op-min

Desde que Angelo Coronel foi indicado ao Senado pela chapa governista no estado da Bahia que setores da esquerda vem reagindo às composições políticas realizadas pelo governador Rui Costa. Houve uma reação imediata, muitas reclamações, mas não aconteceu o que se poderia imaginar, um insurgimento. Tudo ficou como o staff queria. Lídice da Mata contenta-se com a disputa para a Câmara Federal e Angelo Coronel ficou com a vaga para o Senado. Os dois se elegeram, mas nem tudo foi esquecido.
Os professores universitários travam um embate com o governo desde muito tempo, as ânimos ficaram acirrados próximo as eleições de 2016 e permanecem até hoje. A briga está consumada. Um dos integrantes da base de apoio ao governo estadual e municipal desde que o PT chegou ao poder em Conquista não esconde a sua insatisfação e torna público o que sente. Gildelson Felício é do PSB, foi secretário nas gestões de Guilherme Menezes e José Raimundo. Vejam o que ele escreve:

“Pensei que, na Bahia, estaríamos minimante protegidos da arrogância  e do autoritarismo por termos um Governador do PT. Doce ilusão!  A coisa é bem pior do que se possa imaginar, voltamos aos tempos sombrios do velho carlismo,  um governador do PT, ex sindicalista radical, cortando salário de professores por estar em greve.  Uma greve dentro da legalidade, diga-se de passagem. É a velha arrogância e truculência em ação, é Rui Costa sendo o Bolsonaro da Bahia!
Já não temos nem esquerda, nem progressistas no poder, virou uma coisa só. Será que vamos nos render a “voz do senso comum de que todo político é igual? Triste realidade!
Triste fim dos que se dizem de esquerda!
Meus pêsames à militância!”