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As eleições presidenciais ocorrerão em outubro de 2018, mas a disputa já acontece na prática, os eleitores já se posicionam claramente, manifestam as suas preferências e assumem publicamente as suas posições.
Aécio Neves já é carta fora do baralho, até o seu partido já o descartou, percebeu que insistir com ele será perda de tempo. Admite que ele errou e errou feio, jogou a toalha e aposta no nome do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.

Marina, da Rede, continua na expectativa de dirigir o país, tem se apresentado como uma alternativa, falta convencer a população, a grande massa, de que é uma líder inconteste.

Ciro Gomes verbaliza como um arauto, talvez um Messias, tenta atrair para si os votos da esquerda e ganhar a confiança do brasileiro comum que tenta pisar em terra firme depois de tantas desilusões políticas.

Cristovam Buarque com o seu discurso pedagógico não ganha densidade eleitoral.

A jovem e campeã de votos no Rio Grande do Sul, a deputada Manuela, do PCdoB, teve seu nome lançado, vai empolgar os menudos, a juventude estudantil, os militantes comunistas. Poderá ser a grande novidade. Tem discurso forte e, segundo dizem, é um nome limpo e comprometido com os seus ideais. Mas tem um um probleminha, o staff dirigente do seu partido não quer fazer o percurso completo da lavagem do Bonfim. Já se prepara para uma eventual vice.

Sobram quem? Eles dois. Eles mesmos. Os extremos. O país está aparentemente dividido. Aparentemente? Está sim. A não ser que o público televisivo dominical resolvesse pedir a Globo para liberar Luciano Huck para uma disputa suicida. Nada contra o apresentador, mas a sua linda e simpática esposa e também apresentadora, Angélica, iria liberar o maridão para algo tão inimaginável?

Portanto, fiquemos quietos e preparados para o óbvio. Vem aí, o Duelo Ao Por do Sol: Lula x Bolsonaro. O xerife já definiu o seu propósito, é candidato, seu nome cresce a cada dia, os seguidores aumentam, a sociedade começa a ceder aos seus apelos e começa a reproduzir o seu discurso. Do outro lado, Lula, com julgamento marcado para o próximo dia 24 de janeiro, tem um exército ao seu lado afirmando que ele está sendo injustiçado e que mesmo que ele seja punido, o calendário eleitoral lhe permitirá a candidatura. Os seus correligionários creem firmemente na sua inocência e tem no nordestino o único nome para para continuar com o projeto de esquerda no Brasil.

Não existe plano B, com ou sem condenação. Lula x Bolsonaro, é o que está posto, pelo menos por enquanto. Assim eu vejo.