jaymilton gusmao filho

O presidente da Coopmac, Jaymiltinho Gusmão, conversou longamente comigo ontem e dentre as palavras cuidadosas que ele proferia ficou claro que a grande festa do povo de Conquista poderá ser realizada no segundo semestre, basta que seja encontrada uma fórmula que contemple os interesses de todos os envolvidos.

Quem seriam os envolvidos? Os associados da Coopmac e sua diretoria? Sim. A prefeitura de Conquista e a população? Sim. O governo do estado? Sim. Pela ordem, segundo a minha ótica, interessa aos diretores e associados porque é o momento máximo da festa, da comemoração, do resultado da safra cafeeira, da exposição e venda dos animais; intereressa ao prefeito de Conquista e aos municípes porque faz parte da história do nosso povo, dos grandes negócios que são realizados durante todos os anos.

O evento se confunde entre o público e o privado, tem a cara do agricultor, do pecuarista, mas se enxerga na festa também as feições da população, do homem comum. Não tem como separar. Sempre foi assim, todos sempre viram na Exposição a mão da administração, a presença marcante de todos os prefeitos que passaram pela sede fincada na Praça Joaquim Correia. O prefeito Herzem que apregoa “estamos preparando a cidade para comemorar os seus 200 anos”, não permitirá a não realização do evento que marca a história da cidade. O prefeito está em Brasilia, acompanhado do ex-governador Nilo Coelho e do chefe do Gabinete Civil, Marcos Ferreira. Aguardemos, pois, o resultado da viagem.

Interessa ao governo Rui Costa, reeleito, e que deve ter sobre a sua mesa os números que movimentaram a Expoconquista deste ano que superam os 100 milhões. Esse montante é o resultado dos negócios realizados dentro do Parque Teopompo de Almeida, sem falar do dinheiro que circulou na rede hoteleira, bares, restaurantes, comércio lojista, postos de gasolina, etc.

Portanto, uma possível indiferença do setor público não seria uma atitude inteligente. E não se trata de pedir que destine as verbas da saúde e da educação para a realização do evento. Em Salvador, já está certo que não se realizará a Fenagro, a festa Agropecuária do estado. “Não descarto a possibilidade de realizarmos a exposição no segundo semestre, o que não posso é fazer um evento do tamanho que a cidade quer, sem os apoios necessários. Não transfiro a responsabilidade para o poder público, quem sabe do caixa da prefeitura é o prefeito, ele é quem sabe quais são as suas prioridades”, comentou Jaymiltinho e que deixou claro: “para a data anunciada, a tradicional, a decisão é irreversível, não acontecerá o evento, já avisamos todos os parceiros”.