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A política é uma arte muito interessante, é um exercício que requer muita paciência e habilidade para praticá-la. É um ato de bravura, é um gesto nobre do cidadão que abre mão dos seus compromissos familiares e profissionais para filiar-se a um partido político e torna-se heróico quando disputa um cargo eletivo.
A política não deixará nunca de ser uma coisa boa, composta de homens e mulheres de bem. Não tem jeito, é através da política que transformamos a vida das pessoas.
A nossa Câmara Legislativa abriga 21 mandatos eleitos livremente pela vontade do eleitor conquistense, todos, imagina-se, imbuídos de trabalhar em benefício da população.
Dois projetos polêmicos foram enviados à Câmara pelo Executivo municipal, segundo o governo duas matérias que beneficiarão a população mais carente da cidade. E foi assim que os vereadores entenderam, aprovaram por unanimidade o empréstimo de R$100 milhões e a Guarda Municipal, de “olhos fechados”, como se diz popularmente, mas não, “estudamos com muito cuidado, analisamos junto à Caixa Econômica Federal a capacidade de endividamento da Prefeitura, ouvimos os secretários municipais e constatamos que votar favorável seria a nossa obrigação, votamos em favor da cidade”, me afirmou o presidente da Casa do Povo, Luciano Gomes.
Viviane Sampaio, Valdemir Dias, Coriolano Moraes, Nildma Ribeiro, Danilo Kiribamba e Fernando Jacaré estão vivendo dias e noites de terror, porque os apoiadores do PT e PCdoB entendem que esses vereadores não cumpriram com o papel de oposição, deram fôlego ao atual prefeito para apostar na sua reeleição. “Está todo mundo refém do prefeito, ninguém faz oposição, tudo que manda pra Casa dizem amém e aprovam tudo”, isso é um pouco do que ouvimos dos adversários do prefeito Herzem Gusmão.
Na última sexta-feira o vereador Carlos Dudé foi contemplado com uma série de obras anunciadas pelo prefeito Herzem Gusmão nos Bairros Alegria e Jurema, enquanto que ontem foi a vez do petista Fernando Jacaré receber no seu principal reduto eleitoral, a Urbis Vl, o gestor do município quando assinou, abraçado ao edil, ordem de serviços indicados pelo mais fiel e histórico companheiro dos deputados Zé Raimundo e Waldenor Pereira. Não pode não, é?
Nem dei o crédito da fotografia exposta na matéria, não sei a origem da mesma, a fonte, porque retirei de um grupo de Whatsapp que mostra os políticos adversários, mas não inimigos, em clima de “lua de mel”.
Pode ou não pode? Falam-se tanto em espírito republicano, este não seria um gesto dos dois personagens em foco? Apenas para uma reflexão de nós todos. Vale lembrar que as obras sairão por causa das emendas parlamentares do deputado Nonô, fato tornado público pelo próprio prefeito.