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Um jovem trabalhador assaltado e esfaqueado no Bairro Patagônia motivou o anúncio de paralização do transporte público para hoje, quarta-feira, 25. O sindicato da categoria presta solidariedade ao seu associado, ele que fora assaltado e esfaqueado, conforme divulgado pela imprensa da cidade.

A prefeitura interveio na tentativa de evitar que a população seja prejudicada e a nota da Secom, que você lerá a seguir, evidencia “ocorre que o crime contra o profissional não ocorreu dentro do ônibus ou durante seu trabalho”, explica. Alan Stéfany Alves Santos, o trabalhador vítima do crime, teria sido assaltado e esfaqueado no Bairro Patagônia enquanto caminhava.

De qualquer sorte, o sindicato manteve os ônibus dentro das garagens das 05h às 06h.

Leiam a nota:

“A Prefeitura de Vitória da Conquista entrou com um pedido de Tutela Cautelar na 2ª Vara da Fazenda Pública com o objetivo de evitar que ocorra paralisação anunciada pelo sindicato dos rodoviários para o início da manhã desta quarta-feira (25), com prejuízos para a população. O sindicato alega que o protesto é em razão do assalto e esfaqueamento sofrido pelo cobrador Alan Stéfany Alves Santos, que trabalha em uma das empresas que prestam serviço ao Município.

Ocorre que o crime contra o profissional não ocorreu dentro do ônibus ou durante seu trabalho. Segundo apurado pela empresa Viação Rosa, onde Alan Stéfany Alves Santos trabalha, o profissional foi assaltado e esfaqueado enquanto caminhava por uma das ruas do bairro Patagônia.

Levantamento feito pela Coordenação de Transporte Público (CTP) da Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob) assegura que não há assaltos a bordo de coletivos urbanos de Vitória da Conquista há, pelo menos, três anos. Os veículos dispõem de câmeras de segurança monitoradas em tempo real.

A Semob lamenta que um profissional da categoria dos rodoviários tenha sido ferido em ação de marginais, mas reitera que não se tratou de uma falha de segurança no transporte público municipal e que, embora compreenda a indignação dos dirigentes do sindicato, chama a atenção para a legislação que determina que, por se tratar de serviço essencial, qualquer paralisação no transporte público exige aviso com 72 horas de antecedência, neste caso, às empresas contratadas e a Secretaria de Mobilidade Urbana.

A ação na Justiça tem o fim de resguardar o direito de milhares de trabalhadores, trabalhadoras, estudantes e outros usuários que precisam do transporte coletivo urbano funcionando. E a Prefeitura utilizará de todos os meios legais para impedir que a população seja prejudicada.

Ao mesmo tempo, os órgãos de segurança pública foram acionados e é do conhecimento público que o Comando de Policiamento da Região Sudoeste (CPRSO) informou já tem pista do bandido que esfaqueou o cobrador e que vai criar um disk denúncia especial para os rodoviários.

Por fim, a Prefeitura de Vitória da Conquista lamenta profundamente o ocorrido e manifesta total solidariedade à família de Alan Stéfany, reafirmando sua confiança no trabalho da polícia, para que a Justiça seja feita.”