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O prefeito Guilherme Menezes quando elegeu-se prefeito em 1997, encerrando assim o ciclo pedralista em Vitória da Conquista, contou com uma frente popular de esquerda e também de partidos considerados conservadores pelo PT, PCdoB, PSB e PV, destacando neste caso o PSDB. Compunha também a aliança o PDT, liderado pelo então deputado Coriolano Sales, falecido recentemente. O PSDB indicou o médico Clóvis Assis como candidato a vice de Guilherme. Não durou muito a relação política entre os dois. Clóvis, responsável pela Cupe, uma clínica médica infantil que gozava de grande conceito na cidade, não renunciou a condição de vice-prefeito, até porque fora eleito para o cargo, mas arrumou as gavetas, mesa, fechou a porta e devolveu a chave da sala onde despachava na condição de substituto imediato do prefeito no caso de vacância. Cada um seguiu o seu rumo, rompimento total e absoluto entre os dois.

Um dos principais aliados de Clóvis Assis, o então gerente do INSS, Arlindo Rebouças, foi eleito vereador e serviu como sustentáculo da base Conquista Popular, defensor intransigente dos projetos oriundos do Executivo capitaneado pelo prefeito Guilherme. Combativo, atuante, Arlindo conseguia ser destaque na defesa do Governo Participativo. Com o rompimento de Clóvis, o vereador seguiu os seus passos, a partir daí Guilherme não tinha dois adversários, mas dois inimigos políticos. Não sei quem está com a razão, só sabemos que Arlindo seguiu a risca o desejo de demonstrar que ele tinha lado, e o seu lado foi colocar-se claramente contra Guilherme e por extensão contra o PT.

Dentre as posições do ex-vereador para se opor a Guilherme, chegou ao fim uma Ação Popular que Arlindo dera entrada, e esta foi julgada procedente punindo a Viação Cidade Verde e o ex-prefeito Guilherme Menezes, inclusive, no pagamento de um valor milionário relativo aos honorários de sucumbência. A seguir, o sentença do referido processo:

sentença ação popular