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:: ‘Artigos’

Reflexão

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Por Omar Costa Ribeiro

Aqueles jovens de 17 e 25 anos já foram adolescentes, crianças e nunca tiveram comportamento diferente de todos os jovens que convivemos, até o dia 13 de março de 2018.
Não eram loucos. Eles são apenas consequência de uma sociedade que não tem interesse algum de desacelerar a vida de consumo e consumo, e buscar soluções para a prisão que estamos colocando os jovens.
Imagine sentar numa cadeira de cinema que, com um dedo, você reclina e com um óculos 3D você se sente protagonizando uma ação. Agora imagine sentar numa cadeira de madeira de uma sala de aula que só se observa descompasso com o século XXI. :: LEIA MAIS »

Ressaca de glitter

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Por Marco Antonio Jardim

Dos dias últimos de glitter, escolho viver presente.
Ou, como se diz olhando à frente, depois do desbunde total, o futuro do meu Carnaval.
Encanto o chão de estrelas ou miro, por cima do muro, a sombra colorida do olhar ao coração.
Não cometi desatino, mas estou limpando o ouro da maquiagem e a lógica de que a carne nada vale não.
Ansiei uma paixão furtiva na avenida, mas, depois do nosso bloquinho, sigo só, apelando pra razão.
Vesti os tons do arco-íris, mas sonho sereno, tentando sintetizar a cor do batom.

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É tempo de amora

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Por Marco Antonio Jardim
Se desassossego o meio do tempo que já passou?
Nessa era é um nem vai nem vou.
Ao que sei, não há nenhum assunto final pro tempo amadurecer.
Até me perguntaram se tenho medo de envelhecer.
Como, se não vejo sentido nem em morrer?
Mas aceito o convite pro vinho.
Colho as amoras do pé, mancho de tinta escarlate a roupa que vesti.
Camisa ensolarada sem mangas, short de listras púrpuras, sandálias rasteiras e um aceno de partir.
Tiro um pedaço de papel do bolso, confirmo o nome da rua, olho do alto do bosque, olho pra sua.
Daí sigo ao norte, pra onde aponta a sombra da sorte e o sol do fim do dia.
Antes passo no armazém, escolho umas palavras.
Deixo as vãs e as vazias, compro só as aspeadas.

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‘Nem deu tempo me despedir dele’

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Por Ailton Fernandes – Jornalista

Aos filhos, com carinho

“Mas e a vida?
O que é?
O que é, meu irmão?”

É com uma imensa dor no peito que paro para escrever essas linhas. Como um corte que decepa, o destino arrancou meu pai da estrada que seguíamos juntos. Agora vem o choro a todo momento. Um choro engasgado que sai esmurrando. Lágrimas que encharcam meu rosto, que afogam minha alma. Levanto minha cabeça do luto para escrever não para ele, nem para outros pais. Quero falar para os filhos.

Eu sempre soube que qualquer dia isso poderia acontecer. Ele poderia sair e não mais voltar — sua vida foi assim, em saída; a minha, da minha mãe e do meu irmão, foi a da espera. Mas a gente nunca está preparado. Seja qual for a sua fé, seja qual for o tamanho dela, ninguém quer a morte. Só saúde e sorte, como escreveu Gonzaguinha.

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Um traço na educação

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Por Omar Costa Ribeiro
…Mas a educação brasileira precisa ser profundamente transformada. Não mais pensada, não mais diagnosticada, o diagnóstico foi dado: a sala de aula brasileira chegou ao fim.
Vivemos uma escola do século XIX. Meu pai, 72 anos, eu, 42 anos, meus sobrinhos com 10 anos, todos educados no mesmo modelo de escola: sentados nas cadeiras enfileiradas, ouvindo enorme quantidade de conteúdos de enorme quantidade de matérias. Só mudamos o nome de sabatina da famosa Ratio Studiorum dos jesuítas para sábado letivo, mudamos as cadeiras de madeira para estruturas mais modernas, trocamos o giz pelo pincel atômico e o retroprojetor pelo data show. Nada mais!!!
Temos professores do século XX que, numa grande maioria, tentou acompanhar o jovem, mas parou na barreira da tecnologia. Por fim, temos as crianças e os jovens do século XXI.
Isso pra ser bem generoso com as escolas, incluindo as universidades e, talvez, principalmente elas. A universidade que temos é o espaço acadêmico mais retrógrado que eu já pude vivenciar.

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NO LIXO: A luta da Advocacia também é a luta do Precariado!

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Por Alexandre Aguiar
O que são prerrogativas? Prerrogativas são direitos dos advogados para lhes garantir o exercício da profissão.
Uma vez, em um boteco, surgiu um conceito estranho sobre os advogados:
“O advogado mora na boca do lixo.”
Na hora o pensamento que veio na memória para contra-arrazoar o conceito teratológico sobre os advogados foi do saudoso Carnavalesco Joãozinho Trinta, em uma daquelas madrugadas da Marquês de Sapucaí, quando disse:
“O carnaval é a arte de transformar o lixo em luxo!”
Então, o pensamento e, agora a palavra serve para dizer que a advocacia é a arte de transformar o que tentam jogar no lixo em direito!
No Brasil a cidadania está jogada no lixo? Não querem as pessoas? Estão jogando as pessoas no lixo? Então a advocacia tem o dever de retirar as pessoas do lixo e promover a resistência.
Se for pobre não serve? Se for da periferia não serve? Se for negro não serve? Se for índio não serve? Se for mulher não serve? Se for LGBTTQI não serve? Se for jovem não serve? Se for todas as alternativas anteriores e ainda for advogado não serve?
Não querem nem deixar os advogados exercerem as prerrogativas no direito de defesa aos réus?

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Uma Invasão Silenciosa

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“Na superfície da Terra exatamente agora há guerra e violência e tudo parece negro. Mas, simultaneamente, algo silencioso, calmo e oculto está acontecendo e certas pessoas estão sendo chamadas por uma Luz mais elevada. Uma revolução silenciosa está se instalando de dentro para fora. De baixo para cima. É uma operação global. Uma conspiração espiritual. Há células dessa operação em cada nação do planeta.

Vocês não vão assistir isso na TV. Nem ler sobre isso nos jornais. Nem ouvir essas palavras nos rádios. Não buscamos a glória. Não usamos uniformes. Chegamos em diversas formas e tamanhos diferentes. Temos roupas e cores diferentes. A maioria trabalha anonimamente. Silenciosamente trabalhamos fora de cena, em cada cultura do mundo. Nas grandes e pequenas cidades, em suas montanhas e vales. Nas fazendas, vilas, tribos e ilhas remotas.

Você talvez cruze conosco nas ruas. E nem perceba… Seguimos disfarçados. Ficamos atrás da cena. E não nos importamos com quem ganha os louros do resultado, e sim, que se realize o trabalho. :: LEIA MAIS »

O projeto Por do Sol com a peneira

Edmilson Santana

Por Edmilson Santana

“O pôr do sol saiu do projeto: virou realidade!

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Aconteceu como vinha acontecendo desde quando Deus projetou o universo: o sol nascendo ao leste, passando pelo centro do prato do almoço, ao meio-dia, e seguindo para o oeste, a perder de vista. Desde que o mundo é mundo. Desde quando nos entendemos por gente. Muito antes de Mário Cravo esculpir o Cristo cravejado. Muito antes de o homem “cruci-fincá-lo” no calvário. Muito antes do “batismo” da serra com o nome de Periperi. Muito antes!

Então, o que foi que toda aquela multidão foi ver?! Há quem tenha dúvidas se essa mesma multidão iria ao monte se fosse para ver o Messias… Isso não é nenhuma blasfêmia: são reflexos dos “tempos” atuais, nos quais não se consegue “ver” mais nada fora das redes sociais. Portanto, não se sabe… Tudo bem… Isso, não tem nada a ver…

“Foi assim, como ver o mar pela primeira vez…” :: LEIA MAIS »

Quero ser-tão encantado

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Quem ouviu o sabiá-ponga cantar?
Era tempo de hálito quente e sol a pino. 
E a velha de olhar canino, esmaecido, desalumiado ou perdido perguntou no que costumo crer.
Jurei na migração do pau-de-arara que teria por hábito responder. 
Por ser do lado esquerdo, ser-tão coração lá do interior, silenciei meu linguajar.
 
Por costume, tomei do vestuário adotado para esses dias de êxodo: chapéu de estrela do cangaço, camisa de fibra de algodão com botão, calça curta de batismo, manto de chita-resistência, bota de couro da fonte e outros encarnados horizontes. 
Ou nada mais, só saudade e solidão e uma peça que cobria das “coxa” à cintura, pra facilitar o coito dessa vida.
 
Minha mãe até admirou com minha resolução de me ligar ao peso da lida. 
Mas eu disse que ia ver o mundo cheio de sol, como sempre faço na seca florida do verão. 
Que ia botar sulco na pele do rosto e espinho na forja da mão.
Eu ia ser criança suja de barro, na caatinga, no roçado.
Ia fazer festejo em cada abraço e ver um mundo inteiro na extensão do alumiar.
 
Na companhia do sonho que a noite trouxesse, eu acenderia fogueira, feito girassol na escuridão, essa flor bonita do ser-tão.
E se não tivesse água, eu teria coragem e ousadia e o cortejo do luar.
Pertinho do cacto eu ia dormir, só por ordem de proteção. 
E sabe o que eu ia fazer se acordasse feito rês? Ia dormir mais outra vez.
Só pra lavrar ainda mais a terra dos meus sonhos.
 
Porque é lá que eu tenho um burrinho, uma carroça, firmeza, intrepidez.
Tenho sanfona, viola, tambor e bandeirola. 
Minha roupa no sonho é nova e colorida. 
Não tem mais poeira na estrada da vida. 
Lá eu corro, um tanto de horas depois, canso, sento ao lado de um calango, faço um cordel com ele, uma renda, um bordado.
E vivo longo esse sonho acordado.
 
É isso que vou fazer, minha mãe.
Eu vou ser lá do sem fim. 
Com minha gaiolinha, meu cachorro de guia, macambira plantada atrás da orelha e minha alegria de improviso.
Pode até ser que lá da roça eu volte sofrido ou volte amaziado.
Mas antes, minha mãe, eu quero ter de perto esse fogo do ser-tão encantado.
 
(Poesia: Marco Antonio Jardim / Instagram: @marcoajardim / Ilustração: fotografia de Marconi Cruz)

Romero, o leal

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Por Valdir Barbosa

Muitos anos atrás, já se vão quase trinta, desfiava minhas penas, ao lado de Romero Leal, delegado de scol da polícia pernambucana, como outros tantos de idêntico quilate. Além dos seus conterrâneos, amalgamávamos esforços junto a parceiros sergipanos, paraibanos, cearenses e potiguares, dos quais me permito não citar nomes, posto poderia olvidar algum destes, porém, seus rostos, suas vozes e atitudes estão e estarão sempre guardados na memória deste velho homem de polícia que completou, no dia vinte e três do janeiro fluindo, quarenta e três anos contados, a partir da primeira vez que assumiu as funções de autoridade policial, na longínqua Itapetinga, cidade fincada no sudoeste baiano.

Naquela época, viandantes peregrinos incansáveis, no afã de combater o crime percorríamos ombreados os sertões tórridos deste imenso Brasil, caçadores sem tréguas dos mais diversos tipos de delinquentes, responsáveis por crimes de extorsão mediante sequestro, roubos a bancos, carros-fortes e homicidas sanguinários, assim, a junção destes esforços possibilitou ações exitosas, responsáveis por desbaratar quadrilhas insolentes, atuantes em todo norte e nordeste do país.

Entretanto, minhas visitas, mesmo laborais, a terra cuja capital guarda pontes fincadas sobre os Rios Capibaribe e Beberibe, canto do frevo e de homens cuja têmpera é forjada pelo mais inoxidável aço guardava em meu íntimo, circunstância afetiva peculiar. Sim, porque no final da passada década de quarenta, meus pais, Adauto e Walneide, nas asas de paixão avassaladora deixam seu berço e seguem para o sitio onde nasci – Salvador – juntamente com meus irmãos e ali se estabelecem, até quando nosso patriarca mudou em definitivo de plano. Dona Walneide, invadindo a casa dos noventa, ainda passeia sorridente e augusta, nas plagas que escolheu como segunda urbe. :: LEIA MAIS »

alessandro tibo
blog do marcelo


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