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O vereador Luciano Gomes caminha a passos largos para presidir o Legislativo conquistense em substituição ao atual dirigente Hermínio Oliveira.

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Vários nomes sonhavam legitimamente chegar ao cargo máximo da casa que fiscaliza os atos do Executivo municipal. É ali, no prédio que foi totalmente reformado nas gestões dos presidentes Alexandre Pereira, Gilzete Moreira e Fernando Jacaré, e um pouco mais na gestão do edil Hermínio Oliveira, que funciona muita coisa e que convivemos o dia a dia da cidade.

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Leis são criadas, projetos oriundos do Executivo são analisados e votados, aprovados ou não. Os 21 vereadores estão debruçados sobre uma matéria polêmica que está em pauta há muitos dias. Trata-se da isenção do ISS em benefício da empresa de ônibus Cidade Verde.

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Aliás, nunca se discutiu tanto na história de Vitória da Conquista o transporte público, algo tão importante na vida da população. Saúde, educação e segurança é o trio que mais preocupa o brasileiro, coladinho nos três vem o transporte urbano.

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A Viacão Vitória não teria cumprido com as suas obrigações contratuais e deixou o municipio. A Cidade Verde andava às turras com a prefeitura e, de forma resignada, admitia que deixaria a cidade. Acabou sendo a nossa única alternativa legal.

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O prefeito Herzem Gusmão sempre pregou que defende o transporte alternativo, as vans, por exemplo. “Mototáxi nem pensar”, afirma ele. “Jequié é um péssimo exemplo. Os hospitais andam cheios de jovens que sofrem acidentes”, reverberava a voz do então radialista que apresentava o programa Resenha Geral na Clube FM.

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O pensamento do prefeito continua o mesmo em relação ao transporte via motos. Herzem e sua equipe que cuida do transporte público vive problemas em relação aos “vanzeiros”, que o jornalista Paulo Nunes escreve no seu blog que foi uma promessa de campanha do atual prefeito. Enquanto isso, a Secretaria de Mobilidade Urbana continua autorizando aos agentes de trânsito multar o transporte clandestino.

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Carlos Dudé, o Esperidião Amin do Sertão, tinha planos de chegar à presidência da Câmara Municipal. As chances eram reais, tinha tudo para chegar lá, mas ele mesmo interrompeu o processo. Dudé mudou os planos, lançou seu nome à Assembleia Legislativa, naturalmente abriu espaço para outros nomes.

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A candidatura não vingou, ele próprio saiu da cena, apoiou outro nome, se não me engano a filha de Benito Gama. Aí, creio, já estava díficil alimentar o antigo sonho.

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Gilmar Ferraz era outro nome em reais condiçoes de dirigir a Casa do Povo. Disputava com o próprio Dudé os votos dos colegas. Assim como o líder do prefeito, lançou seu nome como candidato a uma cadeira na Assembleia do estado. Claro, abriu caminho para outros nomes.

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Para o pastor Sidney, por exemplo, que esteve com a “mão na massa”, quase lá, mas de repente a água escorreu entre os dedos. Aí, claro, muitas reuniões aconteceram, inclusive como é normal, no gabinete principal da Praça Joaquim Correia. Para o prefeito Herzem Gusmão é mais confortável ter na presidência da Câmara um vereador da sua bancada ou, no mínimo, um nome com quem possa dialogar mais facilmente.

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E esse diálogo não se trata de clima republicano, civilidade politíca ou o famoso “respeito aos poderes”. Aqui eu falo de química mesmo, de simpatia política, de conversas de bons vizinhos, de separar as questões politícas partidárias e partir para a prática e cuidar dos interesses da população.

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Isso é possível e necessário, sem precisar transgredir os limites da boa convivência e não adotar a prática do “toma lá, dá cá”. Então caiu como uma luva o nome do vereador Luciano Gomes.

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Luciano percebeu que tinha espaço para o seu nome, mesmo com o seu tamanho GG. Foi entrando de mansinho e conseguiu atrair para si a simpatia da maioria e construiu uma vitória irreversível. O vereador da Limeira e do Capinal, principalmente, busca agora uma possível unanimidade dos seus pares.

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Na última sexta-feira conversei com a presidente da CDL, Sheila Lemos, ex-candidata à Câmara Federal, sobre o resultado da eleição, e ela se mostrou tranquila e segura quanto à unidade do grupo que elegeu o prefeito Herzem Gusmão.

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“Não tenho dúvidas, quem realmente apoiou Herzem vai estar junto. O governo está trabalhando muito. O comércio, por exemplo, já entende melhor a questão das vagas de estacionamento perdidas, a cidade está melhor cuidada, limpa, verde, iluminada e com asfalto de qualidade”, diz a empresária.

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E o prefeito já conversou com vocês após a eleição? Reaglutinou todo mundo? Perguntei-lhe. “Herzem ligou para todos. Para mim, Esmeraldino, Lúcia, Marcelo, Gilmar e Salomão. Até onde sei, só não conseguiu falar com Salomão”. E João Aragão? “João não, ele foi candidato da base de Rui”, encerrou Sheila.

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Salomão talvez não esteja muito voltado para o aparelho celular ultimamente, sobretudo no que diz respeito a qualquer ligação, o que não é o caso da chamada do prefeito. O vereador está preocupado com a diretriz do PSL em Conquista, partido do presidente Bolsonaro e pelo qual arrematou só nas urnas conquistenses mais de 26 mil votos.

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O vereador surfa na onda Bolsonaro e não quer que nenhum voto lhe escape às mãos. Ele disputa e quer o controle do partido aqui em Conquista. O Comandante Rangel, que é conquistense e disputou o Senado pela sigla, deve ser o caminho mais fácil, imagina-se.

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Kleber Rangel nasceu e foi criado aqui em Conquista ao lado dos irmãos e irmãs. Construiu sua vida no bairro São Vicente, é amigo pessoal do presidente eleito. Hoje reside em Barreiras, onde foi secretário de Agricultura. Kleber e Salomão sentarão à mesa?

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“Meu irmão está ciente da sua responsabilidade, ele quer e precisa unir todo mundo que votou em Bolsonaro. Salomão é um nome importante, ninguém tem dúvidas disso, só depende de todos nós para estarmos juntos”, disse Washington Rangel, irmão de Kleber e que cuidou da campanha em Conquista e região.

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O prefeito Herzem Gusmão e todos os secretários votaram em Bolsonaro no segundo turno. “O prefeito Herzem é a principal autoridade do município. Gostaria que ele fosse nos prestigiar com sua presença na Limão Doce amanhã após a carreata”, foram as palavras de Kleber dirigidas ao gestor conquistense, cuja portadora foi a vice-prefeita Irma Lemos às vésperas da carreata que aconteceu no dia 21 de outubro e que deu início à campanha do segundo turno.

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“Salomão, não tenho dúvida, terá a sabedoria bíblica e caminhará com prudência. Com todos juntos seremos imbatíveis”, afirmou um influente eleitor conquistense.