viola. Inebriados pela beleza do tributo ao grande e imortal artista maranhense, n\u00e3o restaram d\u00favidas acerca da m\u00e1xima que intitula o filme: A ARTE EXISTE PORQUE A VIDA N\u00c3O BASTA.<br \/>\nEnquanto degustava o jantar supimpa, feito com esmero pela chef Cris Luna, ao som de musica leve aos acordes de Lazinho Ferraz e da voz de jovem e excepcional cantora, Val\u00e9ria lembrou epis\u00f3dio inusitado ocorrido quase dezoito anos atr\u00e1s. Recordou que nossas fam\u00edlias se encontravam, por casualidade, numa pousada \u00e0s margens da barragem de Anag\u00e9, quando houve atitude tanto neur\u00f3tica, pr\u00f3pria dos profissionais de pol\u00edcia, sempre que expostos a momentos de perigo. Abelha impertinente picou seu l\u00e1bio, enquanto sorvia refrigerante e tendo gritado frente a dor provocou rea\u00e7\u00e3o incontinenti deste oficial de seguran\u00e7a, postado pr\u00f3ximo \u00e0 mesa onde estava. Viajamos no tempo, rimos outra vez, sua filha, na \u00e9poca crian\u00e7a acompanhou o momento hil\u00e1rio e viajei no trem bala do pensamento at\u00e9 a cama de meu Jo\u00e3o, em Salvador. Assim, como a jovem estava ele ainda infante, naquele cen\u00e1rio recordado.<br \/>\nDespedi-me de todos e voltei para a pousada onde me abrigo e agora escrevo estas linhas. Quando subi a serra imaginei, quanta felicidade para Conquista receber empreendimento do porte da VM Produ\u00e7\u00f5es, bem como ser\u00e1 exitosa e cheia de sucesso, a nova jornada que Beto enceta.<br \/>\nAo deitar pensei numa verdade e fa\u00e7o-a transmitida para Giano, Val\u00e9ria, seus filhos e todos que lhes amam. ABELHAS PROCURAM FLORES.<br \/>\nHoje, nos revimos, ao efl\u00favio dos vinhos na adega, Box 111 e no sabor supimpa das iguarias feitas pelo chef Jack, estrela do Bistr\u00f4.<br \/>\nAfinal, o que \u00e9 bom acontece muitas vezes.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>* Por Valdir Barbosa Quando, nos idos setenta e cinco fui indicado para assumir minha primeira delegacia, fato que ocorreu em Itapetinga no alvorecer do ano seguinte, jamais poderia supor seriam os caminhos dif\u00edceis da carreira que abracei com sofreguid\u00e3o, desde o in\u00edcio, pontes capazes de me fazer realizado e, sobretudo, percorrer trilhas deveras cintilantes. 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