WebtivaHOSTING // webtiva.com . Webdesign da Bahia
pmvc


maio 2018
D S T Q Q S S
« abr    
 12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
2728293031  

seneca cicatriza

:: ‘Nando da Costa Lima’

Fidelão ganhou a luta

nando da costa lima

Por Nando da Costa Lima

Eram dois dos maiores lutadores do Nordeste, já tinham lutado pelo Brasil todo. Era ter qualquer inauguração de loja, aniversário de cidade, circo… qualquer desses eventos estavam lá Fidelão e Leão do Norte. Ambos fortíssimos e já vinham se enfrentando há tanto tempo que eu acho até que ficaram amigos. Mas é como eu tava falando, se “rolasse um troco” os dois lutadores se encaravam até em batizado. Conquista era bem menor, o ponto mais movimentado da cidade era o Jardim das Borboletas no domingo à tarde. A meninada se lavava, brincava, namorava e brigava… O pior é que quando chegava com um olho roxo em casa ainda tomava um “côro” por ter apanhado na rua. Era a regra, todo mundo admitia!

Mas foi numa Conquista dessa época que um partido resolveu lançar um jovem candidato pra disputar uma vaga de vereador. E nesse tempo ninguém melhor que Pedro Alexandre pra representar a juventude conquistense. Nesse tempo, Dom & Ravel ainda faziam sucesso cantando: “Eu te amo meu Brasil…”. Era uma bestagem só. Mas Pedro resolveu levar a campanha a sério, começou a ler sobre política, participava mais das conversas com a comunidade, mesmo sendo jovem. E como todo jovem, ele chegou pra inovar, ia botar uma porção de ideias futuristas na cabeça daquela velharia. Já tinha gente pagando 3 pra 1 com ele se elegendo. Pedro se empenhava cada vez mais em consertar o Jeep que lhe deram pra fazer campanha e convencer o eleitorado que ele era o homem certo para ocupar um das cadeiras tão cobiçadas. :: LEIA MAIS »

‘Cê’ lembra?..

nando da costa lima

Por Nando da Costa Lima

Apesar de já terem passados mais de cinquenta anos, eu lembro como se fosse hoje “dotô”, era julho e o frio daquele ano tava de matar, até quem era da terra não estava suportando a friagem. O Sr. e seu colega chegavam a bater o queixo quando o vento entrava pela capota do Jeep, a professora que vinha de carona não sabia se tremia ou se fazia pose pra vocês. Ela estava indo pra ocupar uma vaga no recém-inaugurado ginásio da cidade. O Sr. e o outro Dr. faziam uma dupla diferente, falavam mais que político. Eu pensei que médico conversasse menos! A professora falava tão difícil que eu não entendia quase nada, ela chamava carteiro de estafeta e motorista de cinesiforo, até hoje eu não descobri se era latim ou “ingreis”. Mas foram vocês que atiçaram a moça, foram logo dizendo que eram solteiros, tavaestampado na cara dos dois a vontade de passar uma noite com aquela formosura. O entusiasmo aumentou quando vocês pararam no bar de dona Noca pra beber uma jurubeba. Seu amigo fez questão de conferir a garrafa pra ver se era da legítima Leão do Norte, e você como todo baixinho invocado tomou duas garrafas, ficou mais conversador que novo rico dando bronca num subalterno. Mas é isso! Pra conquistar aquela flor tudo era normal. Enquanto “nois bebia” a professorinha comeu um tira-gosto de bucho de bode e almoçou uma feijoada “compreta”, de sobremesa comeu duas bananas e rebateu com um copo de leite pra evitar enjoo. Deolinda gostou tanto do leite de cabra que acabou provando do doce e do queijo. Eu nunca vi um apetite daquele, só não comeu a tigela de doce toda porque o dotô interferiulembrando que não fazia bem viajar de estomago cheio. Nós acabamos de beber e pegamos a estrada…

:: LEIA MAIS »

Vingança Póstuma

nando da costa lima

Por Nando da Costa Lima

Tudo foi por causa daquela maldita mania por jogo, tanto eu como o compadre éramos doentes por jogo, qualquer tipo de jogo, do bicho ao carteado era com a gente mesmo. Eu já beirando os cinquenta, solteiro e com a vida mais ou menos arrumada. O compadre já tinha quase sessenta, nove filhos dos quais batizei sete. Me arrependi de ter dado uma caderneta de poupança ao primeiro, depois disso parece que a comadre só paria praganhar caderneta! Um dia nós mandamos fazer duas fotos nossas bem grandes e apostamos que quem ficasse mais bonito não pagava nada. Eu perdi, quem fez o julgamento foi a comadre e os meninos. Esse retrato até hoje me persegue, não o meu, o dele! É uma foto do compadre feio que só ele mesmo, e com aquela cara fechada que lhe era natural. As pequenas apostas eram normais no nosso cotidiano, o que mudou tudo foi um bilhete da loteria federal. :: LEIA MAIS »

Ilusão de Ótica

nando da costa lima

Por Nando da Costa Lima

Na rua tinha uns dez botecos, mas boteco mesmo, daqueles que tem freguês 24 horas. Só frequentava biriteiro profissional, daqueles que comem uma lata de sardinha e bebem o óleo que sobra pra proteger o fígado.Não era qualquer bebedor de cerveja que encostava ali não, só quem gostasse da pinguinha e do conhaque é que podia fazer ponto. Quando dava cinco horas da tarde já estavam todos travados. A maioria jurando que nunca mais beberia, aquele papo de quem bebe todo dia e não admite que é alcoólatra. E naquele fim de feriadão, o pessoal tinha dobrado a dosagem, era bêbado de todo jeito: chorão, rico, mentiroso, valente, tinha até bêbado mágico! Mas todos com aquele velho arrependimento por ter bebido. Foi esta situação que levou a cidade a presenciar aquela procissão tão diferente. Pior que o pessoal fica todo igual, parecem parentes.

Quando dona Gertrudes, a beata mais fervorosa da paróquia, passou por aquela rua repleta de cachaceiros muita gente estranhou. Mas foi Neco Birita quem primeiro notou uma imagem nas mãos da beata. Ele que já era invocado com religião, achou que aquilo era um aviso das alturas para que ele abandonasse o copo e deu um berro que chamou a atenção de todos: “Louvado seja São Benedito, de hoje em diante não bebo mais”. Neco Birita seguiu a beata gritando e louvando o santo e por cada boteco que passava arrastava um punhado de bêbados depressivos. Dona Gertrudes não deu ousadia, seguiu sem olhar pra trás. Caminhava firme e nem tomou conhecimento daquela procissão de pinguço. Se desse ousadia era pior! Atravessaram a metade da cidade e chegaram ao centro sendo bem recebidos por todos. Todos batiam a mão para eles e isto só podia ser um sinal de apoio, mesmo sem saber qual o motivo e para onde ia aquela romaria. Um vereador ficou tão empolgado que fez um discurso sugerindo a mudança do padroeiro da cidade para São Benedito. Dona Cotinha além de apoiar, prometeu um terreno para a construção da igreja do novo padroeiro. Só Terêncio Boca Lisa que achou de discordar falando que a imagem podia ser de Nossa Senhora Aparecida. Aí formou-se o bate-boca, uns do lado de Nossa Senhora, outros querendo São Benedito. Até que Tonho Caroço deu um tiro pra cima e explicou que santo era igual cachorro novo, quem dá nome é o dono! Se quem viu primeiro achou que era São Benedito, então era. Zé Gumito começou a gritar parecendo que tava em transe: “Viva São Benedito, o padroeiro dos desesperados.” A voz grave de Zé levou o resto do pessoal a repetir o refrão e a caminhada prosseguiu atrás de dona Gertrudes com a imagem do milagreiro. Ela ia com as mãos em concha e o xale por cima, parecendo que queria esconder o santo. :: LEIA MAIS »

Foi Fato!

nando da costa lima

Por Nando da Costa Lima

Luzia saiu detrás da horta aos berros. O pessoal da venda nem ligou, pensaram que ela tinha ganhado o que tanto procurou. Continuaram bebendo e jogando “piu” apostado. Mas ela gritou tão alto que chamou a atenção de todo mundo que se encontrava na praça: “Virge Santa, é um milagre! Se a luz não fosse de motô, dava pra abrir um frigurifi de peixe”.

Era muito peixe, pingava pra tudo que é lado, o povo não sabia se rezava agradecendo ao milagre ou se catava os bichos. Nas rajadas de chuva com vento, só caia piaba. Mas quando relampejava, junto ao trovão vinha traíra, bagre, beré, lambari,,, Foi uma coisa linda, muita gente da época ficou maravilhada com o ocorrido… A Praça do Jenipapo ficou coberta de peixes, uma lindeza! Quanto mais o povo catava, mais caia peixe. Mandaram chamar o vigário uma cacetada de vezes pra confirmar o milagre, tinha que ter a presença de um homem da Igreja. Mas o padre tava ocupadíssimo com um ex-pistoleiro que, depois que enricou, resolveu ficar em paz com Deus. O reverendo ia ter que rezar 14 missas seguidas, uma pra cada alma que Deodato interferiu no destino. Ele tava ajoelhado segurando uma vela de 7 dias e apertando com raiva, já tinha ficado aborrecido com um sacana de um sacristãometido a besta, nem o prefeito e nem ninguém ia livrar o padre daquela incumbência. Deodato não ia suspender uma promessa tão planejada por causa de um boato de feira. “Chuva de Peixe” era conversa pra boi dormir! Como é que o prefeito, um homem estudado, tavaacreditando naquilo? Mas a verdade é que se o padre saísse dali a coisa ia ficar feia, não passava da escadaria… Quem contou tudo isso foi o próprio sacristão, ele tavacatando uma fieira de peixe e resmungando em voz alta. Falou que o padre botou ele pra correr por causa de um afilhado de Dotô Régis que até palavrão falou dentro da igreja, um herege sem salvação! Mas tem que ver que, se o padre não fizesse a vontade daquele filho da puta, ele ia acabar aprontando lá dentro da catedral. :: LEIA MAIS »

Dos melindres caatingueiros

nando da costa lima

Por Nando da Costa Lima 

A pessoa que tem dó de si fica ridícula, insuportável! É impossível atravessar uma existência sem magoar alguém. Foi daí que surgiu o bendito perdão… Talvez seja a palavra padrão para o nosso desenvolvimento espiritual. O perdão é a bandeira branca falada!

No início do século XX, a caatinga era regida pelos coronéis e a jagunçada. Quando ficava marrom, era difícil permanecer e sobreviver. E se a fome apertasse, se comia até jegue, que é um bicho abençoado para o nordestino. Osoutros problemas eram esquecidos quando a fome imperava! Até os “cantadô” arribavam, eles são como os passarinhos. Não aguentam tempo ruim. Se ficar, morre de papo -seco ou fica igual frango com mal triste. Tocar moda de viola com o bucho roncando deve ser muito ruim! Teve uma vez que um cego cantador resolveu ficar pra “ver”. Quando a coisa apertou, ele bebeu tanta pinga que tocou doze boleros apaixonados e quatro valsas pracaixa de peixe seco na venda de Seu Benício Beijador. Ninguém entendeu nada! As horas ficavam mais longas e o desespero coletivo levava povoados inteiros a vagar pela caatinga rumo à capital. Era nesse cenário de fome que apareciam os homens santos! Eles arrastavam multidões de miseráveis e sugavam o resto do pouco que tinham… E pra enganar o estômago durante o grande calvário, os retirantes, milagreiros, coronéis e jagunços criavam um mundo mágico. Histórias belíssimas como a do lobisomem, que é uma lenda europeia e que se adaptou à caatinga como se fosse sua casa. Eles ficaram fascinados com as casas de farinha e alambiques artesanais. O lobisomem brasileiro conversa mesmo estando “virado” e tem as mãos iguais às nossas. Os pés são diferentes! Segundo os antigos, todo lobisomem, independente da região, é maconheiro. Eles só andam com os olhos vermelhos e sempre estão com muita fome. Já o Bicho de Pedra Azul só bebe cachaça de “cabiceira”, uísque com mais de vinte anos, absinto suíço e a legítima Jurubeba Leão do Norte. Se o butequeiro cair na besteira de servir bebida falsificada, fudido! E o Bicho é outro departamento, não tem nada a ver com lobisomem, nem gosta de ser comparado. O Bicho de Pedra Azul é 100% brasileiro! A única lenda que não foi importada e traduzida. Pra completar com chave de ouro, o Bicho é nacionalista! De fora, só Scotch, absinto e Fernando Pessoa quando escrito em português. No quesito mulher, ele é eclético: toda mulher é bonita, até as feias! :: LEIA MAIS »

Milagres acontecem…

nando da costa lima

Por Nando da Costa Lima

Deodato Grampão subiu a escadaria da catedral de joelhos com uma vela de 7 dias acesa na mão esquerda. Grampão não era um homem comum, era um remanescente dos jagunços… Um sujeito de poucas palavras, e meio bruto… Uma cancela de ladeira abaixo! Acompanhando ele ia a mulher, os filhos e uns camaradas. Na entrada da igreja se benzeu e mandou um dos meninos da turma chamar o padre. Era só falar que era Deodato Grampão pagando uma promessa que o vigário vinha logo, ele já sabia de quem se tratava. A mulher quis dar uma de entendida e falou que naquela hora ele não achava padre. Hora de almoço! Tava nervosa, tinha perdido a semana quase toda com os preparativos dessa jornada religiosa. Deodato acalmou a patroa sutilmente: “Cala a boca, porra!”. Depois, tornou a pedir pra um camarada ir buscar o padre. O rapaz que foi chamar já voltou enfezado: “Ou o senhor manda esse sacana calar a boca ou eu jogo ele pra trás, patrão”. Deodato interferiu: “Respeite a igreja, Roduzino. Sacristão também é filho de Deus”. O sacristão, que já estava de mau humor porque foi acordado logo depois do almoço, bradou:
– Que palhaçada é essa na porta da igreja, vocês erraram o caminho. A Lapa fica pra outro lado! Meio dia é uma hora que até vagabundo tá em casa.
Aí Deodato deu ré de joelhos pra sair do salão da igreja por respeito, e falou pro ajudante do padre: :: LEIA MAIS »

Essa estória de história com “H”

nando da costa lima

Por Nando da Costa Lima

Isto faz parte da história. É claro que a gente, além de aumentar um poquinho, só revela o milagre! É que os fatos e a imaginação se misturam na memória, tem muito tempo que escutei! Foi em 1950, quando Getúlio Vargas, em campanha presidencial, veio parar aqui em Conquista. Os “cumpade” Cabo Thiago, Dória e Alfredinho foram os responsáveis pela segurança da ilustre visita. Tinha gente de tudo que é canto: Guigó, Piripiri, Ibicuí, Iguaí, uma comitiva de poetas de Poções, Lagoa da Pedra, Jequié… Tinha gente até do norte de Minas. O Bicho de Pedra Azul não veio não, é mentira. Ele estava numa passeata em São Paulo. O evento se tratava de um ex-presidente concorrendo novamente à presidência. Uma das imprensas mais tradicionais da Bahia já naquela época, a de Condeúba, veio cobrir o evento, não era qualquer coisa não! A cidade se preparou, tava um brinco. O candidato chegou num dia e se picou no outro, foi o presidente que mais demorou em Conquista. Tinha que sair catando votos e apagando a fama de ditador Brasil afora. Aqui em Conquista o foguetório em sua homenagem foi comentado até em Salvador. O comício foi na Praça Barão do Rio Branco, que faz parte da história política de Conquista. A praça tava lustrando! Parecia uma capital no feriado de 7 de Setembro, só tinha gente arrumada! Mas, como em todo comício, tinha vendedor de tudo o que se pode imaginar: mariola, quebra queixo, taboca, rolete de cana, doce de umbu, pirulito…”Olha o pirulito enfiado no palito”. E é claro, não podia faltar doido, como a Terra do Frio sempre foi carente de doidos, mandaram buscar dois numa cidade vizinha. Comício sem doido não é comício. Um discursando a favor e o outro contra o presidente. Correu tudo como planejado pelas senhoras da terra, o comício foi impecável e o ex-presidente ficou muito grato com a simpatia e os prováveis votos obtidos no Planalto da Conquista. A Terra do Frio parece que votou fechado com Getúlio Vargas, tem até um busto dele na Serra do Maçal (quanto à votação unânime, eu não tenho certeza. Dr. Rui Medeiros pode informar melhor sobre isso e sobre o caso seguinte). :: LEIA MAIS »

Comercial Futebol & Cachaça

nando da costa lima

Por Nando da Costa Lima

Corre, pessoal. Senão o tempo atropela a gente!
O jogo ia acontecer nos Doze, o titular tava quase completo, só quem não tava escalado era Zezito Lagartixa que estava suspenso por problemas etílicos. Pra Odai suspender um atleta por causa de cachaça é porque o jogador estava abusando da aguardente. Um time que na concentração consumia um garrafão de pinga… Suspender um zagueiro de confiança por causa de pinga! Nem Lagartixa tava acreditando, ele quase chorou quando o time subiu no caminhão completo, só tava faltando ele pra formar o esquadrão imbatível. Na linha de frente estavam os melhores: Zé de Ninha, Odeval e Geraldim. Todos os integrantes da equipe eram pinguços, inclusive o presidente e dono do time. Ele tinha certeza de que ia lascar com o time dos Doze. Os goleiros Nozão e Paredão estavam preocupados, só beberam rabo de galo, era mais suave! Goleiro tem que se cuidar! Era pra ser uma das melhores partidas do velho Comercial. O time e a torcida já estavam todos na carroceria do caminhão de Geso Flor. O motorista tinha acabado de virar uma meiota de pinga no gargalo só pra relaxar e pegar a estrada… Era um time difícil de escalar, ainda bem que os filhos de Seu Oliveira não gostavam muito de bola. Mesmo assim ele tinha um genro que era goleiro, e aí foi o jeito o presidente lançar o quarto goleiro pra não deixar o velho retado. Com os filhos de Seu Ioza ele não teve muito trabalho: escalou dois no aspirante e um no titular. O mais velho só sabia jogar basquete! Nesse tempo, se você tivesse de 1,75 m pra cima, era automaticamente convocado pra seleção de basquete da cidade, que treinava no Colégio Batista. :: LEIA MAIS »

Encosto

nando da costa lima

Por Nando da Costa Lima

​Mulher de poeta deve sofrer… Tem até quem ache que o SUS devia ter um serviço de atendimento psicológico só para elas. Dona Marizilda que o diga! Casada com o poeta Custódio Carente da Silva, ela não perdia uma oportunidade para esculhambar com a “raça” dos poetas, e o marido principalmente. Ela achava que o poeta ia tomar jeito depois da idade avançada, 78 anos não é qualquer coisa. Mas ele continuava agindo como se fosse jovem, não podia ver uma moça bonita que fazia um verso. E ainda aparecia quem admirava aquele lenga, quase sempre, voltado para o amor. Dona Marizilda perdeu a cabeça quando encontrou no bolso do poeta uma poesia quilométrica dedicada a uma afilhada deles, dessa vez ele extrapolou. A moça, além de ser cria da casa, tinha idade pra ser neta daquele safado. Ela estava irredutível, não ia passar o pouco que lhe restava da vida com um velho tarado que não respeitava nem a família. A sorte dele é que a menina era maior de idade, senão a esposa já tinha dado queixa na delegacia. Foi aí que chegou dona Elenilda e tentou acalmar a amiga, as duas estavam na fila do posto de saúde:
– Calma, Marizilda. Seu marido é um poeta premiado, tem até livro publicado! :: LEIA MAIS »

alessandro tibo
blog do marcelo


WebtivaHOSTING // webtiva.com . Webdesign da Bahia