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Duda Arêas escreve sobre o Baêa MP!!!

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Administrador de empresas, professor universitário, Duda Areas é um dos frequentadores assíduos do Baba do Baneb, onde encontra amigos e fazem a maior resenha sobre a vida de cada um, ninguém consegue deixar o ambiente isoladamente, todos saem juntos para evitar cair na língua da galera.

A exemplo do pai, o ex-treinador do Conquista dos anos 70, o professor José Maria Areas, Duda sempre gostou de jogar basquete e já foi integrante da seleção conquistense da modalidade.

Eduardo Areas retorna ao nosso blog, desta feita para falar sobre o Esporte Clube Bahia, time detentor de uma das mais apaixonadas torcidas do futebol brasileiro:

“Desperta-te monstro, Bora Baeea Minha P….

Quem, da minha geração, não lembra de Monga? É, aquela “donzela” frágil, revestida de mistério que, nos parques de diversões, se transformava em um enorme gorila. Balançava as grades, grunhia o seu terrível grunhido e fazia com que a gente saísse em disparada porta a fora, misericórdia! Lembro que, em uma dessas oportunidades, meu fiel escudeiro Marcisio Bahia, mais conhecido como Boião, inclusive essa alcunha deve-se ao fato de ele fugir aos padrões da época, pois éramos uns magricelas, parecia que tínhamos o metabolismo igual a de um musaranho, já ele era muito forte. O menorzinho era Pepo, hoje Dr. Airton Ribeiro, essa pobre criança escafedeu-se com os olhos esbugalhados, o pavor foi tamanho que ele passou, naquela escuridão, por debaixo da cerca, mas, o infeliz, esqueceu que a miséria da cerca era arame farpado, ficou preso pela gola da camisa e, o medo era tanto,  que ele não conseguia nem abrir os olhos, os gritos de pavor daquela pobre criança ecoaram pelo parque de exposições – “me acode, me acode… Monga me pegou, Monga me pegou” imagine a cena! Acredite, Boião pegou o enorme macaco e sentou o braço, foi um furdunço, até hoje não sei se tinha mais medo de Monga, do dono do parque ou ia acudir o pobre do Pepo, mas, graças a coragem Espartana do nosso herói Boião, descobrimos que era apenas um jogo de espelho, que decepção.

Faço analogia de Monga com o esquadrão de Aço,  pois o Tricolor da boa terra, na sua linda história, já foi capaz de feitos heróicos e sensacionais, para mim, o principal,  foi ser o campeão Brasileiro de 1959, contando com Alencar e, o artilheiro daquele campeonato com 8 gols, Leo Brigllia, ganhando, na final, do grande Santos de Dorval, Pagão, Coutinho, Pelé e Pepe, essa linha média foi, pasmem vocês, responsável por 20% de todos dos gols da história do Santos, é brincadeira!

Voltando ao nosso personagem mítico, vocês podem estar perguntando, que diacho tem a ver o Esporte Cube Bahia com Monga?

Quando começou o Brasileirão desse ano, tive a sensação de que o Bahia, com um novo modelo de gestão, com um bom elenco e com um bom  treinador,  galgaria posições maiores tipo Libertadores, por exemplo. O esquadrão de aço conseguiu vencer o excelente Flamengo e o bom time do Grêmio, esse último fora de casa. – Desperta-te monstro… neste momento o esquadrão de aço se transformou em Monga, amedrontando seus adversários, deixando eufórica a sua apaixonada torcida, para que vocês tenha uma ideia, tenho amigos tricolores, como: Paulinho Portela, Bruninho Prates, Cap. Gilberto e Alex Bôbô que viajam mais de 1.000 km para prestigiar o Bahia, quanta paixão… pelo Bahia, é claro. Contudo,  vem a célebre frase – “calma Monga, o público é seu amigo”. Bastou isso, alguns dias após, esse monstro, que atropelou o Flamengo, foi capaz de perder para o Ceará, longe de mim desdenhar do Ceará, mas não dá para comparar com os times acima citados. Monga começa a se transformar naquela donzela de aparência frágil, era, mais uma vez, um jogo de espelho, é o que chamo de síndrome de Sisifo… Sisifo foi um ser mitológico condenado a levar uma vida em vão, ou seja, condicionaram no imaginário dos tricolores que não ser rebaixado e ficar no meio da tabela é um grande feito, e não é. O Bahia pode mais, tem uma torcida apaixonada, participativa e tem dois títulos Brasileiros, claro que essa mudança de patamar não vai acontecer da noite para o dia, depende de investimentos e isso não é fácil, vide o Athlético Paranaense que precisou 19 anos para subir na hierarquia do futebol brasileiro e, atualmente, ter o status de time grande.

Será necessário sair do conformismo, escolher um caminho mesmo que seja distante, mas, ainda assim, caminhar sempre na expectativa de encontrá-lo.

Assim como o Jesus rubro-negro não redimiu os Flamenguistas dos pecados, mas, os levou ao paraíso, os tricolores Baianos podem também, pois contam com a ajuda de todos os santos, e isso não é pouco. BBMP.

Até a próxima.”

2 respostas para “Duda Arêas escreve sobre o Baêa MP!!!”

  • Marcelo disse:

    Parabéns, pela matéria, Eduardo!

  • Joaquim Spinola disse:

    Duda, o Bahia é grande, tem uma torcida fanática, sua diretoria está no caminho certo, pois em pouco tempo sanou as dívidas do clube, aos poucos vamos chegar lá. Veja o Flamengo quanto tempo tinha que o maior clube do Brasil não ganhava o Brasileiro e Libertadores, foi falta de planejamento, pois um clube do tamanho do Flamengo os títulos conquistados nestes 20 anos e muito pouco. O que aconteceu no passado com o Flamengo, aconteceu com o Bahia, muita gente sem competência administrando os Clubes.

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alessandro tibo
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