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O horário já estava próximo do meio dia, mas parecia que eram as primeiras horas da manhã de hoje quando uma multidão marcava presença na fila quilométrica que se formou para buscar o auxílio emergencial de seiscentos reais que o Governo Federal disponibilizou como ajuda para aliviar o sofrimento de muita gente que está fora do mercado de trabalho.

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“Tudo bem, amigo?”, perguntei a um guarda municipal que estava junto com outros colegas orientando as pessoas que aglomeravam parte da Praça Barão do Rio Branco. “Bom não está não, mas fazer o quê? Viemos ajudar, porque a Caixa não dispõe de gente pra coordenar”, respondeu sem nenhum esboço de contrariedade por estar ali colaborando com aquela gente sofrida.

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“A sorte, Massinha, é que a Prefeitura mandou esse pessoal para orientar a fila e sinalizou ao longo da rua para organizar melhor o posicionamento de todos”, disse o ex-presidente do Sindicato dos Bancários de Vitória da Conquista, Paulo Barrocas, que acompanhava a movimentação que causava indignação a todos que assistiam a cena cinematográfica.

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“É muita humilhação, é muito sofrimento. O Governo poderia ter distribuído melhor o dinheiro, a Caixa não consegue absorver todo mundo, é muito dinheiro para um banco só”, afirmou. Perguntei-lhe: Não seria para ter um melhor controle de que não haverá fraudes? “Talvez, mas se não quisesse utilizar bancos privados, tem os bancos do Nordeste e do Brasil”, explica Paulo balançando a cabeça desaprovando quase tudo que via.
Cremos que ainda tem tempo do Governo corrigir e mudar a logística de distribuição do dinheiro.