{"id":10388,"date":"2017-11-15T08:24:59","date_gmt":"2017-11-15T11:24:59","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdomassinha.com.br\/v1\/?p=10388"},"modified":"2017-11-15T08:24:59","modified_gmt":"2017-11-15T11:24:59","slug":"o-15-de-novembro-ou-como-assistimos-bestializados-o-fechamento-de-uma-escola","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdomassinha.com.br\/v1\/2017\/11\/15\/o-15-de-novembro-ou-como-assistimos-bestializados-o-fechamento-de-uma-escola\/","title":{"rendered":"O 15 de Novembro ou como assistimos bestializados o fechamento de uma escola"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.blogdomassinha.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/83038F8A-DCCF-477B-8935-0DD90A38E700.jpeg\" class=\"gallery_colorbox\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-10365\" src=\"http:\/\/www.blogdomassinha.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/83038F8A-DCCF-477B-8935-0DD90A38E700-1024x684.jpeg\"  alt=\"83038F8A-DCCF-477B-8935-0DD90A38E700\" width=\"400\" height=\"267\" srcset=\"https:\/\/www.blogdomassinha.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/83038F8A-DCCF-477B-8935-0DD90A38E700.jpeg 1024w, https:\/\/www.blogdomassinha.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/83038F8A-DCCF-477B-8935-0DD90A38E700-300x200.jpeg 300w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">* <b>Por Ronaldo Ferraz<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para muitos o t\u00edtulo acima \u00e9 estranho. Esclare\u00e7o. 15 de Novembro \u00e9 uma data emblem\u00e1tica. \u00c9 o feriado nacional para celebrar o nascimento da rep\u00fablica brasileira. \u00c9 o dia da Proclama\u00e7\u00e3o, realizada em 1889. Para muitos brasileiros a data passa desapercebida. N\u00e3o se tem muita ideia do que representou a mudan\u00e7a pol\u00edtica da monarquia para a rep\u00fablica. N\u00e3o quero entrar nessa quest\u00e3o. Apenas deixo claro que o surgimento do novo regime, ainda que sem participa\u00e7\u00e3o popular, quase no susto, articulado por poucos, representou uma proposta de mudan\u00e7a significativa na vida do Brasil.<br \/>\nQuem melhor definiu o que foi o nascimento da rep\u00fablica brasileira foi o pol\u00edtico e jornalista brasileiro Aristides Lobo. Testemunha ocular, assim se expressou em artigo publicado no jornal Di\u00e1rio Popular, em 1889: \u201cO povo assistiu bestializado \u00e0 proclama\u00e7\u00e3o da rep\u00fablica\u201d. Bestializado \u00e9 a rea\u00e7\u00e3o de quem n\u00e3o acredita, est\u00e1 em estado de espanto, n\u00e3o conseguiu entender racionalmente. Dormiu-se na monarquia, acordou-se na rep\u00fablica. Assim, como num passe de m\u00e1gica. Mas qual o problema disso? O problema \u00e9 que, como afirma Jos\u00e9 Murilo de Carvalho, um dos maiores especialistas no tema, tamb\u00e9m respons\u00e1vel por resgatar a frase de Lobo em seu belo livro\u201d Os bestializados\u201d, a palavra Rep\u00fablica foi por muito tempo o s\u00edmbolo exclusivo das aspira\u00e7\u00f5es democr\u00e1ticas. Foi a express\u00e3o m\u00e1xima dos que acreditam na participa\u00e7\u00e3o popular, na pol\u00edtica constru\u00edda e feita para o povo e com o povo. Foi sin\u00f4nimo de cidadania.<!--more--><br \/>\nO pr\u00f3prio Jos\u00e9 Murilo de Carvalho nos d\u00e1 uma ideia muito clara do que \u00e9 ser republicano. Em texto muito apropriado para o atual momento que vivemos no pa\u00eds, ele afirma: \u201cSer republicano \u00e9 crer na igualdade civil de todos, sem distin\u00e7\u00e3o de qualquer natureza. \u00c9 rejeitar hierarquias e privil\u00e9gios. \u00c9 n\u00e3o perguntar: \u2018Voc\u00ea sabe com quem est\u00e1 falando? \u00c9 repudiar pr\u00e1ticas patrimonialistas, clientelistas, paternalistas, nepotistas e corporativistas. \u00c9 acreditar que o Estado n\u00e3o tem dinheiro, que ele apenas administra o dinheiro pago pelo contribuinte\u201d. Ser republicano, acrescento, \u00e9 saber que toda a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica deve sempre ser pensada no p\u00fablico, no todo, na maioria, no coletivo.<br \/>\nN\u00e3o foi isso que aconteceu. Ainda n\u00e3o acontece. Nos anos seguintes, nas d\u00e9cadas seguintes, o povo continuar\u00e1 a assistir bestializado v\u00e1rios dos acontecimentos marcantes em nossa hist\u00f3ria. Lembro alguns: Canudos, Revolta da Vacina, Revolta da Chibata, Estado Novo, Golpe Civil Militar de 1964, Golpe Institucional de 2016, Reforma da Previd\u00eancia, Reforma Trabalhista. E assim vai-se construindo nossa hist\u00f3ria e rep\u00fablica. Bate-se antes, pergunta-se depois.<br \/>\nNo nosso microcosmos, assistimos o desenrolar dos fatos. O fechamento do Col\u00e9gio Nilton Gon\u00e7alves. Mais uma vez a parte \u00e9 uma pequena representa\u00e7\u00e3o do todo. N\u00e3o se considerou a vontade popular. N\u00e3o se agiu republicanamente. N\u00e3o estamos sendo dram\u00e1ticos. Convido os leitores desse texto a conhecerem as comunidades do Nenzinha Santos, Bruno Bacelar, Alvorada, Nossa Senhora Aparecida. Quem sabe n\u00e3o engrossem o grito, o desejo do Dia da Proclama\u00e7\u00e3o em que se pro\u00edbe fechar qualquer escola.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">* <i>Ronaldo Ferraz \u00e9 professor do Col\u00e9gio Estadual Nilton Gon\u00e7alves.<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>* Por Ronaldo Ferraz Para muitos o t\u00edtulo acima \u00e9 estranho. Esclare\u00e7o. 15 de Novembro \u00e9 uma data emblem\u00e1tica. \u00c9 o feriado nacional para celebrar o nascimento da rep\u00fablica brasileira. \u00c9 o dia da Proclama\u00e7\u00e3o, realizada em 1889. Para muitos brasileiros a data passa desapercebida. 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