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abril 2019
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:: ‘Colunistas’

Ressaca de glitter

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Por Marco Antonio Jardim

Dos dias últimos de glitter, escolho viver presente.
Ou, como se diz olhando à frente, depois do desbunde total, o futuro do meu Carnaval.
Encanto o chão de estrelas ou miro, por cima do muro, a sombra colorida do olhar ao coração.
Não cometi desatino, mas estou limpando o ouro da maquiagem e a lógica de que a carne nada vale não.
Ansiei uma paixão furtiva na avenida, mas, depois do nosso bloquinho, sigo só, apelando pra razão.
Vesti os tons do arco-íris, mas sonho sereno, tentando sintetizar a cor do batom.

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É tempo de amora

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Por Marco Antonio Jardim
Se desassossego o meio do tempo que já passou?
Nessa era é um nem vai nem vou.
Ao que sei, não há nenhum assunto final pro tempo amadurecer.
Até me perguntaram se tenho medo de envelhecer.
Como, se não vejo sentido nem em morrer?
Mas aceito o convite pro vinho.
Colho as amoras do pé, mancho de tinta escarlate a roupa que vesti.
Camisa ensolarada sem mangas, short de listras púrpuras, sandálias rasteiras e um aceno de partir.
Tiro um pedaço de papel do bolso, confirmo o nome da rua, olho do alto do bosque, olho pra sua.
Daí sigo ao norte, pra onde aponta a sombra da sorte e o sol do fim do dia.
Antes passo no armazém, escolho umas palavras.
Deixo as vãs e as vazias, compro só as aspeadas.

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Em órbita

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Por Marco Antonio Jardim
Planejo ir a Júpiter.
Ceder lugar ao que é autêntico e transcendente.
Olho pro céu e já estou em órbita, sem limite aparente.
Lavei o rosto, enxuguei com a barra do casaco amarelo e tirei já a barba pra sorrir meu rosto angular.
Pra viagem, deram-me uma caixa de palheiro, um cheiro de figo e o verbo amar.
Sei que as criaturas de lá são mais inteiras que as constelações.
Não são repetições interrompidas dos próprios nomes, ressoados nas más inclinações.
A vida em Júpiter segue por si mesma, suave.
Os abusos são coibidos, os direitos são assegurados.
Não há aplausos para instintos servis, nem rostos pálidos, olheiras profundas, cabelos desgrenhados.

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Romero, o leal

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Por Valdir Barbosa

Muitos anos atrás, já se vão quase trinta, desfiava minhas penas, ao lado de Romero Leal, delegado de scol da polícia pernambucana, como outros tantos de idêntico quilate. Além dos seus conterrâneos, amalgamávamos esforços junto a parceiros sergipanos, paraibanos, cearenses e potiguares, dos quais me permito não citar nomes, posto poderia olvidar algum destes, porém, seus rostos, suas vozes e atitudes estão e estarão sempre guardados na memória deste velho homem de polícia que completou, no dia vinte e três do janeiro fluindo, quarenta e três anos contados, a partir da primeira vez que assumiu as funções de autoridade policial, na longínqua Itapetinga, cidade fincada no sudoeste baiano.

Naquela época, viandantes peregrinos incansáveis, no afã de combater o crime percorríamos ombreados os sertões tórridos deste imenso Brasil, caçadores sem tréguas dos mais diversos tipos de delinquentes, responsáveis por crimes de extorsão mediante sequestro, roubos a bancos, carros-fortes e homicidas sanguinários, assim, a junção destes esforços possibilitou ações exitosas, responsáveis por desbaratar quadrilhas insolentes, atuantes em todo norte e nordeste do país.

Entretanto, minhas visitas, mesmo laborais, a terra cuja capital guarda pontes fincadas sobre os Rios Capibaribe e Beberibe, canto do frevo e de homens cuja têmpera é forjada pelo mais inoxidável aço guardava em meu íntimo, circunstância afetiva peculiar. Sim, porque no final da passada década de quarenta, meus pais, Adauto e Walneide, nas asas de paixão avassaladora deixam seu berço e seguem para o sitio onde nasci – Salvador – juntamente com meus irmãos e ali se estabelecem, até quando nosso patriarca mudou em definitivo de plano. Dona Walneide, invadindo a casa dos noventa, ainda passeia sorridente e augusta, nas plagas que escolheu como segunda urbe. :: LEIA MAIS »

Tenha cuidado com o que toleras!

Tia Nem

Por Maria Reis Gonçalves (Tia Nem)

Não devemos nos incomodar com tudo o que nos desagrada, se isso acontecer, vamos passar todo o nosso tempo zangados, emburrados, chateados com o mundo. Pois, é muito difícil você passar todo o dia sem ouvir algo que o desagrade, sem dar de cara com uma pessoa mal educada, sem que nos frustremos com alguma coisa que não saiu como queríamos, com uma pessoa amiga que não agiu como estávamos esperando. Por isso, há uma grande necessidade que filtremos, com sabedoria, o que nos chega, para não ficarmos impregnados de coisas que não nos fazem bem. Ignorar certas situações, nos poupará de vários momentos ruins, tendo em vista que será inútil tentar argumentar com pessoas que não sabem ouvir, mas sabem condenar, julgar e até mesmo se fazerem de vitimas, para que possamos nos sentir culpados. Então, tenha cuidado com o que você tolera de certas pessoas, você estará ensinando-as como devem tratá-la.

Tem pessoas que vão continuar sendo como são, mesmo que você passe todo o tempo alertando-as, conversando, aconselhando, tentando orientar, mostrando que o que elas estão fazendo não é o certo. Elas estão sempre a maltratar alguém, a achar que o mundo tem obrigação de compensá-la, por alguma coisa e acha que vida não presta, simplesmente pelos fatos não acontecerem do jeito que ela quer. Se nega a entender que a vida é imprevisível. E começa a atacar quem está por perto, principalmente os amigos que tentam ajudá-las. Para essas pessoas a vida é um martírio, que só trás sofrimento e que todos tem culpa da situação que elas se encontram. Mesmo assim, não podemos ser condescendentes com tudo ou a situação termina nos engolindo e passivamente vamos nos deixar maltratar. :: LEIA MAIS »

Mansidão

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Por Valdir Barbosa 

Sempre que posso, nos derradeiros anos deixo o aconchego de minha morada e atravesso a rua, para assistir, no Largo do Campo Grande, uma das efemérides mais brilhantes que ocorrem em Salvador. Instituída há vinte um anos, pelo iluminado Divaldo Franco, ali, homenagens são rendidas em louvor a PAZ.

O magnífico artista, músico, compositor, cantor, Nando Cordel abre as festividades, em seguida, plêiade de figuras oriundas de todos os credos – Espíritas, Católicos, Umbandistas, Evangélicos – manifestam suas ideias, em breves discursos cheios de sabedoria tratando do tema, por fim, uma cascata de argumentos derramados pela voz e vinda nas palavras do anfitrião brilham bem mais do que todas luzes, este ano adornando com rara beleza, a praça onde acontece o encontro encantando todos presentes, lhes pondo mergulhados em profunda emoção, imenso prazer, efusivo contentamento. No entremeio, personalidades e instituições recebem comendas, em função de ações por elas praticadas, beneméritos gestos que lhes dignifica e distingue, por isto, a homenagem pública.

Fi-lo ontem. Levado pelas mãos de minha Roberta, espírita convicta, praticante, ao lado do filho e sobrinha amados, nos tornamos parte daquela legião composta pelas muitas centenas de assistentes e estivemos horas frente ao palco sorvendo o néctar da energia benfazeja dele emanada. :: LEIA MAIS »

No Berço do Paraquedas

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Por Nando da Costa Lima

O avião todo mundo sabe quem inventou foi Santos Dumont em 1906. E quase todo mundo sabe que por ver sua invenção, criada para encurtar distâncias, sendo usada para tirar vidas humanas na Primeira Grande Guerra, que ele se matou. O que quase ninguém sabe é que o Paraquedas foi inventado antes do avião, e este fato histórico ocorreu aqui em Conquista antes da virada do século. Nossa Conquista ainda era menina…  A igreja ficava abaixo da atual Catedral. Nossas matas eram tão densas que uma única árvore encontrada no Bem-Querer, serviu para todo emadeiramento da igreja. Estaconstruída em 1806 e demolida em 1932. Ali eram feitas as reuniões dos homens que comandavam a terra. Era um sobrado de dois andares, só que dois andares em uma construção do século XIX correspondiam a uns quatro andares atuais. As reuniões eram feitas na parte de cima, e graças a isso nossa terra tem o orgulho de ser a mãe do inventor do paraquedas. É que a coisa estava tão feia na Câmara, para variar, tinha um querendo mandar mais que o outro. Isso fez com que fosse marcada uma sessão extraordinária. Essa ocorreu sobre grande tensão, e mesmo antes de realizada gerou grandes transtornos na cidade. Um dos representantes do povo falou na Praça que se não se resolvesse a situação através do diálogo resolveria no porrete. Isso levou o Presidente da Câmara a providenciar dezesseis porretes antecipadamente (um para cada vereador) que ficaram à disposição caso o argumento falhasse. Aquela sessão estava sendo esperada por toda a cidade, todo mundo sabia que o pau ia quebrar. O vigário, sabendo disso, inventou uma viagem a Poções para não ser intermediário daquele bate boca. Enquanto o vigário arrumava a mala, os vereadores se preparavam para o debate e os moradores apostavam. Quem daria a primeira cacetada? Aquilo era o início do desenrolar de um grande fato histórico que passou despercebido à humanidade. Talvez porque na época não tivesse avião, mas se fosse uns cinquenta anos mais pra diante sem dúvida chamaria a atenção do mundo. Conquista perdeu este espaço na história devido a uma questão de tempo. :: LEIA MAIS »

O domador

nando da costa lima

Por Nando da Costa Lima

Aconteceu num revéillon…

Corinto Pranchão queria receber seus convidados do mesmo jeito que os “quatrocentões” paulistas recebiam antigamente. Ele passou a vida perseguindo a fortuna, só conseguiu aos 45 anos ao se casar com Marineide, vinte anos mais velha.Estavam aproveitando o fim de ano pra comemorar o primeiro ano de casamento, tudo tinha de ser de primeira. Até o peru veio dos States! O caviar russo e o champanhe francês faziam o maior contraste ao mau gosto da decoração da casa. Gerôncio foi o primeiro a chegar na recepção, encostou na mesa de comidas e mandou ver. Aproveitou que não tinha ninguém olhando e comeu como se estivesse em casa, lembrava um porco em cima de um cocho de ração. Só saiu dali quando a casa estava cheia, de longe ele enxergou Lina, tinha mais de um ano que tentava se aproximar daquela princesa. Até flores ele mandou, mesmo os amigos falando que aquilo não era coisa de homem, ele só estava ali porque sabia que ela viria. Tinha até decorado a prosa, como Lina era inteligente, ia falar de ecologia, política, música. Naquela noite querendo ou não ela ia ter que escutar seu papo de enciclopédia. :: LEIA MAIS »

SOLIDARIEDADE: A alegria de poder ajudar.

Tia Nem

Por Maria Reis Gonçalves (Tia Nem)

Ontem, uma amiga me falou que presenciou uma cena interessante: uma tartaruga ficou virada com o casco para baixo e as perninhas para o ar,  estava se mexendo muito, dificilmente ela voltaria à posição normal, sem ajuda. Foi aí que, a minha amiga,percebeu, uma outra tartaruga, chegando perto da que estava virada e, com esforço, conseguiu desvirar a companheira. A minha amiga, falou que queria ajudar, mas não interferiu, pois percebeu que ali, estava uma lição de solidariedade. E é uma grande verdade! No gesto da tartaruga amiga, podemos observar o desejo de ajudar. Assim é a solidariedade, é o desejo que temos, todos nós voluntários, de ajudar as pessoas que necessitam de apoio. Solidariedade, é a maneira que encontramos de estender a mão ao outro, colaborar com os que necessitam sem querermos nada em troca. Essas são as atitudes que revestem as pessoas solidárias, pessoas que se preocupam com o próximo.

Ser solidário é muito importante em uma sociedade tão desigual. Através da nossa ajuda, muitas necessidades são supridas e até para o solidário as coisas ficam bem melhores. No momento em que você ajuda ao seu semelhante, você começa a enxergar a sua própria existência. A solidariedade sempre fez parte das sociedades, é graças a várias pessoas, solidárias, que muita gente tem recebido ajuda, seja na educação, na habitação, alimentação, até mesmo na capacitação de profissionais, muitas empresas e seus gestores, tem ajudado a melhorar a qualidade de vida das pessoas, sem que recebam nada em troca. Todos os anos surgem campanhas, que são lançadas no intuito de ajudar famílias que perderam tudo no decorrer da sua vida e passam a necessitar da solidariedade das outras pessoas. E vemos que na maioria das vezes, essas campanhas faz sempre o maior sucesso frente à bondade dos doadores. Claro que não é todos que se preocupam com o próximo, pois existem alguns que somente se preocupam com seu próprio bem-estar, porém nem todos agem como essas pessoas. :: LEIA MAIS »

Brasil com “Z”

nando da costa lima

Por Nando da Costa Lima

Valdirene estava desolada, já estava virando piada na cidade. Era o quarto noivado rompido semanas antes do casamento! E era ela que terminava. Os noivos, coitados! Um tentou o suicídio, dois se perderam na pinga e um endoidou. Ela era o sonho de qualquer homem: bonita, rica e “inteligente”. Uma mulher além do seu tempo. Estava cansada do Brasil, principalmente dos homens brasileiros. Conquistense então, “nem pensar, que horror!”. A família tinha que mimar, era filha única de um casal que fazia qualquer coisa pra felicidade dela. Foram eles que tiveram a ideia de mandar Valdirene fazer uma viagem pelo mundo pra esquecer as contrariedades e aproveitar pra ver se finalmente encontrava sua alma gêmea no exterior. No Brasil, nunca mais! “Cambada de interesseiros!”.

Pra ela seria fácil, seu inglês e francês eram fluentes. Isso, naquele tempo (anos 60) era raridade numa cidade do interior. Valdirene acabou cedendo ao apelo dos pais e saiu em turnê pelo mundo, pra gastar um pouco da fortuna (cobiçadíssima) e tentar achar um homem à sua altura. Nessa época, a mulherada sonhava com um galã italiano, eu acho que foi por conta das músicas italianas que invadiram nossas rádios. Não tenho certeza! Vai ver os italianos eram realmente bons amantes. As primas, mesmo morrendo de inveja, não deixaram de fazer as famosas encomendas que quem viajasse para o exterior no passado tinha que trazer! Era um absurdo! Teve gente que encomendou até um piano! Quem fosse viajar, era melhor despistar. Mas todo mundo fazia questão de espalhar que ia fazer uma viagem internacional, era “chic” falar que estava indo para a Europa.

Valdirene foi de avião até a Itália, já foi pensando em passar um mês em Roma, e em seguida sairia num cruzeiro pelo mundo, de preferência com um “pão” italiano (“pão” era o “gato”, do tempo de Benedicts). Tudo estava correndo bem na Itália, ela patrocinou almoços, jantares, passeios. Sempre procurando se enturmar com os romanos mais abastados. Mas na realidade, nem precisava ser da elite ou rico. Ela estava querendo um italiano bonito pra levar para Brasil. Claro, ele iria como noivo, e se casariam na catedral da terra do frio. :: LEIA MAIS »

alessandro tibo
blog do marcelo


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