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Bolsonaro chegou a apelar para a militância: “não comecem a comemorar, ainda não ganhamos a eleição. Mantenham a guarda”. Foi mais ou menos com essas palavras que o então candidato Jair Bolsonaro dirigiu-se aos seus apoiadores em vídeo gravado e veiculado pelas redes sociais.

As pesquisas apontavam uma vitória tranquila até 15 dias antes do dia da decisão final no segundo turno, só que circularam através de outras fontes, também tradicionais, que a diferença caia vertiginosamente e Fernando Haddad se aproximava, e que um empate técnico ocorreria até o dia das eleições. Por outro lado a militância direitista que saiu do armário e conseguiu manter a candidatura do Capitão na “crista da onda”, tinha plena certeza que o resultado já estava definido e que “nada vai mudar até o final da eleição. Já está definida e só uma grande fraude para tirar a vitória do mito”.

Pois bem, desde às 19h de ontem o Brasil conheceu o seu novo presidente eleito com mais de 10 milhões de votos na frente do seu concorrente. Foi uma decisão da democracia, foi o povo que escolheu, não adianta questionamentos. Só resta àqueles que discordam do candidato eleito seguir os seus passos, cobrar as suas promessas de campanha, fazer com que ele cumpra o seu projeto de governo.

Já está muito claro que Bolsonaro foi o candidato escolhido pela maioria. Foi escolhido pelo voto, e ele, o voto, é a única arma que legitima a nossa escolha. Portanto, o resultado tem que ser respeitado. Cabe também aos mais de 55 milhões de eleitores que se sagraram vitoriosos respeitarem a expressiva votação que o candidato petistita obtivera nas urnas. Foram 45 milhões que preferiram votar em Fernando Haddad e Manuela.

E resta a todos nós entendermos e ficar com os olhos bem abertos que mais de 30 milhões de brasileiros não foram votar, ficaram indiferentes, não acreditaram em nenhuma proposta. Independente de tudo isso, os eleitores de Bolsonaro estão a comemorar, é um direito que lhes assiste.