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Acabo de receber do PSOL um comunicado do partido, no qual ele declara apoio ao PT e convoca a militância para votar em Zé Raimundo e Luciana Oliveira.

O documento vem recheado de explicações, mostrando que o momento não é de neutralidade, as diferenças ficarão nesse instante dentro de um embornal ou alforge.

O PT e o Partido Socialismo e Liberdade nos últimos meses vinham se degladiando, trocando farpas, fruto de contradições que o governo do estado vem praticando contra o funcionalismo público, atingindo especialmente os professores.

Não obstante tudo isso, segundo o PSOL, é preciso derrotar a direita.

Leiam a mensagem que a sigla que teve o professor Ferdinand Martins como candidato no primeiro turno expediu:

“NO 2º TURNO EM VITÓRIA DA CONQUISTA O PSOL É PELO FORA HERZEM, BOLSONARO E A VELHA DIREITA

AO PARTIDO DOS TRABALHADORES E À POPULAÇÃO DE VITÓRIA DA CONQUISTA

O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) – partido vinculado à classe trabalhadora e aos oprimidos: às mulheres, ao povo negro, aos indígenas, à comunidade LGBTQIA+, ao povo de santo – compreende que a eleição em curso transcorre em um contexto de implementação do neoliberalismo, tocada pelo presidente Jair Bolsonaro, por grande parte dos governadores e prefeitos das cidades brasileiras. Esta política visa atender aos interesses das classes dominantes que de forma insaciável procuram apoderar-se cada vez mais da riqueza do país por meio da alienação dos recursos dos orçamentos públicos.

É por isso que estes governos adotam e promovem políticas eufemisticamente chamadas de ‘reformas’, políticas destrutivas de direitos, que atacam a previdência, os direitos da classe trabalhadora e o funcionalismo público. A Reforma da Previdência já foi promulgada em âmbito nacional, e na Bahia foi aprovada pelo governo do PT, com o apoio de seu candidato a prefeito de Vitória da Conquista. Agora o Governo Federal articula uma Reforma Administrativa com o intuito de pôr fim aos direitos dos(as) funcionários(as) públicos(as) e, consequentemente, deteriorar o serviço público. Não há possibilidade para outra equação: a Reforma Administrativa articulada pelo governo Bolsonaro e, sucessivamente, sua efetivação por Estados e Municípios será na prática o mais violento ataque aos serviços públicos e à população brasileira, que sofrerá na pele com a precarização da saúde, educação, segurança pública, políticas culturais, e gestão ambiental.

De igual maneira ao desmonte do Estado, Bolsonaro trabalha diuturnamente para desestabilizar o regime democrático. A ameaça se apresenta tanto por atitudes, declarações e atividades do próprio mandatário quanto de seus seguidores, dentro ou fora da máquina estatal, para isso contando também com a assistência de apaniguados como Herzem Gusmão. Com o desmonte, destruição ou subversão das instituições nacionais, estes grupos fazem avançar suas pautas autoritárias na expectativa de auferir ainda mais ganhos e privilégios.

A par desta realidade e da gravidade do momento político, o PSOL compreende como fundamental derrotar, em todas as frentes de batalha, a extrema direita e as forças políticas que com ela flertam. Desse modo, após um amplo processo de discussão de seus filiados, o Partido resolve declarar apoio ao candidato do Partido dos Trabalhadores, José Raimundo Fontes, no segundo turno da eleição. Ademais, o PSOL Vitória da Conquista incentiva sua militância a centrar força na luta em prol da derrota de Herzem Gusmão, e da extrema direita em Vitória da Conquista.

Por fim, o PSOL salienta, a partir deste momento, que apoia a candidatura de José Raimundo Fontes mas não participará do governo do Partido dos Trabalhadores. Nosso partido se relacionará com o futuro governo do PT com total autonomia, concordando com as iniciativas coerentes e se opondo a toda e qualquer iniciativa contrária à classe trabalhadora e aos oprimidos.

Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), 20/11/2020.

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