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Demilson: “Se vendeu a emoção do futebol”

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                                      Foto: Arquivo Pessoal

Demilson Costa foi considerado um dos melhores goleiros do futebol baiano. O ex-atleta foi campeão baiano pelo Vitória em 1985 e findou sua carreira ainda precocemente após rodar por outras equipes do Brasil.

BM: Qual foi o sentimento de receber o Título de Cidadão Conquistense? 

D: Eu me senti lisonjeado e também a minha responsabilidade como cidadão conquistense aumentou. É a chave de ouro que todos nós queremos, um título deste não tem preço, fiquei bastante feliz e muito emocionado. Você faz um fechamento de toda história, tudo que construí aqui e a cidade me acolheu tão bem e receber um título desta natureza significa coroar o meu trabalho. Agradeço aos amigos, a Deus e a você por ter me dado uma oportunidade no esporte quando ainda era garoto, muito jovem, no Massicas, e daí que deslanchei. Lembro-me da época de suas palavras de incentivo falando de meu potencial, segui os seus conselhos e consegui sucesso na minha carreira com um título baiano, títulos nacionais e uma trajetória consolidada e de respeito. Todos têm uma referência muito boa comigo, isso realmente, não tem preço.

BM: Interessante que você foi um dos grandes goleiros que a Bahia conheceu e deixou o futebol muito rápido ainda bem jovem. Qual foi a motivação para esse abandono tão precoce?

D: Nessa trajetória foram quase quatorze anos e nessa época década de 80 e início de 90 não éramos tão bem remunerados. A gente passava por situações muito difíceis e quando olhei para trás fiz uma carreira legal com títulos e consolidada, porém, financeiramente não agregou muita coisa em minha vida. Quando chegou a hora de casar e vi que não tinha dinheiro nem para uma bicicleta, tive que parar, dá uma estudada e começar uma vida nova, dei sequência na vida na iniciativa privada e me dei bem. O futebol acabou ficando na boa lembrança, dos amigos, da história que criei, mas, muito exclusivamente pela questão financeira que parei cedo na carreira de jogador.

BM: Quando começou sua carreira no Massicas seu reserva era Chico Estrela, olha que interessante isso, né?

D: Chico é uma figura ilustre, falo sempre que ele é o legendário Chico Estrela, ainda o chamo de meu suplente. Aprendi a gostar da figura dele, respeitá-lo, fizemos uma carreira legal juntos. Eu dei um passo maior cheguei ao Vitória e ainda rodei pelo Brasil, ele ficou por aqui, mas tem uma história ímpar. Toda vez que nos encontramos é motivo de boas risadas e lembranças. O futebol é isso a satisfação de encontrar os amigos que você fez na trajetória, com o mesmo respeito e dedicação, o tempo passa para todos, o cabelo vai ficando branco e a maturidade vai chegando e você começa a ter outro tipo de comportamento. O Chico é um grande amigo e o tenho como referência como tantos outros bons amigos do meio futebolístico.

BM: O futebol é uma paixão nacional e hoje há algumas cenas a nível nacional e internacional que enfeiam e que tem contado com uma grande contribuição dos dirigentes. Como você essa situação?

D: O que acontece é que se vendeu a emoção do futebol, na minha época eu beijava o escudo do Vitória por amor e emoção, mesmo quando por vezes não recebíamos em dia. Hoje vemos salários suntuosos e astronômicos, empresários dominando o futebol, a Lei Pelé tirou a garantia que os times tinham de formar novos valores. Vivemos a comercialização do esporte, são os grandes mercadores que bancam o futebol brasileiro e os altos valores pelos atletas para o que clube não tenha condições de custear, e aí começam as corrupções. Pessoas que integravam a FIFA que pensava ter integridade envolvidas em escândalos. As pessoas investem cada vez menos no cidadão e quando se perde a emoção, as coisas começam a tomar outro rumo.

BM: Tanto o Vitória da Conquista quanto o Serrano novamente de volta à cidade, como você vê a importância e a participação desses dois clubes para o crescimento do futebol em nosso município?

D: O Ederlane tem esse lado muito bom na projeção do futebol baiano, mas, sozinho não se faz nada. Você viu como foi a Copa do Estado, com fracasso de público e renda, o futebol do estado tá caindo pelas tabelas e aqueles que ficaram tentam militar com isso. Hoje não se faz futebol por amor, os abnegados sumiram, o esporte tem que ter esse cara que goste trabalhando na frente. Eu não posso pegar meu tempo que é precioso e doar ao futebol sem uma recompensa. O que vemos é sofrimento, jogadores de clubes pequenos recebendo R$ 500 a R$ 2 mil reais e tentando sobreviver e aqueles quem têm bons empresários fazendo dinheiro durante sua carreira.

BM: Você é natural de Salvador e está há 35 anos aqui, hoje, cidadão conquistense. Quem é Vitória da Conquista para você como cidade?

D: Uma cidade apaixonante, progressista, que dá a oportunidade para as pessoas se desenvolverem e constituírem família. O patrimônio que consegui construir foi aqui, com o apoio dos amigos e respeito pela cidade. Um local que se você tiver uma linha de conduta e caráter você cresce.

1 resposta para “Demilson: “Se vendeu a emoção do futebol””

  • ITAMAR P SOUZA disse:

    PARABÉNS MASSA E DEMILSON, POR ESTA ENTREVISTA CHEIA DE RIQUEZA, TRANSPARÊNCIA E REALIDADE, EM SE TRATANDO DE DEMILSON, ASSINO EMBAIXO EM TUDO QUE ELE RELATA, POIS É ESTA PESSOA MUITO MERECEDORA DESTE TÍTULO DE CIDADÃO CONQUISTENSE, POIS ACOMPANHEI UM POUCO DE SUA TRAJETÓRIA, É MUITO RESPEITADO EM NOSSA CIDADE´PELA CONDUTA ÉTICA E MORAL. MEU GRANDE ABRAÇO AOS DOIS.

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